Achamos que vale — Gama Revista

Achamos que vale

O que há de bom por aí, nas artes e na vida
    24 de Setembro de 2020
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    Aqui quem fala é o analista

    Por que nos sabotamos? Por que é tão difícil terminar um relacionamento? Qual a relação entre angústia e desejo? Em "A Loucura Nossa de Cada Dia", o psicanalista Guilherme Facci comenta temas da atualidade relacionados à psicopatologia da vida cotidiana. No episódio mais recente, ele investiga a tristeza que bate em boa parte de nós especificamente aos domingos. Spoiler: tem a ver com a dificuldade de suportar o ócio, mas tamponar a angústia por meio da produtividade pode só agrava-la. Do arrepio causado pela voz do apresentador Faustão ao conceito de neurose dominical, definido pelo psiquiatra austríaco Viktor Frankl, Facci desvenda os mistérios do domingo e sua melancolia em um conteúdo que merece a escuta tanto dos iniciantes como dos iniciados na psicanálise.

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    O guia alimentar considerado modelo lá fora

    Vale ler o Guia Alimentar para a População Brasileira, que virou assunto na última semana, quando o Ministério da Agricultura divulgou nota técnica com diversas críticas ao documento e um pedido de extinção da classificação que desaconselha ultraprocessados, o que foi visto por cientistas estrangeiros como fruto de lobby da indústria. O guia foi desenvolvido há quase uma década por um time de pesquisadores do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo e sempre foi considerado um modelo para outros países. O estudo, chefiado pelo professor Carlos Augusto Monteiro, foi feito a partir da mesa do brasileiro, o orçamento médio das famílias e seus hábitos. Recomendamos ainda ler esta entrevista com Carlos Monteiro e ouvir este podcast em que Rita Lobo, criadora do Panelinha e entusiasta do guia, defende sua importância.

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    O pôr do sol fora da Terra

    Turistas que já aplaudiram o pôr do sol visto das pedras do Arpoador, no Rio de Janeiro, fariam o mesmo em Vênus, Marte ou Urano se pudessem estender suas cangas por lá. Afinal, outras cores, igualmente belas, se espalham pelos céus desses mundos conforme eles se afastam da luz do sol em seus movimentos de rotação — a explicação para o fenômeno é que os raios solares fluem em diferentes direções dependendo do ângulo e dos tipos de molécula presentes nas atmosferas de cada planeta. Enquanto as viagens espaciais não são uma realidade, dá para admirar as diversas paletas de cores nesta simulação feita pelo cientista da Nasa Geronimo Villanueva. De quebra, o Canal Tech reúne imagens de sondas e satélites que também dão uma ideia de como seria testemunhar um ocaso interplanetário.

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    Ambiência e espacialidade ao pé do ouvido

    Nascida para segurar o mundo sob sua língua, “You, at the End” (você, no final) é a peça central de “The Fifth Season”, novo álbum de Lafawndah, lançado no início de setembro. Trombone, tuba, ambiência e uma espacialidade surreal permeiam o disco, inserindo-o numa genealogia de músicos de vanguarda como Brigitte Fontaine e Scott Walker. A iminência cinematográfica de que algo pode acontecer a qualquer segundo é aguda ao longo de todo o disco, mas ainda mais urgente nesta faixa, que lembra a Bjork da era “Volta”, ao mesmo tempo em que conversa com a cantora britânica FKA Twigs e recorda alguma trilha sonora de um filme exibido na madrugada. Lafawndah (née Yasmin Dubois), metade egípcia, metade iraniana, cresceu em Paris, morou no México, passou parte da infância em Teerã e hoje costura referências do jazz de vanguarda, da música de câmara, do folk, da literatura (a canção é um poema da performer Kate Tempest musicado). Para os dias em que o isolamento bater mais forte.

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    Educação sexual à moda nórdica

    A insegurança com o próprio corpo assola a todos, mas crianças são particularmente sensíveis a esse mal. Será possível se relacionar de maneira mais saudável com nós mesmos? Essa é a tentativa de “Ultra Strips Down”, um programa de TV dinamarquês voltado para crianças e adolescentes que aborda corpos reais. O New York Times fez uma reportagem sobre o programa, que é extremamente popular no país nórdico. Adultos pelados são enfileirados em um palco de teatro e respondem a perguntas de crianças que estão na plateia. O cuidado da produção é gigantesco e se as crianças -- que tem a autorização dos pais para participar do programa -- se sentirem desconfortáveis, são retiradas na hora. Entretanto, os produtores garantem que isso jamais ocorreu. O bate papo entre as crianças e os adultos é honesto e tem caráter educativo. O objetivo é apresentar corpos reais e fazer com que as crianças entendam que cada corpo é único e válido. Apesar da revolta de conservadores noruegueses, o programa parece fazer efeito. Na reportagem do Times, uma das meninas que participou do programa afirmou que passou a se sentir mais confiante sobre seu próprio corpo. Se você entende dinamarquês, ou só deseja checar a série, é possível ver alguns trechos no YouTube.

    17 de Setembro de 2020
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    Um relato sobre o luto — e seus gatilhos

    Muitos têm sido os sentimentos que nos unem, enquanto povo, raça, chame como quiser, ao longo deste 2020. Frustração. Inquietação. Raiva. Saudade. E para muitos, luto. Neste longo, belo, e tortuoso (com gatilhos, muitos deles) relato para a New Yorker, a escritora Nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie reflete sobre a perda de seu pai, James Nwoye Adichie, falecido neste 2020 — não por Covid-19, mas por uma falência renal. Mãe e irmãos, primos, memórias íntimas, a carreira ilustre do Professor de Estatística, toda a jornada de uma vida é revivida e rememorada. A cronologia é fragmentada; memórias se sobrepõem a lições sobre a cultura nigeriana e do povo Igbo, e a banalidades burocráticas. Ler as palavras de Chimamanda traz um estranho conforto, um apaziguamento. Expor-se tanto é um ato de vulnerabilidade, mas que gera, sobretudo, empatia. É como se, ao abrir seu luto e a história dos seus familiares, ela estivesse nos ajudando a encontrar os denominadores comuns que nos tornam mais próximos uns dos outros. Menos diferentes, mais humanos, unidos em nossos sentimentos.

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    Pantanal em chamas

    O Pantanal brasileiro está queimando. Maior incêndio na região desde 2006, as chamas consumiram cerca de 200 mil hectares em três semanas. As investigações apontam para um incêndio causado por ação humana e, em reportagem para o Nexo, Cesar Gaglioni explica o poder de destruição das queimadas no Pantanal. A fauna local, que poderá levar de 20 a 30 anos para se recuperar completamente, é uma das principais vítimas -- como explica Natan Novelli Tu. A região concentra grande parte da população mundial de araras-azuis e onças-pintadas, duas espécies em risco de extinção. Em meio ao fogo, as ações do governo Federal são questionadas por ambientalistas após o enfraquecimento que o governo tem promovido nos órgãos de fiscalização ambiental. A reportagem de Isabela Cruz explica como o poder público vem agindo em relação aos incêndios.

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    Um papo sobre tecnologia, política e negócios com Zuckerberg

    Em episódio inédito da série documental Axios, que levanta debates de relevância mundial por meio de entrevistas com grandes nomes (entre os quais já estiveram o presidente Donald Trump e a atual candidata à vice Kamala Harris), o empresário americano Mark Zuckerberg falou sobre o combate à desinformação durante a crise do coronavírus, a chegada das eleições nos Estados Unidos, entre outros temas que importam -- o slogan da série. Além do fundador do Facebook, a produção da HBO já contou com vários nomes de influência para explorar a intersecção entre tecnologia, mídia, política e negócios, e cobrir assuntos como o veredicto no caso Harvey Weinstein, a igualdade de gênero no esporte profissional, o impacto da pandemia, além de policiamento e justiça igualitária. Aos que querem acompanhar os debates, os episódios da série ficam disponíveis na plataforma da HBO GO.

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    Arte periférica tão próxima como nunca esteve

    Neste fim de semana, de sexta (18) a domingo (20), uma maratona de arte e cultura permite que se conheça a efervescente produção cultural das periferias pela plataforma do Sesc. O Festival Favela em Casa SP reúne artistas independentes -- pretos e periféricos, como lembra a organização -- que estão fora da bolha do mainstream. A curadoria de Andressa Oliveira, moradora do Campo Limpo, extremo sul de São Paulo, e de Marcelo Rocha, da cidade de Mauá, no ABC Paulista, reuniu 35 atrações de música, teatro, dança, cinema, literatura e artes visuais. As transmissões revezam-se entre performances ao vivo e gravações realizadas no Estúdio Curva, na capital paulista, e incluem, além de apresentações artísticas, uma série de bate-papos com convidados; entre eles, a escritora Helena Silvestre, a curadora, poeta, escritora e ativista Abigail Santos Leal e o educador social Mestre Gildásio.

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    O legado das mulheres negras na política

    Dirigido por Éthel Oliveira e Júlia Mariano, o documentário "Sementes: Mulheres Pretas no Poder" acompanha a trajetória de seis candidatas negras aos cargos de deputada federal e estadual nas eleições de 2018. São mulheres que decidiram responder politicamente ao assassinato da vereadora Marielle Franco, que ocorreu no início do mesmo ano, disputando espaço no Congresso e na Assembleia Legislativa. O documentário está disponível no canal do Youtube da distribuidora Embaúba Filmes, e revela percursos e desafios das campanhas de Mônica Francisco, Rose Cipriano, Renata Souza, Jaqueline de Jesus, Tainá de Paula e Talíria Petrone, todas no Rio de Janeiro, estado que teve maior número de candidatas autodeclaradas pretas concorrendo em 2018.

    10 de Setembro de 2020
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    Caetano e Beatles para celebrar a esperança

    Em 1968, os Beatles lançavam “Hey Jude”. Também em 1968, Caetano Veloso era preso pela ditadura militar. A canção, que a primeira vista não tem qualquer relação com o músico brasileiro, ganha uma nova versão na voz do cantor. Lançada em conjunto com o documentário “Narciso em Férias” (2020), – disponível no GloboPlay – o cover dos Beatles retrata a esperança sentida por Caetano ao ouvir a música durante um dos períodos mais escuros da vida do cantor. Enquanto estava preso, Caetano escutava “Hey Jude” no rádio de um sargento e o som lhe servia como um anúncio de luz. Única faixa inédita do documentário, a “Hey Jude” de Caetano pode também nos fornecer um sopro de esperança para os dias de hoje e a possibilidade de um futuro melhor.

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    O novo batidão de M.I.A

    Batidas fortes e dançantes e letra politizada contra o controle a que somos submetidos é a nova investida da rapper e compositora britânica M.I.A., que lançou nesta semana o single Cntrl, disponível apenas no site da cantora. Com a música, ela soltou um comunicado em que pede a liberdade de Julian Assange, fundador do Wikileaks, cuja extradição para os Estados Unidos está sendo decidida em julgamento desde a segunda-feira (7). “Você sabe que é liderado por tiranos quando falar a verdade é um crime”, afirmou em sua conta no Twitter. Esse é o segundo single que M.I.A. lança em 2020. A cantora promete um novo álbum para 2021, o primeiro depois de ter anunciado a aposentadoria há três anos.

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    ‘A pausa é parte integrante da vida’

    Gilberto Gil e Emicida são alguns dos artistas que discutirão a importância da pausa, tema que norteia os encontros, performances artísticas e experiências da 8ª edição do FLI 2020, o Festival Literário de Iguape, que tem curadoria da escritora Bianca Santana, colunista da Gama. A programação é dividida em duas partes: o prólogo, composto por conversas e apresentações que introduzem o evento ao público, entre os dias 7 e 19 de setembro; e o festival ao vivo no dia 20, que será transmitido por seis horas ininterruptas no Instagram, Facebook e Youtube do Programa Oficinas Culturais. Entre os participantes estão ainda Amara Moira, Marcelo D'Salete, Mel Duarte, Preta Rara, Roberta Estrela D’Alva, e outros nomes de peso da literatura, da música e da cultura brasileira.

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    A pandemia não acabou só porque você não aguenta mais

    A necessidade de distanciamento social se estende indefinidamente no Brasil, enquanto a fadiga da quarentena cresce e muita gente afrouxa o próprio isolamento, despertando a ira de quem tem se esforçado para colaborar com a contenção do coronavírus. Nas redes sociais, não faltam desabafos e memes de quarentenados que se sentem trapaceados por quem já está circulando normalmente. É nesse contexto em que atua um conhecido personagem da pandemia: o fiscal do isolamento. Seja online ou offline, ele dedica algum tempo do dia para repreender quem anda socializando antes da hora. O que fazer diante deste cenário? Nesta entrevista ao Nexo, a psicóloga e professora da USP Martha Hübner comenta os debates incendiários que giram em torno de quem fura a quarentena. Ela fala ainda sobre como lidar com a percepção de que você é o único em isolamento, enquanto todo o resto toca sua vida (para fora de casa).

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    Um papo com Jane Fonda

    Vencedora de dois Oscar e outros tantos Globos de Ouro, musa fitness e ícone sexual, ativista histórica e rainha de Hollywood, Jane Fonda poderia apenas parar e desfrutar de uma aposentadoria tranquila, com a sensação de dever cumprido. Mas segue incansável e versátil nas mais diversas frentes. Se no ano passado ela se tornou um dos principais holofotes para a questão climática, ostentando seu icônico casaco vermelho e algemas em protestos do Fridays For Future; na quarentena, ressuscitou seus programas de ginástica dos anos 1980 e entrou para o Tik Tok. Nesta conversa com a colunista Maureen Dowd, do New York Times, a atriz fala sobre todas essas facetas de sua trajetória: da juventude à velhice; da Guerra do Vietnã à crise do clima; dos seus filmes clássicos a "Grace and Frankie"; de Nixon a Trump; dos Panteras Negras ao Tik Tok. Aos 82, Jane Fonda mostra que está atenta e forte.

    03 de Setembro de 2020
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    Charlie Kaufman e o terror de conhecer os sogros

    Conhecer os pais do namorado pela primeira vez nunca é experiência fácil, mas o novo filme de Charlie Kaufman promete complicar ainda mais as coisas. “Estou Pensando em Acabar com Tudo”, baseado no livro de Ian Reid, é um suspense psicológico onde um encontro com os sogros se torna experiência surreal, que questiona a natureza do mundo e daqueles que o habitam. Depois de clássicos como “Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças” (2004) e “Quero Ser John Malkovich” (1999), Kaufman estreia na Netflix na sexta-feira (4). O elenco conta com nomes como Jessie Buckley, Jesse Plemons e – para o deleite dos fãs de terror – Toni Collette.

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    Determinação em tempos de crise

    Resiliência e determinação são as palavras da moda, mas nem sempre é fácil como parece no discurso incorporá-las à rotina, sobretudo quando os ventos não sopram a nosso favor. No meio do vendaval pelo qual o mundo passa, então, resiliência e determinação são diretrizes para quem tem coragem – e para quem gasta tempo aprendendo a desenvolvê-las. Neste episódio do Ideacast, da HBR, que traz líderes de negócios e gestão, a convidada é a ex-pilota militar Shannon Huffman Polson. Ela é a mulher mais jovem a ter escalado o Denali, a montanha mais alta da América do Norte, no Alasca. E uma das pioneiras no comando do principal helicóptero de ataque do exército americano. Hoje, Polson segue carreira como escritora e consultora e conta no podcast como faz para desenvolver o músculo da determinação em tempos conflituosos.

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    Cachorro para baixo, cachorro para cima

    Com o app Down Dog, não vai haver desculpa: você vai se mexer, se alongar, se aquecer e, por fim, relaxar. Com ele é possível customizar totalmente a prática de Yoga: escolher nível de dificuldade, trilha sonora, estilo de exercício, nível de impacto, velocidade e objetivo — força ou flexibilidade, por exemplo —, além da duração, que vai de parcos quatro minutos a uma maratona de 90. A variedade é tão grande que dá a sensação de ter um personal especializado em Yoga ao seu lado. O aplicativo tem também uma espécie de calendário em que fica registrado o seu histórico e por onde é possível ver a evolução da prática, o que pode dar um incentivo a mais aos que têm dificuldade de manter a rotina. Há ainda as versões do aplicativo para outros tipos de exercício, como Hiit e Barre.

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    As drogas pelo mundo

    Da tolerância zero à legalização, cada país tem suas regras. A série de reportagens especiais da Folha de S.Paulo Estado Alterado levanta o debate sobre os efeitos das diferentes políticas ao expor a maneira como nações dos quatro continentes lidam com a produção, distribuição e consumo de entorpecentes. Nos Estados Unidos, o Colorado já experimenta a possibilidade de legalização da maconha. Já o Uruguai, primeiro país a legalizar a droga, sofre desafios e críticas externas. O próximo especial, sobre a Bolívia, será publicado no dia 7 também com vídeos, gráficos, depoimentos e imagens sobre a situação dos entorpecentes no país.

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    Uma receita inteligente e sem desperdício

    Diga adeus ao descarte dos talos de vegetais como couve, brócolis e beterraba. Essa parte das plantas que geralmente não comemos — mas que é nutritiva e saborosa — vira protagonista na receita de arroz de talos da chef Paola Carosella. Usando a técnica do risotto (leia-se: colocar um caldo bem quente aos pouquinhos, mexer bastante até quase secar, repetir), ela transforma o arroz branco do dia a dia em um prato leve, colorido e cremoso com os galhinhos que sobram das verduras. É mais barato e mais rápido que o preparo clássico com arroz arbóreo e, de quebra, você aprende uma forma de cozinhar superadaptável a outros ingredientes.

    27 de Agosto de 2020
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    Uma questão de atitude (empreendedora)

    Não precisa ser fundador de uma empresa para adotar uma postura empreendedora. É o que mostram as jornalistas Ariane Abdallah e Marcela Bourroul no podcast que reúne histórias de gente que soube colocar essa ideia em prática. Toda semana, no "Atitude Empreendedora", um bate-papo com realizadores de diversas áreas -- executivos, mas também uma médica, um artista, uma física, um espiritualista e iogue, entre outros -- que têm o empreendedorismo como jeito de se movimentar diante dos objetivos e desafios. Nesta semana, o convidado é Gustavo Torres, que conta sobre o seu envolvimento com o mercado financeiro e o trabalho de liderança na área de inovação no C6 Bank.

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    O Brasil e as empregadas domésticas

    Figura crucial para a manutenção das estruturas sociais brasileiras, a empregada doméstica habita ao mesmo tempo as margens socioeconômicas do país e o centro das relações de classe. Neste episódio do podcast 451 MHz, da revista Quatro Cinco Um, a rapper Preta-Rara e a cineasta Anna Muylaert conversam sobre a presença dessas trabalhadoras na história e nas manifestações artísticas do Brasil. O papo, mediado por Paulo Werneck, se baseia na experiência das duas com o tema em suas produções: Preta-Rara reuniu seus próprios relatos e os de outras mulheres no livro “Eu, Empregada Doméstica” (Letramento, 2019); já Muylaert acaba de lançar a coletânea de contos “Quando o Sangue Sobe à Cabeça” (Lote 42, 2020) — com histórias em que as patroas e empregadas voltam a aparecer depois de seu filme “Que Horas Ela Volta?” (2015).

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    Um exame da democracia

    Líderes autoritários, desigualdade social, violência racial e uma pandemia nos mostraram que o futuro da democracia é incerto. Em tempos onde a crença no sistema de governo é cada vez menor, a New Yorker produziu um especial que analisa o passado, o presente e o futuro da democracia americana. O papel da imprensa, dos políticos e da liberdade de expressão são debatidos em textos que serão lançados até novembro, mês da eleição americana. Com uma gama diversa de escritores, o especial tem como objetivo refletir os erros e acertos do modelo americano, fortalecendo a democracia no processo.

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    ‘Eu sou capaz de me apaixonar’

    É o que diz uma das personagens da nova série documental da Netflix, “Amor no Espectro”, que acompanha o dia a dia de sete jovens adultos australianos (e autistas) que estão em busca de sua metade da laranja. Encontrar o amor pode ser difícil, e para pessoas no espectro, é uma tarefa ainda mais complicada. Apesar dos desafios de se comunicar e socializar, parte da rotina diária dos personagens, a produção tenta desmistificar o falso estereótipo de que pessoas no espectro seriam incapazes de se relacionar. E a verdade é que, dentro ou fora dele, todo mundo já enfrentou um primeiro encontro embaraçoso, ou não soube lidar direito com mundo imprevisível dos relacionamentos.

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    Um pão de queijo desses, bicho

    Léo Paixão já esteve por aqui. E volta agora com uma receita melhor ainda. Talvez a melhor de pão de queijo que circula. Primeiro porque é facílima, leva apenas três ingredientes (queijo meia cura, polvilho azedo, e creme de leite -- esse último é o pulo do gato). Segundo porque o preparo é tão simples quanto o de enrolar brigadeiro. Segundo porque o resultado é um mix de textura e saber perfeito: ele é crocante, untuoso e linguentinho ao mesmo tempo, e o sabor delicado e gordinho na medida certa. Perfeito para o café da manhã ou da tarde do fim de semana.

    20 de Agosto de 2020
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    Uma metade tristeza, uma metade alegria

    Um copo de vinho vazio sobre a mesa inspirou a reflexão que deu origem à canção: "é sempre bom lembrar que um copo vazio está cheio de ar". Composta por Gilberto Gil e gravada por Chico Buarque no disco "Sinal Fechado", de 1974, a música "Copo Vazio" retorna às vozes dos dois amigos em uma nova gravação e em um clipe em que cantam lado a lado. Metáfora para a perda da liberdade durante a ditadura militar, a bela letra de Gil ganha novos ecos em um 2020 de governos extremistas e pandemia duradoura — e, de quebra, serve de alento para estes tempos.

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    40 tons de Rihanna

    A carreira musical de Rihanna pode estar – para desespero dos fãs – em um longo hiato, mas isso não significa que a rainha de Barbados esteja parada. A Fenty Beauty, marca de cosméticos criada pela cantora em 2017 e que revolucionou ao oferecer produtos destinados a uma enorme variedade de tons de peles, finalmente chega ao Brasil. Com mais de 40 tons diferentes de base, os cosméticos garantem diversidade para negros e negras – algo incomum na indústria. Quer saber mais sobre as aventuras de Rihanna no mundo da beleza? É só dar uma olhada neste texto da Elle – além de contar tudo sobre a marca, eles ainda bateram um papo com a Priscilla Ono, maquiadora-global da Fenty Beauty.

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    O Axé nos tempos do cólera

    Canto do Povo de um Lugar” foi produzido em 2016, mas só chegou ao Netflix na última semana. O timing é bom, o documentário é um elixir para quem sente falta de aglomeração, carnaval, alegria. Conta a história do que foi a revolução baiana iniciada nos anos 1980 quando nasceu o axé e que se seguiu pela década seguinte com o som da guitarrinha baiana, do rufo de tambores africanos, e as letras ora non-sense, ora cheias de referências vindas da África. Com entrevistas com músicos tão conhecidos como Caetano Veloso, Carlinhos Brown, Daniela Mercury, e outros de bastidores, como produtores e compositores que escreveram a história junto às celebridades, o filme começa a narrar a história do axé desde as primeiras gravações de Luiz Caldas, com maravilhosas imagens de arquivo de programas de TV e de outros carnavais, que permitem apreciar, além da música, uma estética perdida.

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    Os diários de viagem de um escritor

    Embora no recém-lançado livro de poemas "Regresso a Casa" (Dublinense, 2020), produzido durante a quarentena, o português José Luís Peixoto dê protagonismo ao lar, nem todos os seus escritos estão confinados entre quatro paredes. Afinal, o autor — um dos mais relevantes da literatura lusitana contemporânea — alimenta um blog de viagens. Por lá, ele publica suas impressões sobre as cidades e lugares que visitou pelo mundo. E não são poucos: da Coreia do Sul a Porto Rico, passando por Moçambique, Istambul e Curitiba, Peixoto carimba o passaporte em destinos de quase todos os continentes. E, claro, leva junto o leitor que, embalado por detalhes e reflexões, aproveita para matar as saudades de viajar e planejar as férias futuras.

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    Música (e um pouco de Kiko Dinucci) no Youtube

    Toda semana, a jornalista Fabiane Pereira recebe em seu canal Papo de Música um cantor ou cantora para conversar sobre sua obra e inspiração com o despojamento próprio dos vídeos de Youtube. Nesta edição, o convidado é o músico paulista Kiko Dinucci, que rememora o início da carreira, nos anos 1990, em uma banda de punk rock, e a imersão pelas referências de ritmos e artistas da cidade de São Paulo. Dinucci também fala da atualidade, dos novos projetos, como a produção do disco do rapper Rodrigo Ogi, e do cenário político brasileiro. As entrevistas são curtas, mas, para quem tem saudade dos bate-bolas bem-humorados da televisão, há quadros em que os músicos dão suas palhinhas e comentam canções marcantes, que gostariam de ter composto, entre outros temas.

    13 de Agosto de 2020
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    As curvas da história da arte brasileira

    A SP-Arte lança nesta sexta-feira (14) o podcast "Arte em Meio-Tempo", que passeia por episódios marcantes da história recente da arte no país. "Sem querer dar conta de nenhuma versão final", o jornalista e crítico de arte Felipe Molitor e a professora e pesquisadora Mirtes Marins de Oliveira compartilham o microfone para retomar a época da fundação de museus em São Paulo e no Rio de Janeiro, a censura aos artistas durante o regime militar e o desbunde na cultura nas décadas de 1970 e 80, entre outras passagens, conectando artistas e exposições à paisagem social e política de cada momento, até chegar nos anos 2000. O episódio de estreia é dedicado à Semana de Arte Moderna de 22. Seria ela o grande marco do modernismo na arte brasileira?

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    Um tributo remoto ao companheirismo

    O isolamento nos impede de abraçar, mas não de cantar, nem de ouvir boas vozes. Para quem está com saudades de levar os amigos para um passeio, a nova música da cantora baiana Majur, "Andarilho", sua primeira composição no violão, pode ser um bom antídoto. A canção celebra vínculos afetivos de todas as naturezas, mas nasceu como uma homenagem da cantora ao melhor amigo, Rodris, com quem divide dores e alegrias há mais de dez anos. O single novo também ganhou um clipe, gravado remotamente, que já está disponível no Youtube. Para quem quer dançar e homenagear as boas amizades.

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    O palco do Oficina na tela

    Com o terreyro eletrônico – prédio no Bixiga, em São Paulo, projetado por Lina Bo Bardi – de portas fechadas em meio à pandemia, a trupe do Teatro Oficina Uzyna Uzona se reinventa nas telas. Fora de sua icônica sede, o grupo comandado por Zé Celso Martinez Corrêa faz seis apresentações virtuais da peça "O Bailado do Deus Morto", de Flávio de Carvalho, entre 16 de agosto e 2 de setembro. O texto de 1933, censurado naquela época, dá vida às reflexões de um Deus animal sobre a morte, o medo e a fé e foi o último encenado no Oficina antes da quarentena. As apresentações online têm o Zoom como palco e os ingressos estão disponíveis na plataforma Sympla.

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    O retorno de um dos maiores detetives do mundo

    Se Holmes, Poirot e Dupin são tidos como os mais brilhantes detetives da ficção, Perry Mason não fica para trás. O investigador americano volta a ação na nova série da HBO, “Perry Mason”. Criado na década de 1930, o personagem surgiu nas páginas de ficção pulp e fez um sucesso estrondoso na década de 1960 com sua série de TV. Agora, Mason retorna a Nova York da década de 30 em uma nova versão – mais sombria – pronto para resolver o misterioso e brutal assassinato de uma criança. A primeira temporada completa já está pronta para ser maratonada na HBO GO e conta com Tatiana Maslany e Matthew Rhys nos papéis principais.

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    O futuro do sexo é agora

    A realidade do isolamento tornou o toque proibido, mas não foi capaz de apagar o tesão. Talvez tenha sido a abstinência o que fez com que se pensasse ainda mais em sexo. Corpos solitários e excitados passaram a se aventurar na busca pelo prazer em um novo contexto, o da tecnologia. Vibradores, festas virtuais, webnamoros e sexting foram amplamente testados – tudo para conseguir gozar sem furar a quarentena. Estudiosos já previam: é o futuro do sexo. A partir desse tema, o especial do UOL, dividido em quatro partes e ilustrado com quadrinhos intercalados por textos e entrevistas com especialistas da área, versa sobre as novas maneiras de se relacionar e chegar ao prazer.

    06 de Agosto de 2020
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    A arte de dissecar o novo trabalho de Beyoncé

    “Black is King” chegou à plataforma de streaming Disney+ na sexta 31 como um meteoro, dando muito o que falar -- até no Brasil, onde não está (oficialmente) disponível e nem tem previsão de chegar. O “álbum visual” de Beyoncé retoma “The Lion King: The Gift”, álbum musical lançado em 2019 com o filme da Disney “O Rei Leão”. Do que se trata? Como mostra este Expresso do Nexo, a partir da fábula da Disney, Beyoncé cria sua própria narrativa visual sobre a ancestralidade negra, as tradições e riquezas da África -- de onde surgiram as principais críticas. Artistas e pensadores africanos a acusaram de romantizar a África pré-colonial com representações das monarquias africanas e de “estereotipar” a cultura do continente. Debates sobre lugar de fala se seguiram, na esteira de críticas de pessoas não-negras à produção. Tão delicada é a tarefa de analisar tamanha empreitada de uma das maiores artistas dessa geração que o New York Times chamou seis críticos para analisar todos os aspectos da obra -- da moda à música, da dança às questões raciais e representações (e apropriações) da cultura africana.

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    Comemore Beethoven com a Osesp

    Enquanto atividades culturais ficam sem previsão de retorno, a Osesp transmite concertos ao vivo diretamente da Sala São Paulo, sem plateia. Os próximos encontros, nos dias 7 e 8, contarão com duas apresentações dedicadas a obras de Beethoven, em comemoração aos 250 anos do nascimento do compositor alemão. Os concertos ficarão disponíveis no canal do Youtube da Osesp posteriormente. A orquestra mantém ainda sua série de lives Música na Cabeça, às terças-feiras, com relatos de instrumentistas da casa sobre suas trajetórias.

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    Poemas para enfrentar a calamidade

    Uma poesia une o político americano John Lewis, pioneiro do movimento por direitos civis nos EUA, a Nelson Mandela, líder sul-africano que desestruturou o apartheid. "Invictus", do escritor britânico W. E. Henleys foi inspiração para esses dois líderes, mesmo que tenham vivido tempos, lugares e situações tão diferentes das do autor. Henleys passou boa parte da vida sofrendo cronicamente de tuberculose, entre outros problemas de saúde, e morreu em 1903. Seus versos de resistência diante da dor permanecem universais e atemporais; são perfeitos para quem precisa de inspiração para passar pela calamidade e permanecer em pé. Por isso estão entre as obras que este texto da The Atlantic recomenda para o momento em que precisamos recobrar a resiliência, suportar adversidades e nos fortalecer pela provação. Desesperado, mas exausto de redes sociais e videoconferências? A dica da publicação americana é revisitar os ensinamentos de quem já viveu períodos mais atrozes.

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    Billie, Angie e Róisón variam sobre o mesmo tema

    Na última semana, três cantoras de gerações diferentes lançaram singles em que, de uma forma ou de outra, discutem o que estamos vivendo. A começar por Billie Eilish em “My Future”. Com um clima jazzy meio anos 1990, com pianinho elétrico e guitarra sutil, fala do futuro e de como mal pode esperar para conhecer ela mesma, numa ode romântica à autoestima. Já Angie Olsen faz climão dor de cotovelo em “Whole New Mess” e fala sobre tudo voltar ao normal e virar uma grande bagunça de novo ao som de uma guitarra suja tocada à maneira das harpas. Róisín Murphy, mais conhecida pela dupla Moloko, vai de escapismo disco para tempos de más notícias em “Something More”, em que ela incita a dançar e pede, repetidamente, algo a mais. Quem não quer mais hoje em dia?

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    Um ciclo de filmes indígenas

    Um olhar mais diverso e descolonizado sobre o cinema brasileiro autoral é o que promete o novo eixo da série Cinema #EmCasaComSesc. A partir da primeira semana de agosto, uma seleção de filmes realizados por diretores ou coletivos indígenas entrará mensalmente no catálogo (gratuito!) da plataforma de streaming do Sesc Digital. Dois documentários do cineasta guarani Alberto Alvares inauguram a nova iniciativa: "A Origem da Alma - Tekowe Nhepyrun" (2015), com depoimentos dos anciões da aldeia Yhowy, no Paraná; e "O Último Sonho" (2019), uma homenagem ao líder espiritual guarani Wera Mirim - João da Silva, da aldeia Sapukai, no Rio de Janeiro. A documentarista e antropóloga Júnia Torres, organizadora do Festival do Filme Documentário e Etnográfico de Belo Horizonte, foi a curadora convidada pelo Sesc São Paulo e pelo CineSesc para selecionar os títulos dessa pequena mostra mensal.

    30 de Julho de 2020
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    Conversas sinceras com Michelle Obama

    Depois de se tornar uma rockstar das autobiografias com o best-seller “Minha História” (Objetiva, 2018), que chegou a dez milhões de cópias, a ex-primeira-dama dos Estados Unidos lançou nesta semana seu primeiro podcast, disponível no Spotify – e tudo indica que também será muito bem-sucedido. Nesta primeira temporada, ela conversa com pessoas próximas, como a mãe, o irmão, amigos e, claro, o marido, o ex-presidente Barack Obama, com quem compartilha o microfone no episódio de estreia. A proposta da série é discutir os relacionamentos que nos tornam quem somos, das viagens internas de cada um aos desafios que surgem na formação de comunidades – ou na construção de um país: "Às vezes, esse relacionamento pode ser uma fonte de satisfação, significado ou alegria. Outras vezes, pode provocar perguntas para as quais não temos resposta. O que realmente estamos falando é do nosso lugar neste mundo. Como nos sentimos sobre isso e o que podemos fazer com o poder que temos", diz no primeiro episódio.

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    A vida e obra de Hélio Oiticica

    Inovador da linguagem, ícone da contracultura, pioneiro em instalações que dissolvem a fronteira entre obra e espectador – este era Hélio Oiticica. Mas talvez o que melhor defina o artista carioca é a multiplicidade: de experiências, tentativas e sentidos. Reconhecido internacionalmente, ampliou o horizonte da arte brasileira, ao beber da literatura e da filosofia para criar suas obras – um dos poucos brasileiros que faziam isso à época –, e investir em estéticas que excitam múltiplos sentidos sensoriais. Neste ano, aniversário de 40 anos da morte do artista, o Nexo produziu um especial sobre sua trajetória e principais trabalhos.

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    Remédio audiovisual para a carentena

    Normal People é lenta. E clean. Ao mesmo tempo, é agridoce e profundamente sexy. A adaptação do livro de Sally Rooney, em menos de duas semanas desde sua estreia no Brasil, já foi receitada como remédio para os mais solitários (vide a Antologia Profética de Fernando Luna), ao trazer cenas de sexo inspiradas e inspiradoras e oportunidades iguais de nudez. Estrelada por Daisy Edgar-Jones e Paul Mescal, conta as idas e vindas do jovem casal irlandês Marianne e Connel, ela pobre menina rica, ele filho da amorosa faxineira da família dela. Ele, popular na escola; ela, nerd esquisitona; os dois, inteligentíssimos e lindos, pegam fogo juntos. A primeira temporada, de 12 episódios de 30 minutos, está disponível na plataforma Starz.

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    As artimanhas do gênero literário mais brasileiro de todos

    Uma crônica é uma boa conversa que pode rodar o mundo, visitar a política, versar sobre o cotidiano, voltar-se para o íntimo, às vezes tudo isso em um mesmo texto, sem perder o fio da meada. Autor de poemas, contos e crônicas (e dessa investigação sobre o bairro da Liberdade), Fabrício Corsaletti dá o curso Artes e Artimanhas da Crônica, pelo Zoom da Escrevedeira em quatro aulas de 13 de agosto a 3 de setembro. Segundo ele, o programa inclui aulas expositivas, com uma linha do tempo da crônica, desde seu surgimento no século 19 até os contemporâneos, e comentários dos textos produzidos por alunos. No programa, estão autores desde Machado de Assis, passando pelos mestres modernos – especialmente Rubem Braga e Nelson Rodrigues –, até chegar nos contemporâneos, como Tati Bernardi, Antonio Prata e Ricardo Terto. Corsaletti traça ainda paralelos entre o gênero e outros como a poesia, o conto e o ensaio. As inscrições estão abertas e o curso custa R$ 330.

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    O novo (e espontâneo) disco de Seu Jorge e Rogê

    É preciso muito talento para gravar um disco ao vivo (numa tacada só) e sem pós-produção. Essa foi a aposta de Seu Jorge e Rogê com "Night Dreamer Direct-to-Disc", álbum riscado direto no vinil e lançado sem nenhum tratamento posterior de som. Já disponível nas plataformas digitais, foi produzido na Holanda no início do ano em apenas quatro dias. O resultado é singelo, como uma espécie de metáfora para a amizade de mais de 30 anos dos dois compositores, grandes representantes de sua geração na música brasileira – há intimismo e beleza, mas também imperfeições. E não faltam símbolos de uma brasilidade com referências ancestrais comuns aos dois artistas: a canção "Meu Brasil", por exemplo, celebra nomes como João Gilberto, Zumbi dos Palmares, Dona Ivone Lara e Marielle Franco. Outras grandes figuras, entre elas Gilberto Gil, Caetano Veloso e Marisa Monte, também fazem companhia a Seu Jorge e Rogê no recém-lançado clipe de "Pra você meu amigo", uma das faixas do disco. O vídeo foi produzido com recursos realidade virtual para unir os dois parceiros que estão passando a quarentena em países diferentes.

    23 de Julho de 2020
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    Um curso de mitologia grega no seu headphone

    Os deuses gregos eram parecidos com os humanos, porém cerca de 60 cm mais altos e muito, muito mais belos. Não eram maus, pérfidos, mas ai de quem pisasse em seus calos ou ousasse se comparar com eles. Curiosidades como essas estão no podcast Noites Gregas, do professor gaúcho Cláudio Moreno, que a cada 15 dias reconta, de forma clara e saborosa, histórias da mitologia clássica extraídas de autores como Homero, Ovídio, Heródoto e Plutarco. Vale como exercício intelectual, mas também hedonista, afinal é fácil mergulhar em narrativas tão prazerosas. Também está disponível no Spotify.

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    O que muda quando mais mulheres ocupam a política?

    É o que tenta responder a recém-lançada série "Eleitas", sobre o imaginário de mulheres latino-americanas em cargos eletivos. Os episódios, disponíveis no Youtube, foram desenvolvidos com base em um estudo feito pelo Instituto Update, lançado simultaneamente à série, que mapeia a atuação de mais de 90 mulheres eleitas em seis países da América Latina. Nas entrevistas, elas falam sobre a própria trajetória, os novos desafios que encontram e o futuro horizonte do debate político.

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    Conhecendo melhor seu analista

    Uma das consequências da pandemia, as sessões de terapia e psicanálise virtuais levantaram uma questão: o quanto da vida pessoal do terapeuta deve ser revelado ao paciente? Entre freudianos e analistas comportamentais, há quem acredite que o terapeuta deva se colocar como uma página em branco, e há quem creia que deva ser considerado gente como a gente. Sem que haja um consenso do caminho a ser seguido, uma terapeuta e professora da Universidade de Michigan analisa os perigos e oportunidades da teleterapia, e conta um pouco do que pensa sobre o assunto em artigo publicado pelo Nexo.

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    Food porn latino-americano

    Dos criadores de “Chef’s Table”, “Street Food: América Latina” segue o sucesso da primeira temporada, que foca no continente asiático. O programa explora a comida de rua de seis cidades latinas: Buenos Aires, Salvador, Oaxaca, Lima, Bogotá e La Paz. Em uma época em que viagens internacionais parecem cada vez mais distantes, “Street Food” dá uma chance de se deliciar, mesmo que apenas visualmente, com pratos incríveis e de mergulhar na rica cultura e tradição culinária latino-americana.

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    Veja o cinema nacional do carro

    Com a pandemia ressuscitando os clássicos cinemas drive-in, as produções brasileiras também revivem. Essa é a promessa do Drive-in Paradiso, que leva grandes filmes brasileiros gratuitamente ao estacionamento da Assembleia Legislativa no Ibirapuera, em São Paulo. A escolha da programação, que passa por títulos como "Bacurau" (2019), "Central do Brasil" (1998) e "De Pernas pro Ar 3" (2019), é da atriz e cineasta Marina Person, com cocuradoria de Rayanne Layssa para a faixa #vidasnegrasimportam — dedicada a filmes de diretores negros, como o premiado "Café com Canela" (2017), de Glenda Nicácio e Ary Rosa.