Achamos que vale — Gama Revista

Achamos que vale

O que há de bom por aí, nas artes e na vida
    26 de Novembro de 2020
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    Uma celebração do texto jornalístico

    Irônico, cético, animado, leal, craque do texto, chefe sem chilique. O jornalista mineiro Geraldo Mayrink (1942-2009) é assim descrito por Humberto Werneck e Luis Nassif no site que reúne alguns de seus grandes escritos publicados nas principais revistas e jornais do país. É o trabalho de anos do filho Gustavo Mayrink, que mergulhou em caixas e pastas para organizar o acervo de cerca de 900 textos produzidos entre as décadas e 1960 e 2000. Mais do que uma reverência pessoal, diz Gustavo, a iniciativa pretende ser um tributo ao jornalismo. “É o resgate de parte fundamental da história da imprensa brasileira a partir de acontecimentos, lembranças e fragmentos que devem ser rememorados, jamais esquecidos.” Para quem visita o site, fica a oportunidade de um curso de estilo, ao observar a elegância com que Geraldo Mayrink cria perfis de artistas, resenha obras e conta histórias, além da vontade de ter conhecido o jornalista. O site funciona como uma revista digital e será atualizado em temporadas, com entrevistas raras, grandes reportagens, críticas de cinema, além de crônicas e ensaios. (Isabelle Moreira Lima)

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    Jogue xadrez com a rainha

    Se você é uma das 62 milhões de pessoas que maratonou “O Gambito da Rainha”, é bem provável que tenha sido despertado para uma vontade de jogar xadrez. A popularidade da produção foi tamanha que tabuleiros se esgotaram nos EUA e surgiram diversos novos cursos online. Um deles, tem a própria Beth Harmon como professora. O site Chess.com criou robôs que simulam o estilo de jogo e a habilidade de Beth em diversas fases de sua vida. É possível jogar contra a Beth de oito anos, quando ela ainda está aprendendo o básico do jogo, ou desafiar a Beth de 22 anos, que detém o título de campeã mundial do esporte. Ao todo, são sete versões de Beth, cada uma com um nível de desafio diferente para testar sua habilidade contra a maior jogadora de xadrez da ficção. (Daniel Vila Nova)

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    As melhores invenções de 2020

    Entre eletrônicos, produtos de beleza e aparelhos médicos, eis a seleção da revista Time das cem melhores invenções de 2020. Todos os anos, os editores da revista nomeiam criações dos últimos 12 meses que tornaram o mundo um lugar melhor, mais inteligente e até mais divertido. As nomeações passam por uma avaliação minuciosa, que leva em conta questões de criatividade, originalidade, eficácia, ambição e impacto gerado pela descoberta. A lista deste ano conta com um robô tutor, uma tecnologia capaz de catalisar uma vacina para o coronavírus e um tubo de pasta de dente mais ecológico -- entre outras invenções que podem mudar a maneira como trabalhamos, pensamos e vivemos. (Manuela Stelzer)

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    Uma Megafauna no centro da cidade

    Notícia animadora para quem acompanhou os esforços do meio editorial durante a pandemia: nesta semana, a livraria Megafauna começou a funcionar no piso térreo do Edifício Copan, no centro de São Paulo (Av. Ipiranga, 200 - loja 53). O espaço dedicado ao livro e à difusão das artes e das ciências deve sediar debates, encontros e também parcerias com a associação cultural Pivô, colega de condomínio da livraria, tão logo seja possível. Por ora, a visitação aos 216 metros quadrados de Megafauna está limitada a dez clientes por vez, de segunda a sábado, das 13h às 19h. Para quem ainda não quer se expor aos encontros presenciais, vale circular pelo perfil da livraria no Instagram. Dá para matar a curiosidade sobre o espaço, sair com boas indicações de leitura, e até encomendá-las pelo Whatsapp. (Laura Capelhuchnik)

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    Os 25 maiores atores e atrizes do século 21 (até hoje)

    A lista compilada por Manohla Dargis e A.O. Scott, principais críticos de cinema do New York Times, já começa anunciando que "estamos numa era de ouro para a atuação". Num esforço louvável de inclusão e diversidade, os nomes variam entre os previsíveis como Nicole Kidman e Willem Dafoe; os inusitados como Melissa McCarthy e Oscar Isaac; e surpresas como o mexicano Gael Garcia Bernal, Mahershala Ali e a atriz chinesa Zhao Tao. Do Brasil, Sônia Braga entra na lista na esteira de suas colaborações com Kleber Mendonça em Aquarius e Bacurau. (Guilherme Falcão)

    19 de Novembro de 2020
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    As várias peles negras e o racismo que as une

    Nove tons de pele, nove histórias, uma única realidade: racismo. O documentário “Dentro da Minha Pele”, já disponível na Globoplay, aborda um tema universal, mas que se desdobra de diferentes maneiras ao longo da vida de uma pessoa negra no Brasil. Do médico ao garçom, da modelo à trabalhadora doméstica, o longa explora e desvenda a discriminação racial, velada ou não, ao apresentar o dia a dia de nove pessoas com diferentes tons de pele preta na cidade de São Paulo. Selecionado para o Festival de Documentários da Holanda, o filme de Val Gomes e Toni Venturi conta com a presença de artistas como Chico César e Luedji Luna, além dos intelectuais Sueli Carneiro, Cida Bento e Jessé de Souza. (Daniel Vila Nova)

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    Reflexões sobre a língua entre Brasil e Portugal

    Organismo vivo, uma língua carrega sempre ambiguidades, múltiplas manifestações e possibilidades de sentido — sobretudo em contextos pós-coloniais. É sobre essa ideia de fragmentação e polifonia da língua portuguesa que se constrói a exposição “Farsa. Língua, Fratura, Ficção: Brasil-Portugal”, em cartaz no Sesc Pompeia, em São Paulo. Com trabalhos de mais de 50 artistas dos dois países e de diferentes gerações — entre eles Ana Hatherly, Ana Maria Maiolino, Grada Kilomba, Lygia Pape e Carla Filipe —, a mostra explora os usos inventivos, artísticos, poéticos e políticos da língua e da linguagem. A entrada é gratuita, mas a visita deve ser agendada pelo site do Sesc e segue os protocolos de segurança da pandemia. Quem não puder ir pode conferir a galeria virtual da exposição, com obras comentadas, depoimentos e entrevistas com artistas. (Mariana Payno)

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    Ludmilla: a rainha da favela

    O novo single de Ludmilla consagrou sua realeza não só nas comunidades, mas no universo da música como um todo: a carioca se tornou a primeira cantora negra da América Latina a alcançar mais de um bilhão de streams só no Spotify. No clipe de “Rainha da Favela”, ela presta homenagem a suas maiores inspirações no funk: Tati Quebra-Barraco, Valesca Popozuda, MC Kátia A Fiel e MC Carol de Niterói; na letra, pede respeito ao trabalhador negro. Na ocasião do lançamento, a artista, casada com a dançarina Brunna Gonçalves desde 2019 e dona da própria carreira, diz ao Uol Universa que é “representatividade por onde quer que passe” e que serve de inspiração e referência para os jovens das periferias, algo que lhe faltou no passado. Na entrevista, Ludmilla fala sobre vida profissional, religião, racismo, amor e até filhos — já que ela e a companheira planejam ser mães em breve. (Manuela Stelzer)

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    Marina Abramovic está cansada da morte

    Com os olhos profundos e os longos cabelos negros, ela trabalha sob risco de morte e já teve o coração partido inúmeras vezes: a artista sérvia Marina Abramovic — que ganhou notoriedade pop com a performance “The Artist is Present” (“A Artista Está Presente”), encenada pela primeira vez no Museu de Arte Moderna de Nova York em 2010 e com passagem pelo Brasil em 2015 — é conhecida por colocar o corpo e a própria vida à prova em seus trabalhos. Neste longo perfil publicado pelo site de design, arte e cultura It's Nice That, Abramovic discute o tema da mortalidade e fala de seu projeto mais recente, a ópera biográfica “The Seven Deaths of Maria Callas” (“As Sete Mortes de Maria Callas”), em que a vida e a obra das duas notórias artistas se fundem. (Guilherme Falcão)

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    Histórias de crimes reais

    O podcast Modus Operandi é feito para quem não deixa passar uma investigação criminal misteriosa ou narrativa de serial killer sequer. Com dois episódios por semana, as apresentadoras Mabê e Carol Moreira revisitam crimes emblemáticos no Brasil e no mundo e trazem para os ouvintes, além das histórias detalhadas, materiais de referência para quem quer se aprofundar nos temas: séries documentais já realizadas, reportagens e livros, entrevistas com profissionais que investigaram ou produziram conteúdos relacionados aos casos. Entre as histórias brasileiras já remontadas pela dupla estão o assassinato de Isabella Nardoni; o Caso Evandro, que deu origem ao podcast homônimo do jornalista Ivan Mizanzuk; e a história do Vampiro de Niterói, o assassino em série Marcelo Costa. (Laura Capelhuchnik)

    12 de Novembro de 2020
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    Memória em reconstrução

    Como é tentar retraçar os vínculos com a própria origem quando nome, idioma e fé de antepassados foram alvo de apagamento histórico no Brasil? Esse é o tema do primeiro episódio de "Vidas Negras", um podcast original do Spotify com produção da Rádio Novelo, que rememora e celebra trajetórias de personalidades negras na história e na atualidade. Os episódios saem às quartas-feiras, conduzidos pelo jornalista Tiago Rogero, que analisa e entrelaça biografia e obra dessas figuras. Na estreia, dedicada à memória de descendentes africanos, sistematicamente apagada depois da vinda à força ao Brasil, Rogero fala sobre duas escritoras que narraram suas histórias: Carolina Maria de Jesus e Eliana Alves Cruz. E mostra que a resposta para remapear identidade e origem pode estar dentro de casa. (Laura Capelhuchnik)

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    O rococó tropical de Attílio e Gregorio

    “A gente queria o verde das folhas, o amarelo do sol, o laranja do fim de tarde em Copacabana – não o verde-cocô e o amarelo-diarreia das casas da época.” A frase do argentino Gregorio Kramer (1940-2019) define bem o estilo da dupla da qual ele fazia parte. Ao lado do paulistano Attilio Baschera, 87, seu também companheiro da vida, eles reviveram as casas da alta sociedade paulistana dos anos 1970 e 80 em estampas exuberantes da fauna e flora brasileira, um rococó tropical. Essa trajetória é contada no recém-lançado “Attílio e Gregório” (Olhares, 240 págs. R$ 149). O livro do arquiteto e pesquisador Rica Oliveira Lima traz não só um resgate visual dessas criações mas deliciosas fofocas e histórias dos designers que tinham fama de animados nas festas, talentosos no trabalho. "Eram vistos como os loucos, os grandes artistas da época”, conta Sig Bergamin, um dos entrevistados do livro. (Luara Calvi Anic)

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    20 anos de MAM em um só lugar

    Quando completa 20 anos de existência, o Clube de Colecionadores de Fotografia do Museu de Arte Moderna de São Paulo celebra sua longevidade com uma exposição que reúne destaques do acervo do museu e das coleções particulares do clube. Uma homenagem às 21 edições do clube, a exposição busca celebrar os artistas e obras que contribuíram para a rica história do MAM. Assinadas por nomes como Walter Carvalho, Maureen Bisilliat, Claudia Andujar, Barbara Wagner e Felipe Cama, as 107 obras serão exibidas no MAM de 13 de outubro a 1º de agosto de 2021. A exposição pode ser visitada de terça-feira a domingo, das 12h às 18h. Os ingressos podem ser reservados no site do museu. É possível conferir uma prévia da exposição no perfil do MAM no Google Arts & Culture. (Daniel Vila Nova)

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    A maior coleção de revistas do mundo

    De acordo com o Guinness, livro de recordes mundiais, o britânico James Hyman é dono do maior arquivo de revistas do planeta, no qual reúne mais de 5 mil publicações e 150 mil edições. Há mais de três décadas, Hyman coleta todo tipo de material impresso que encontra, de revistas à panfletos, e os acomoda em um acervo de "cultura popular impressa", como ele mesmo denominou. Apesar da dificuldade que vive o mundo analógico, o colecionador diz que "é preciso sinergizar a revista física com o ambiente digital", e para o site It’s Nice That, compartilha uma pequena parte de seu tesouro, que inclui diversas capas psicodélicas e uma publicação descrita por Steve Jobs como "o Google em papel", entre outras raridades. (Manuela Stelzer)

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    Festa do livro sem aglomeração

    Depois de mais de duas décadas de vendas, leituras e descontos, a Festa do Livro da USP chega ao seu 22º ano. Desde o dia 9 de novembro, já é possível garimpar os livros participantes direto do conforto de casa, na primeira edição 100% virtual do evento, que vai até o dia 15. E o melhor: todos os volumes saem com no mínimo 50% de desconto. Apesar de terem acabado as enormes filas em frente às editoras mais concorridas, a demanda não diminuiu. Logo no primeiro dia, o site do evento recebeu tanta gente que chegou a ficar indisponível. Das 169 editoras presentes este ano, algumas são bem conhecidas, como a Martins Fontes, a Todavia, a L&PM. Outras, nem tanto — uma ótima oportunidade de conhecer livros e editoras fora da nossa zona de conforto. Para acessar as obras à venda, os leitores devem entrar no site do evento, onde serão direcionados para as listas das editoras de sua preferência. (Leonardo Neiva)

    05 de Novembro de 2020
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    A coreografia da vida de Trisha Brown

    Até dia 15 de novembro, o Masp expõe a primeira exposição individual da América do Sul dedicada à coreógrafa, dançarina e artista americana Trisha Brown. A mostra reúne 156 obras produzidas entre 1963 e 2005, entre fotografias e filmes de danças coreografadas por Brown e sua companhia, Trisha Brown Dance Company, fundada em 1970, e partituras e desenhos que conversam com seu trabalho como dançarina. O título da exposição, “Coreografar a vida”, traduz a capacidade da artista de incorporar movimentos comuns do dia a dia em suas coreografias. Dividida em oito núcleos, “Corpo democrático”, “Contra a gravidade”, “Transmitir os gestos”, “Acumulações”, “Diagrama em movimento”, “Impulso contraditório”, “Máquinas de dança” e “Desenhar, performar”, a mostra evidencia a complexa relação entre a dança e suas representações visuais, e revela a maestria com que Brown combina suas coreografias com outras áreas do conhecimento, como a matemática, a geografia e a arquitetura. (Manuela Stelzer)

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    Uma jovem desafia as convenções do xadrez

    Uma garota prodígio tenta conquistar o título máximo do xadrez mundial em “O Gambito da Rainha”, minissérie de ficção disponível na Netflix. Apesar do nome, a história nada tem a ver com as pernas da rainha Elizabeth II, como sugerem as várias piadas e memes que pipocaram na internet. Os gambitos em questão são movimentos típicos do xadrez, em que o jogador sacrifica uma de suas peças com a intenção de conseguir uma posição mais vantajosa no jogo. Interpretada pela atriz Anya Taylor-Joy (de filmes como “A Bruxa”, “Fragmentado” e “Emma”), a protagonista Beth Harmon é uma órfã que ainda luta com problemas emocionais e contra o vício em álcool e drogas nos anos 1950 e 1960. A série é inspirada no livro de mesmo nome, escrito pelo norte-americano Walter Tevis, autor de obras que originaram sucessos do cinema, como “O Homem que Caiu na Terra” e “The Hustler”. A narrativa da série desafia as convenções de um esporte predominantemente masculino e de histórico machista. Na vida real, até hoje nunca houve uma campeã feminina do torneio mundial de xadrez, excetuando-se as competições exclusivamente para mulheres. (Leonardo Neiva)

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    A maior feira de vinhos naturais da América Latina

    A Naturebas, feira de vinhos orgânicos, biodinâmicos e naturais, chega à sua oitava edição neste ano com formato misto. Até 30 de novembro, há conteúdo virtual disponível todos os dias no site da feira, além de eventos presenciais pequenos e adaptados à pandemia. Organizada por Lis Cereja, espécie de embaixadora do vinho natural e São Paulo e dona da Enoteca Saint vinSaint, a Naturebas reúne mais de 300 produtores, vinhateiros e importadores na feira virtual e nas 14 masterclasses. Além do vinho (que é dividido entre brasileiros e gringos), outros temas ligados à comida e ao mundo biodinâmico estão na pauta, como os alimentos artesanais e a festa do azeite. A programação completa está aqui e os ingressos podem ser adquiridos aqui. (Isabelle Moreira Lima)

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    O futuro pós-pandêmico das cidades

    Se tem uma coisa que a pandemia de covid-19 escancarou é que as cidades, sobretudo as maiores, não estão preparadas para eventos desse tipo. Transportes públicos lotados e poucas alternativas a eles, parques fechados e a ausência de espaços amplos de lazer outdoor, por exemplo, são algumas faces do convite à aglomeração nos grandes centros urbanos. Pensando nisso, este especial do The Guardian analisou as propostas de quatro escritórios de arquitetura para um habitar mais amigável das cidades daqui para frente. As opções incluem a expansão da infraestrutura para bicicletas; a aposta em paisagens mais verdes e democráticas; o uso da tecnologia para monitorar a vida urbana e disponibilizar wi-fi para o trabalho ao ar livre; e a possibilidade estar a 15 minutos a pé de tudo que você precisa. A leitura dá uma dose de esperança ao imaginarmos um futuro possível nessas cidades dos sonhos. (Mariana Payno)

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    Retornos nostálgicos

    O grupo de rock americano Grateful Dead já não brilha mais sobre os palcos, mas não deixou de mãos abanando sua legião de fãs de roupas coloridas, os "Deadheads", e os admiradores mais jovens que não alcançaram o tempo de vê-los ao vivo. Além da série de registros de shows históricos transmitidos em streaming durante a quarentena, o grupo que nasceu na Califórnia dos anos 1960 também lançou, este ano, duas edições comemorativas de trabalhos emblemáticos na sua trajetória. Depois do novo "Workingman’s Dead", agora é vez de "American Beauty", quinto álbum de estúdio -- e possivelmente o mais prestigiado -- ganhar uma versão remasterizada em ocasião de seu 50 aniversário. O trabalho vem acompanhado da gravação inédita de um show feito pela banda em 1971, em Port Chester, Nova York. Para os mais apegados, a peça está sendo comercializada em edições limitadas de vinil. Pelos mortais, ela pode ser apreciada na íntegra, em três discos, pelas plataformas de streaming. (Laura Capelhuchnick)

    29 de Outubro de 2020
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    Direitos humanos em áudio

    Na teoria, todas as pessoas, mesmo diferentes, têm direitos iguais. Na prática, não é assim (ainda mais num mundo polarizado e desinformado). Em 2018, o Instituto Ipsos fez uma pesquisa em 28 países, que revelou que 66% dos brasileiros acreditam que os direitos humanos beneficiam especialmente a bandidos e terroristas, e sete em cada dez despertaram curiosidade sobre o conceito, e disseram querer entender melhor seu significado. No podcast “Cara Pessoa”, a jornalista Fernanda Mena discute os desafios dos direitos humanos desde a concepção da ideia (no primeiro episódio) até a prática atual, com debates sobre liberdade de expressão e discurso de ódio, racismo e branquitude, e a lógica perversa do sistema de justiça criminal. O segundo episódio é centrado na desigualdade social e traz o emocionante relato de uma pessoa em situação de rua, um experimento científico e entrevistas com especialistas que falam da naturalização da injustiça e do preconceito. A produção da Folha de S.Paulo e da ONG Conectas terá dez episódios publicados às sextas nas principais plataformas. (Manuela Stelzer)

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    Como nasce um hit

    “Oh, a vida é maior, é maior que você, e você não sou eu. Até onde eu iria, a distância nos seus olhos. Oh, não, eu falei demais.” Você já deve ter ouvido esses versos antes, provavelmente em inglês. Eles abrem a canção “Losing My Religion”, um dos maiores sucessos da banda americana R.E.M. e foco de um episódio da nova série documental da Netflix, “Song Exploder”. Um hino da insegurança e da dúvida é como o vocalista Michael Stipe descreve a música, cuja gênese é destrinchada ao longo de pouco menos de meia hora. Inspirada num podcast de sucesso, a primeira temporada traz um hit por episódio, em que artistas contam em detalhes o processo de concepção e lançamento de uma de suas canções. Além do conhecido refrão do R.E.M., a série conta com Alicia Keys apresentando a recente “3 Hour Drive” e Lin-Manuel Miranda, que abre o processo de criação da música “Wait for It”, do musical “Hamilton”, concluindo com o rapper Ty Dolla $ign falando sobre a gênese de “LA”. (Leonardo Neiva)

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    Uma newsletter para não ficar à margem

    Sabe qual é a rede social mais quente do momento? A newsletter. Quem diz isso é o New York Times neste texto, que, em relação às “outras redes”, exalta qualidades como o estímulo mínimo (não há alertas e botões de like) e a relação que cria entre autor e leitor. Se há newsletter para tudo neste início de década, de cozinha, a esportes, passando por parentalidade e política, uma boa curadoria vale ouro e representa um atalho imenso para saber o que está rolando por aí. A MargeM newsletter, com pouco mais de cem edições semanais, é essa via expressa para saber sobre tendências de negócios, comportamento, arte e cultura. É escrita pelo jornalista Thiago Ney, que por anos assinou a cobertura de música na Folha de S.Paulo e teve passagens pelo IG e pela Playboy. Ele indica reportagens, artigos, ensaios e crônicas em publicações nacionais e internacionais, além de vídeos e músicas e do seu próprio comentário sobre diversos temas. A news pode ser assinada neste link e há também um Instagram e uma série de playlists com músicas citadas nas mensagens. (Isabelle Moreira Lima)

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    Uma exposição de arte para refletir sobre política

    Seguindo a ideia de que há em curso uma crise permanente e multidisciplinar, que abrange a política, a economia, o clima, o meio ambiente e a saúde, só para começar a lista; e com base no pensamento contemporâneo mais radical, como o dos ensaios do crítico italiano Franco Berardi (que acaba de conceder entrevista ao Nexo), foi organizada a mostra "No presente, a vida (é) política" -- como já discutido na Gama -- em cartaz na Central Galeria, no centro de São Paulo. Com curadoria de Diego Matos, reúne obras de artistas como Bruno Baptistelli, Clarice Lima, Dora Smék, Fernanda Gassen, Fernanda Pessoa, Gabriela Mureb, Gustavo Torrezan, Marília Furman, Paul Setúbal e Rafael Pagatini. A proposta é voltar a atenção do público para experiências que podem contribuir para o debate sobre a reinvenção da esfera pública. A visitação deve ser agendada por telefone (11 93051-7652) ou email (info@centralgaleria.com), e a Central Galeria está instalada no edifício histórico do IAB SP (rua Bento Freitas 306, São Paulo-SP). É possível fazer a visitação digital também no site da galeria ou no perfil do Instagram. (IML)

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    Duas peças nos palcos digitais

    Fãs de teatro, há esperança na pandemia. Impossibilitados de se apresentar presencialmente, companhias passaram a se aventurar no mundo das lives formalizando o formato da apresentação digital. Na programação de novembro, dois textos chamam atenção: Dogville, a montagem brasileira baseada no filme de Lars Von Trier, que celebra dois anos de trajetória com duas apresentações gratuitas nos dias 2 e 3 de novembro, às 19h, no canal do YouTube do espetáculo; e “Phantasmagoria II”, protagonizada e dirigida por Eme Barbassa, que conta o término de um relacionamento sob a perspectiva de uma mulher trans.Abordando temas como gordofobia, transexualidade e masculinidade tóxica, o espetáculo estreia no dia 30, às 21h, no Instagram do Centro Cultural da Diversidade ou da diretora. Não é necessário assistir à primeira parte da peça para entender “Phantasmagoria II”, mas os interessados podem conferir uma nova apresentação no dias 4 de novembro, às 21h. “Phantasmagoria” também conta a história do término, mas pela perspectiva do homem. (Daniel Vilanova)

    22 de Outubro de 2020
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    O trabalho e as ideias do designer italiano Enzo Mari

    Morto na última sexta-feira (19.10), o designer italiano Enzo Mari tem a obra revisitada em uma retrospectiva na Triennale de Milão, com curadoria de Hans Ulrich Obrist e Francesca Giacomelli. Ao longo de sua carreira, Mari colaborou com diversas marcas de mobiliário, desenhou livros infantis como "O Ovo e A Galinha". Um de seus projetos comerciais mais conhecidos é um brinquedo: um quebra-cabeças de madeira que representa a silhueta de animais todos encaixados uns nos outros. Mas é sobretudo por suas ideias revolucionárias que Mari sempre foi celebrado e ganha relevância nos tempos atuais: para ele, o designer tem responsabilidade na comunidade e é um ator na construção social; a meta de seu trabalho foi a de colaborar para construir um mundo melhor. É deste impulso que nasceram iniciativas como “Autoprogettazione?” (projeto para um auto-design), uma linha de móveis de produção fácil, econômica e democrática, cujos desenhos e plantas de projeto são compartilhados livremente, e que pedem apenas madeira e pregos, podendo ser executados por qualquer um. (Guilherme Falcão)

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    Uma massa com o sabor do Oriente

    Um bom macarrão tem seu valor. Talvez seja a coisa mais simples que se pode fazer na cozinha para matar a fome sem ter trabalho, mas não é por isso que deve ser menosprezado. Se você é adepto da massa, mas está cansado de sugos e bolognesas, aqui vai uma boa ideia saída da coluna Prato do Dia, da jornalista Patrícia Ferraz, no Paladar: uma adaptação do tagliatelle com manteiga de especiarias que o gênio Yotam Ottolenghi publicou em seu livro “Plenty”. Com manteiga, cebolas e muitos temperos secos com o gosto misterioso do Oriente, a alegria vai à mesa em poucos minutos. Para finalizar, pinoles (que se você não tiver à mão, pode ser substituído amêndoas em fatias) e hortelã fresca. De quebra, você ainda encontra sugestões de harmonização para quem gosta de vinho (um Sauvignon Blanc bem aromático cai bem) ou cerveja (American Pale Ale). (Isabelle Moreira Lima)

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    Jornalistas pedem socorro

    No mundo todo, ataques contra a imprensa e seus profissionais se intensificaram. Na última década, foram 529 assassinados pelo exercício da profissão, 649 presos, e incontáveis perseguidos. Alguns deles vieram ao Brasil em busca de refúgio, e cinco contam sua história no especial da Folha de S.Paulo “Jornalistas refugiados”. Vindos da República Democrática do Congo, da Nicarágua, da Turquia e da Síria, eles relatam sobre os ataques que sofreram, que envolvem prisões arbitrárias, processos judiciais forjados, exposição de dados privados na internet, agressões durante coberturas e até assassinato -- e como escaparam desses tipos de violência. Antes dos relatos, a Folha expõe um panorama da situação atual de perseguições aos meios de comunicação, que cresceu para além das fronteiras de países autoritários. (Manuela Stelzer)

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    A parceria de Céu e Liniker

    O amor explicado pelo sol, o céu e o mar — a premissa antiga da lírica embala “Via Láctea”, novo single de Céu e Liniker, composto pela dupla em parceria com Anelis Assumpção. Unindo as vozes e estilos das duas cantoras em uma baladinha romântica, a canção chega às plataformas digitais acompanhada de um lyric video para quem quiser aprender a letra. O lançamento aproveita as vésperas da cerimônia de premiação do Grammy Latino, que acontece em 19 de novembro com Céu indicada em três categorias por seu último álbum, “Apká!” — Melhor Álbum de Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa, Melhor Canção em Língua Portuguesa e Melhor Álbum de Engenharia de Gravação. (Mariana Payno)

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    Uma celebração da cultura coreana

    Se você convive com algum adolescente é certo que já ouviu falar sobre K-pop. Extremamente popular, o gênero musical sul-coreano também arregimentou seguidores no Brasil e ganha uma programação especial no final de semana do dia 23 ao dia 25 de outubro. É quando acontece o K-Expo Brasil, o maior festival de cultura coreana da América Latina. Organizado pelo Centro Cultural Coreano no Brasil, a quarta edição do festival será 100% online e conta com palestras sobre culinária coreana, turismo na Coreia, Taekwondo e é claro, muito K-pop. Os fãs do gênero musical ainda podem conferir uma apresentação exclusiva da banda SF9, feita especialmente para os fãs brasileiros. As atrações serão transmitidas no canal do YouTube do Centro Cultural Coreano de forma gratuita e a programação pode ser vista no Instagram deles. (Daniel Vilanova)

    15 de Outubro de 2020
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    Os poemas da vencedora do Nobel

    Se para as casas de aposta especializadas o anúncio da vencedora do Nobel de Literatura já foi uma surpresa, muitos leitores brasileiros devem ter ouvido o nome de Louise Glück pela primeira vez por causa do prêmio sueco. Embora a poeta americana seja reconhecida nos EUA, colecionando outros troféus celebrados -- como o Pulitzer e o National Book Award --, ela ainda não teve livros publicados no Brasil. É possível, no entanto, ler seus poemas online, em traduções feitas pelos também escritores Pedro Gonzaga, André Caramuru Aubert e Camila Assad nas revistas literárias Estado da Arte e Rascunho e no portal G1. Para quem se aventura na leitura em inglês, o site da Academy of American Poets também reúne alguns dos versos de Glück. Nascida nos EUA em 1943 e descendente de judeus húngaros, a poeta começou a escrever ainda criança e tem 18 livros publicados. Ao abordar temas como a morte, as rejeições e os traumas, Glück levou o Nobel por “sua voz poética inconfundível que, com beleza austera, torna universal a existência individual”. Para saber mais sobre ela e sua obra, vale ler as críticas do New York Times e da The Atlantic e este texto da Revista Cult, em que o crítico Tarso de Melo a apresenta ao lado de outros bons poetas norte-americanos pouco conhecidos por aqui.

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    Os duetos de Flor e Gilberto Gil

    Quem acompanha de perto a família Gil sabe que Flor Gil, filha de Bela e neta de seu Gilberto, recentemente encantou plateias mundo afora ao subir com o avô nos palcos para um dueto de “Norte da Saudade - Goodbye My Girl”. Se na época da turnê do disco “OK OK OK”, no ano passado, os vídeos de ensaios e apresentações da dupla bombaram no Instagram, agora avô e neta apostam no lançamento de um EP, em que entoam outras duas canções juntos: “Refazenda” -- que Flor já tinha gravado para a abertura do programa de sua mãe, Bela Gil, no GNT -- e “Volare” -- que a pequena também já tinha cantado com Gil a convite da TV italiana uns meses atrás. Reunidas no pequeno álbum “Gil & Flor - De Avô para Neta”, as parcerias da dupla contam ainda com a participação de outros talentos da família: Bem, José e Nara, filhos de Gil e tios de Flor. Além do EP, já disponível nas plataformas digitais, o clã esbanja esse DNA musical no clipe de “Norte da Saudade - Goodbye My Girl”.

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    O novo filme de Aaron Sorkin na Netflix

    Um protesto pacífico contra a guerra do Vietnã se torna um violento confronto com a polícia e, posteriormente, um dos mais famosos julgamentos da história americana. Conhecidos como “Os 7 de Chicagos”, a história do grupo que desafiou o governo americano na década de 1960 se torna filme nas mãos de Aaron Sorkin, ganhador do Oscar por “A Rede Social” (2010). O longa, produzido pela Netflix, é uma das grandes apostas para varrer o Oscar do próximo ano e conta com um elenco estelar para isso, com nomes como Eddie Redmayne, Sacha Baron Cohen, Joseph Gordon-Levitt, Michael Keaton e Yahya Abdul-Mateen II.Bem recebido pela crítica internacional, o longa traça um paralelo com os protestos que acontecem nos dias de hoje e mostra que, onde há injustiça, há aqueles que lutam para superá-la.

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    Luca Guadagnino volta à Itália para estrear na TV

    Depois de uma atípica incursão pelo terror com “Suspiria” (2018), versão atualizada do clássico setentista de Dario Argento em Berlim, o cineasta italiano Luca Guadagnino reencontra as paisagens do norte de seu país natal, já aproveitadas como o belíssimo cenário do filme “Me Chame pelo Seu Nome” (2017), vencedor do Oscar de melhor roteiro adaptado. Em “We Are Who We Are” (somos o que somos), a estreia do diretor em séries de televisão, a história não ocorre em um casarão ensolarado de veraneio, e sim numa base militar dos EUA na cidade de Chioggia, próxima a Veneza. Em foco, estão dois adolescentes americanos, interpretados por Jack Dylan Grazer (de “It - A Coisa” e “Shazam!”) e a estreante Jordan Kristine Seamón, em um elenco que também conta com atrizes como a americana Chloë Sevigny e a brasileira Alice Braga, além do rapper americano Kid Cudi. Sem grandes acontecimentos ou reviravoltas, a série, com produção da HBO, acompanha o cotidiano e a amizade dos dois jovens, que juntos passam por algumas das agruras tradicionais do amadurecimento, como conflitos familiares, relacionamentos amorosos e a descoberta da sexualidade.

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    Sem medo de falar da cultura independente negra

    “Eu não preciso citar Bell Hooks para reforçar a importância da mídia independente construída por pessoas negras, seja no BraZil ou no BraSil, né?”, assim o editor-chefe da nova revista Semedobr, Vine Ferreira, apresenta a publicação online que foi lançada nesta semana. A publicação distribui conteúdo ainda em um grupo de WhatsApp, no Instagram e também com newsletter. Os eixos centrais da publicação são moda, com editoriais com pegada ultramoderna, alguns feitos via Facetime; cultura, com entrevistas e vídeos; arte e beleza. A ideia da publicação é que os leitores formem também uma rede de colaboradores: “além de criarmos histórias e mundos, é muito importante documentarmos a cena independente nacional como um todo, então essa carta é também um convite para você tomar seu espaço aqui”, escreve o editor-chefe na primeira edição.

    08 de Outubro de 2020
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    Uma aula sobre Philip Glass

    Ele reinventou a música aditiva, repensou o piano, reinventou a ópera, fez trilha sonora para documentários experimentais, filmes de Hollywood, inspirou e foi inspirado por David Bowie. Com um currículo desses, não é à toa que Philip Glass é considerado o compositor norte-americano mais importante do século 20. Esta edição do Escuta, podcast de música do Nexo Jornal, conta a história de Glass desde seus anos de formação e estudo, passando por suas influências em música Serialista e Indiana, seu diálogo com outros contemporâneos como John Cage e Steve Reich, até suas colaborações com cineastas, dramaturgos, e até com a companhia de dança brasileira Grupo Corpo.

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    Heranças do modernismo brasileiro

    Quase às vésperas de completar um século, a Semana de Arte Moderna de 1922 não se esgota — afinal, o evento que reuniu Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral e outros no Teatro Municipal da capital paulista lançou o movimento decisivo para praticamente tudo o que veio depois na cultura brasileira. É justamente para falar sobre esse legado que o Sesc São Paulo, em parceria com a USP, reuniu uma turma de superespecialistas no curso online "Releituras do Modernismo": dividido em seis módulos, cada um destrincha a influência modernista em uma área: literatura, arquitetura, cinema, artes visuais, canção popular e teatro. Comandado por grandes professores como José Miguel e Guilherme Wisnik, Flora Sussekind, Veronica Stigger e Augusto Massi, o curso é uma bela oportunidade de aprender sobre o movimento com experts no tema. As aulas acontecem entre os dias 19 e 24 de outubro, e as inscrições já estão abertas no site do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc São Paulo.

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    Michaela Coel conversa com Donald Glover

    Michaela Coel encantou o mundo do entretenimento com sua série “I May Destroy You” (2020). Escrita, produzida, dirigida e atuada por Coel, a série se transformou em um sucesso ao falar sobre violência sexual de uma maneira diferente de tudo o que havia sido feito na mídia até então. Capa da GQ de novembro, Coel se sentou com o também encantador Donald Glover, responsável por “Atlanta” (2016), e os dois tiveram uma das conversas mais interessantes do turbulento ano de 2020. Parte desconhecidos, parte amigos, eles navegam em um bate-papo sobre seus processos criativos, suas vidas e suas carreiras. A conversa pode ser lida na íntegra no site da GQ. Revolucionários — cada um à sua maneira —, os dois criadores provaram que há espaço para séries pensadas a partir da perspectiva negra. Vale acompanhar a produção — e as conversas — de duas das mais novas estrelas da TV mundial.

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    Grande Catarina na TV

    Quantos filmes, séries e minisséries já foram feitos sobre Catarina II da Rússia, a Grande, a czarina iluminista que transformou o país no século 18? De Marlene Dietrich a Helen Mirren, incontáveis atrizes já encarnaram a personagem, que é encantadoramente feminista muito antes de qualquer manifestação clara pelo voto ou pela liberação feminina. A novidade de "The Great" (2020), nova série que conta a história de como uma menina aparentemente romântica toma o trono do marido, é a oportunidade de ouro dada a Elle Fanning, atriz que vive a protagonista, de fazer uma Catarina mais bem humorada, quase amalucada, que vai da inocência a Maquiavel sin perder la ternura. A série é uma invenção em cima do que conta a história, com personagens modificados, mais força nas tintas, e um timing de humor perfeito. Pedro, o marido de Catarina, por exemplo, une sadismo à autoestima do homem hétero branco que usa um colar de pérolas rebuscado para sentir-se mais próximo da mãe. A corte russa bebe vodca e quebra taças sem parar, o sexo corre solto em qualquer lugar do palácio, e os sacerdotes recorrem a cogumelos alucinógenos para ter visões mais claras sobre o que deve ser feito para o bem da Rússia. Disponível no StartzPlay, vale a assinatura e, como dizem por lá, huzzah!

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    Cinema indígena urgente

    Até o dia 15 de outubro, o Videocamp, uma plataforma que disponibiliza gratuitamente filmes com potencial de impacto, estreia a primeira edição da Mostra CineFlecha: (Re)Existir e Curar, com um conjunto de produções indígenas do cinema contemporâneo. Divididos em quatro sessões temáticas, os filmes apontam causas dos povos indígenas e suas mobilizações para resistir à mudança e à violência. Entre os títulos disponíveis estão: "Quiilpa - as lhamas floridas" (2019), que mostra uma tradição pré-colombiana das terras Altas da Bolívia; o "Cosmopista Maxakali" (2013), que reúne registros feitos por uma equipe de representantes Maxakali e Pataxó, cineastas indígenas e pajés, e pesquisadores não-indígenas; "Mãtãnãg, a Encantada" (2019), que relata a trajetória de uma mulher indígena na busca pelo espírito de seu marido pela aldeia dos mortos; e "Kipaexoti" (2020), que mostra a força do Povo Terena, da aldeia Cachoeirinha, em manter a sua dança tradicional viva. Além das produções, a plataforma disponibiliza lives com coletivos e cineastas da mostra, que ficam disponíveis no canal do Youtube.

    01 de Outubro de 2020
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    O Brasil em debate

    No Brasil (e no mundo) de hoje, debater parece cada vez mais difícil. Mas é exatamente quando as vozes se levantam que o diálogo sóbrio e responsável se torna mais necessário. Essa é a proposta da primeira edição do “Festival Nexo + Nexo Políticas Públicas: o Brasil em debate”, que acontece durante todo o mês de outubro. Remoto e gratuito, o festival aborda os temas mais importantes da agenda pública do país com a qualidade e o rigor da informação do Nexo Jornal. Para participar, é necessário se inscrever na página do evento. Com entrevistas, mesas de diálogo e oficinas, a programação já está disponível e conta com nomes como Patrícia Campos Mello, Thiago Amparo, Lilia Schwarcz, Laura Carvalho, Joca Reiners Terron, entre outros.

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    Histórias de chegada

    Enquanto você lê esta seção da Gama, vários bebês estão saindo das barrigas de suas mães para ganhar o mundo. Cada parto é uma história: naturais; por cesárea; alguns tão rápidos que acontecem a caminho do hospital; outros tão longos que parecem levar a vida toda. Até passar por ele todo, não dá para saber como será o seu. A cada episódio do podcast "Parir", uma produção da Trovão Mídia conduzida por Ana Bonomi, uma mulher dá seu relato sobre a experiência transformadora que é dar à luz um filho. Nesta semana, Carol conta como foi viver um parto que ela não idealizou -- uma cesárea de emergência que teve complicações -- mas que, no fim, trouxe a conclusão: ela será a mãe que puder ser.

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    Verdades imbatíveis

    O festival internacional de documentários É Tudo Verdade, o mais importante da América Latina, quase deixou de celebrar seus 25 anos de existência. Mas contra uma verdade bem contada, nem uma pandemia é páreo. Com 60 produções de vários países disponíveis no site, o festival acontece de forma remota e traz, até domingo, filmes que se debruçam sobre histórias reais de temas como música, jornalismo, ditadura militar brasileira e o próprio cinema. Nos próximos dias, alguns títulos se destacam na programação: “Fico te devendo uma carta sobre o Brasil”, que entrelaça a história de uma família com a ditadura e investiga o papel do silêncio no apagamento da memória, será transmitido no dia 2 e 3 de outubro; “Santiago das Américas ou O Olho do Terceiro Mundo”, do veterano Silvio Tendler, que traz a história de um importante documentarista cubano da década de 1960, estará disponível no site do festival no dia 3; e “Jair Rodrigues - Deixa que digam”, um retrato do artista e do Brasil, será transmitido no dia 1 e 2.

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    As mil e uma receitas do Líbano

    Às vésperas da celebração dos 140 anos da imigração libanesa no Brasil, em novembro, a editora Ernest Books lança a versão em português do livro “Culinária Libanesa”. Trata-se de uma espécie de enciclopédia que traz mais de mil receitas da comida típica do país que são ao mesmo tempo instigantes e factíveis, sem exigir ingredientes misteriosos ou inalcançáveis (alô Ottolenghi!). A autora, Salma Hage, tem hoje 78 anos e conta um pouco da sua história, de como começou a cozinhar para ajudar a mãe, que teve 12 filhos; do seu fascínio ao receber uma panela de cobre cheia de melaço ainda na infância, antes mesmo de ter experimentado chocolate. Ela explica sobre a despensa e o jardim libaneses, ou seja, que temperos e ervas, legumes e hortaliças, dão vida a essa cozinha tão fresca quanto saborosa. De molho de romã a uma imensa variedade de pratos de cordeiro, o livro é riquíssimo. O investimento pode ser alto, mas vale para ter um livro de consulta vitalício.

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    Como são as semanas de moda na pandemia

    Quando a pandemia do novo coronavírus se espalhou pelo planeta, entre o final de fevereiro e o começo de março, as semanas de moda do primeiro semestre estavam no auge. Já naquela época, muito se debateu sobre qual seria o futuro dos desfiles e se os eventos presenciais seriam realmente necessários daqui para frente. Enquanto as temporadas Resort, Alta-Costura e Masculina se adaptaram ao mundo digital nos meses que se seguiram, as principais fashion weeks do Verão 2021 optam agora por um formato híbrido, aproveitando a ligeira melhora da situação pandêmica no hemisfério norte. Em Londres, Nova York e Milão, desfiles remotos e reduzidas apresentações físicas — seguindo novos protocolos de segurança e higiene — ocuparam as passarelas desde meados de setembro. Já a Paris Fashion Week, que começou nesta semana, seguirá com eventos majoritariamente presenciais. Para entender o que se passa com a aguardada temporada em plena pandemia, a Vogue Portugal, o New York Times e a UOL prepararam guias completos, e este podcast da ELLE Brasil explica por que esse período é o mais importante para a moda mundial.

    24 de Setembro de 2020
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    Aqui quem fala é o analista

    Por que nos sabotamos? Por que é tão difícil terminar um relacionamento? Qual a relação entre angústia e desejo? Em "A Loucura Nossa de Cada Dia", o psicanalista Guilherme Facci comenta temas da atualidade relacionados à psicopatologia da vida cotidiana. No episódio mais recente, ele investiga a tristeza que bate em boa parte de nós especificamente aos domingos. Spoiler: tem a ver com a dificuldade de suportar o ócio, mas tamponar a angústia por meio da produtividade pode só agrava-la. Do arrepio causado pela voz do apresentador Faustão ao conceito de neurose dominical, definido pelo psiquiatra austríaco Viktor Frankl, Facci desvenda os mistérios do domingo e sua melancolia em um conteúdo que merece a escuta tanto dos iniciantes como dos iniciados na psicanálise.

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    O guia alimentar considerado modelo lá fora

    Vale ler o Guia Alimentar para a População Brasileira, que virou assunto na última semana, quando o Ministério da Agricultura divulgou nota técnica com diversas críticas ao documento e um pedido de extinção da classificação que desaconselha ultraprocessados, o que foi visto por cientistas estrangeiros como fruto de lobby da indústria. O guia foi desenvolvido há quase uma década por um time de pesquisadores do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo e sempre foi considerado um modelo para outros países. O estudo, chefiado pelo professor Carlos Augusto Monteiro, foi feito a partir da mesa do brasileiro, o orçamento médio das famílias e seus hábitos. Recomendamos ainda ler esta entrevista com Carlos Monteiro e ouvir este podcast em que Rita Lobo, criadora do Panelinha e entusiasta do guia, defende sua importância.

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    O pôr do sol fora da Terra

    Turistas que já aplaudiram o pôr do sol visto das pedras do Arpoador, no Rio de Janeiro, fariam o mesmo em Vênus, Marte ou Urano se pudessem estender suas cangas por lá. Afinal, outras cores, igualmente belas, se espalham pelos céus desses mundos conforme eles se afastam da luz do sol em seus movimentos de rotação — a explicação para o fenômeno é que os raios solares fluem em diferentes direções dependendo do ângulo e dos tipos de molécula presentes nas atmosferas de cada planeta. Enquanto as viagens espaciais não são uma realidade, dá para admirar as diversas paletas de cores nesta simulação feita pelo cientista da Nasa Geronimo Villanueva. De quebra, o Canal Tech reúne imagens de sondas e satélites que também dão uma ideia de como seria testemunhar um ocaso interplanetário.

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    Ambiência e espacialidade ao pé do ouvido

    Nascida para segurar o mundo sob sua língua, “You, at the End” (você, no final) é a peça central de “The Fifth Season”, novo álbum de Lafawndah, lançado no início de setembro. Trombone, tuba, ambiência e uma espacialidade surreal permeiam o disco, inserindo-o numa genealogia de músicos de vanguarda como Brigitte Fontaine e Scott Walker. A iminência cinematográfica de que algo pode acontecer a qualquer segundo é aguda ao longo de todo o disco, mas ainda mais urgente nesta faixa, que lembra a Bjork da era “Volta”, ao mesmo tempo em que conversa com a cantora britânica FKA Twigs e recorda alguma trilha sonora de um filme exibido na madrugada. Lafawndah (née Yasmin Dubois), metade egípcia, metade iraniana, cresceu em Paris, morou no México, passou parte da infância em Teerã e hoje costura referências do jazz de vanguarda, da música de câmara, do folk, da literatura (a canção é um poema da performer Kate Tempest musicado). Para os dias em que o isolamento bater mais forte.

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    Educação sexual à moda nórdica

    A insegurança com o próprio corpo assola a todos, mas crianças são particularmente sensíveis a esse mal. Será possível se relacionar de maneira mais saudável com nós mesmos? Essa é a tentativa de “Ultra Strips Down”, um programa de TV dinamarquês voltado para crianças e adolescentes que aborda corpos reais. O New York Times fez uma reportagem sobre o programa, que é extremamente popular no país nórdico. Adultos pelados são enfileirados em um palco de teatro e respondem a perguntas de crianças que estão na plateia. O cuidado da produção é gigantesco e se as crianças -- que tem a autorização dos pais para participar do programa -- se sentirem desconfortáveis, são retiradas na hora. Entretanto, os produtores garantem que isso jamais ocorreu. O bate papo entre as crianças e os adultos é honesto e tem caráter educativo. O objetivo é apresentar corpos reais e fazer com que as crianças entendam que cada corpo é único e válido. Apesar da revolta de conservadores dinamarqueses, o programa parece fazer efeito. Na reportagem do Times, uma das meninas que participou do programa afirmou que passou a se sentir mais confiante sobre seu próprio corpo. Se você entende dinamarquês, ou só deseja checar a série, é possível ver alguns trechos no YouTube.

    17 de Setembro de 2020
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    Um relato sobre o luto — e seus gatilhos

    Muitos têm sido os sentimentos que nos unem, enquanto povo, raça, chame como quiser, ao longo deste 2020. Frustração. Inquietação. Raiva. Saudade. E para muitos, luto. Neste longo, belo, e tortuoso (com gatilhos, muitos deles) relato para a New Yorker, a escritora Nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie reflete sobre a perda de seu pai, James Nwoye Adichie, falecido neste 2020 — não por Covid-19, mas por uma falência renal. Mãe e irmãos, primos, memórias íntimas, a carreira ilustre do Professor de Estatística, toda a jornada de uma vida é revivida e rememorada. A cronologia é fragmentada; memórias se sobrepõem a lições sobre a cultura nigeriana e do povo Igbo, e a banalidades burocráticas. Ler as palavras de Chimamanda traz um estranho conforto, um apaziguamento. Expor-se tanto é um ato de vulnerabilidade, mas que gera, sobretudo, empatia. É como se, ao abrir seu luto e a história dos seus familiares, ela estivesse nos ajudando a encontrar os denominadores comuns que nos tornam mais próximos uns dos outros. Menos diferentes, mais humanos, unidos em nossos sentimentos.

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    Pantanal em chamas

    O Pantanal brasileiro está queimando. Maior incêndio na região desde 2006, as chamas consumiram cerca de 200 mil hectares em três semanas. As investigações apontam para um incêndio causado por ação humana e, em reportagem para o Nexo, Cesar Gaglioni explica o poder de destruição das queimadas no Pantanal. A fauna local, que poderá levar de 20 a 30 anos para se recuperar completamente, é uma das principais vítimas -- como explica Natan Novelli Tu. A região concentra grande parte da população mundial de araras-azuis e onças-pintadas, duas espécies em risco de extinção. Em meio ao fogo, as ações do governo Federal são questionadas por ambientalistas após o enfraquecimento que o governo tem promovido nos órgãos de fiscalização ambiental. A reportagem de Isabela Cruz explica como o poder público vem agindo em relação aos incêndios.

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    Um papo sobre tecnologia, política e negócios com Zuckerberg

    Em episódio inédito da série documental Axios, que levanta debates de relevância mundial por meio de entrevistas com grandes nomes (entre os quais já estiveram o presidente Donald Trump e a atual candidata à vice Kamala Harris), o empresário americano Mark Zuckerberg falou sobre o combate à desinformação durante a crise do coronavírus, a chegada das eleições nos Estados Unidos, entre outros temas que importam -- o slogan da série. Além do fundador do Facebook, a produção da HBO já contou com vários nomes de influência para explorar a intersecção entre tecnologia, mídia, política e negócios, e cobrir assuntos como o veredicto no caso Harvey Weinstein, a igualdade de gênero no esporte profissional, o impacto da pandemia, além de policiamento e justiça igualitária. Aos que querem acompanhar os debates, os episódios da série ficam disponíveis na plataforma da HBO GO.

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    Arte periférica tão próxima como nunca esteve

    Neste fim de semana, de sexta (18) a domingo (20), uma maratona de arte e cultura permite que se conheça a efervescente produção cultural das periferias pela plataforma do Sesc. O Festival Favela em Casa SP reúne artistas independentes -- pretos e periféricos, como lembra a organização -- que estão fora da bolha do mainstream. A curadoria de Andressa Oliveira, moradora do Campo Limpo, extremo sul de São Paulo, e de Marcelo Rocha, da cidade de Mauá, no ABC Paulista, reuniu 35 atrações de música, teatro, dança, cinema, literatura e artes visuais. As transmissões revezam-se entre performances ao vivo e gravações realizadas no Estúdio Curva, na capital paulista, e incluem, além de apresentações artísticas, uma série de bate-papos com convidados; entre eles, a escritora Helena Silvestre, a curadora, poeta, escritora e ativista Abigail Santos Leal e o educador social Mestre Gildásio.

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    O legado das mulheres negras na política

    Dirigido por Éthel Oliveira e Júlia Mariano, o documentário "Sementes: Mulheres Pretas no Poder" acompanha a trajetória de seis candidatas negras aos cargos de deputada federal e estadual nas eleições de 2018. São mulheres que decidiram responder politicamente ao assassinato da vereadora Marielle Franco, que ocorreu no início do mesmo ano, disputando espaço no Congresso e na Assembleia Legislativa. O documentário está disponível no canal do Youtube da distribuidora Embaúba Filmes, e revela percursos e desafios das campanhas de Mônica Francisco, Rose Cipriano, Renata Souza, Jaqueline de Jesus, Tainá de Paula e Talíria Petrone, todas no Rio de Janeiro, estado que teve maior número de candidatas autodeclaradas pretas concorrendo em 2018.

    10 de Setembro de 2020
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    Caetano e Beatles para celebrar a esperança

    Em 1968, os Beatles lançavam “Hey Jude”. Também em 1968, Caetano Veloso era preso pela ditadura militar. A canção, que a primeira vista não tem qualquer relação com o músico brasileiro, ganha uma nova versão na voz do cantor. Lançada em conjunto com o documentário “Narciso em Férias” (2020), – disponível no GloboPlay – o cover dos Beatles retrata a esperança sentida por Caetano ao ouvir a música durante um dos períodos mais escuros da vida do cantor. Enquanto estava preso, Caetano escutava “Hey Jude” no rádio de um sargento e o som lhe servia como um anúncio de luz. Única faixa inédita do documentário, a “Hey Jude” de Caetano pode também nos fornecer um sopro de esperança para os dias de hoje e a possibilidade de um futuro melhor.

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    O novo batidão de M.I.A

    Batidas fortes e dançantes e letra politizada contra o controle a que somos submetidos é a nova investida da rapper e compositora britânica M.I.A., que lançou nesta semana o single Cntrl, disponível apenas no site da cantora. Com a música, ela soltou um comunicado em que pede a liberdade de Julian Assange, fundador do Wikileaks, cuja extradição para os Estados Unidos está sendo decidida em julgamento desde a segunda-feira (7). “Você sabe que é liderado por tiranos quando falar a verdade é um crime”, afirmou em sua conta no Twitter. Esse é o segundo single que M.I.A. lança em 2020. A cantora promete um novo álbum para 2021, o primeiro depois de ter anunciado a aposentadoria há três anos.

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    ‘A pausa é parte integrante da vida’

    Gilberto Gil e Emicida são alguns dos artistas que discutirão a importância da pausa, tema que norteia os encontros, performances artísticas e experiências da 8ª edição do FLI 2020, o Festival Literário de Iguape, que tem curadoria da escritora Bianca Santana, colunista da Gama. A programação é dividida em duas partes: o prólogo, composto por conversas e apresentações que introduzem o evento ao público, entre os dias 7 e 19 de setembro; e o festival ao vivo no dia 20, que será transmitido por seis horas ininterruptas no Instagram, Facebook e Youtube do Programa Oficinas Culturais. Entre os participantes estão ainda Amara Moira, Marcelo D'Salete, Mel Duarte, Preta Rara, Roberta Estrela D’Alva, e outros nomes de peso da literatura, da música e da cultura brasileira.

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    A pandemia não acabou só porque você não aguenta mais

    A necessidade de distanciamento social se estende indefinidamente no Brasil, enquanto a fadiga da quarentena cresce e muita gente afrouxa o próprio isolamento, despertando a ira de quem tem se esforçado para colaborar com a contenção do coronavírus. Nas redes sociais, não faltam desabafos e memes de quarentenados que se sentem trapaceados por quem já está circulando normalmente. É nesse contexto em que atua um conhecido personagem da pandemia: o fiscal do isolamento. Seja online ou offline, ele dedica algum tempo do dia para repreender quem anda socializando antes da hora. O que fazer diante deste cenário? Nesta entrevista ao Nexo, a psicóloga e professora da USP Martha Hübner comenta os debates incendiários que giram em torno de quem fura a quarentena. Ela fala ainda sobre como lidar com a percepção de que você é o único em isolamento, enquanto todo o resto toca sua vida (para fora de casa).

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    Um papo com Jane Fonda

    Vencedora de dois Oscar e outros tantos Globos de Ouro, musa fitness e ícone sexual, ativista histórica e rainha de Hollywood, Jane Fonda poderia apenas parar e desfrutar de uma aposentadoria tranquila, com a sensação de dever cumprido. Mas segue incansável e versátil nas mais diversas frentes. Se no ano passado ela se tornou um dos principais holofotes para a questão climática, ostentando seu icônico casaco vermelho e algemas em protestos do Fridays For Future; na quarentena, ressuscitou seus programas de ginástica dos anos 1980 e entrou para o Tik Tok. Nesta conversa com a colunista Maureen Dowd, do New York Times, a atriz fala sobre todas essas facetas de sua trajetória: da juventude à velhice; da Guerra do Vietnã à crise do clima; dos seus filmes clássicos a "Grace and Frankie"; de Nixon a Trump; dos Panteras Negras ao Tik Tok. Aos 82, Jane Fonda mostra que está atenta e forte.

    03 de Setembro de 2020
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    Charlie Kaufman e o terror de conhecer os sogros

    Conhecer os pais do namorado pela primeira vez nunca é experiência fácil, mas o novo filme de Charlie Kaufman promete complicar ainda mais as coisas. “Estou Pensando em Acabar com Tudo”, baseado no livro de Ian Reid, é um suspense psicológico onde um encontro com os sogros se torna experiência surreal, que questiona a natureza do mundo e daqueles que o habitam. Depois de clássicos como “Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças” (2004) e “Quero Ser John Malkovich” (1999), Kaufman estreia na Netflix na sexta-feira (4). O elenco conta com nomes como Jessie Buckley, Jesse Plemons e – para o deleite dos fãs de terror – Toni Collette.

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    Determinação em tempos de crise

    Resiliência e determinação são as palavras da moda, mas nem sempre é fácil como parece no discurso incorporá-las à rotina, sobretudo quando os ventos não sopram a nosso favor. No meio do vendaval pelo qual o mundo passa, então, resiliência e determinação são diretrizes para quem tem coragem – e para quem gasta tempo aprendendo a desenvolvê-las. Neste episódio do Ideacast, da HBR, que traz líderes de negócios e gestão, a convidada é a ex-pilota militar Shannon Huffman Polson. Ela é a mulher mais jovem a ter escalado o Denali, a montanha mais alta da América do Norte, no Alasca. E uma das pioneiras no comando do principal helicóptero de ataque do exército americano. Hoje, Polson segue carreira como escritora e consultora e conta no podcast como faz para desenvolver o músculo da determinação em tempos conflituosos.

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    Cachorro para baixo, cachorro para cima

    Com o app Down Dog, não vai haver desculpa: você vai se mexer, se alongar, se aquecer e, por fim, relaxar. Com ele é possível customizar totalmente a prática de Yoga: escolher nível de dificuldade, trilha sonora, estilo de exercício, nível de impacto, velocidade e objetivo — força ou flexibilidade, por exemplo —, além da duração, que vai de parcos quatro minutos a uma maratona de 90. A variedade é tão grande que dá a sensação de ter um personal especializado em Yoga ao seu lado. O aplicativo tem também uma espécie de calendário em que fica registrado o seu histórico e por onde é possível ver a evolução da prática, o que pode dar um incentivo a mais aos que têm dificuldade de manter a rotina. Há ainda as versões do aplicativo para outros tipos de exercício, como Hiit e Barre.

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    As drogas pelo mundo

    Da tolerância zero à legalização, cada país tem suas regras. A série de reportagens especiais da Folha de S.Paulo Estado Alterado levanta o debate sobre os efeitos das diferentes políticas ao expor a maneira como nações dos quatro continentes lidam com a produção, distribuição e consumo de entorpecentes. Nos Estados Unidos, o Colorado já experimenta a possibilidade de legalização da maconha. Já o Uruguai, primeiro país a legalizar a droga, sofre desafios e críticas externas. O próximo especial, sobre a Bolívia, será publicado no dia 7 também com vídeos, gráficos, depoimentos e imagens sobre a situação dos entorpecentes no país.

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    Uma receita inteligente e sem desperdício

    Diga adeus ao descarte dos talos de vegetais como couve, brócolis e beterraba. Essa parte das plantas que geralmente não comemos — mas que é nutritiva e saborosa — vira protagonista na receita de arroz de talos da chef Paola Carosella. Usando a técnica do risotto (leia-se: colocar um caldo bem quente aos pouquinhos, mexer bastante até quase secar, repetir), ela transforma o arroz branco do dia a dia em um prato leve, colorido e cremoso com os galhinhos que sobram das verduras. É mais barato e mais rápido que o preparo clássico com arroz arbóreo e, de quebra, você aprende uma forma de cozinhar superadaptável a outros ingredientes.

    27 de Agosto de 2020
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    Uma questão de atitude (empreendedora)

    Não precisa ser fundador de uma empresa para adotar uma postura empreendedora. É o que mostram as jornalistas Ariane Abdallah e Marcela Bourroul no podcast que reúne histórias de gente que soube colocar essa ideia em prática. Toda semana, no "Atitude Empreendedora", um bate-papo com realizadores de diversas áreas -- executivos, mas também uma médica, um artista, uma física, um espiritualista e iogue, entre outros -- que têm o empreendedorismo como jeito de se movimentar diante dos objetivos e desafios. Nesta semana, o convidado é Gustavo Torres, que conta sobre o seu envolvimento com o mercado financeiro e o trabalho de liderança na área de inovação no C6 Bank.

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    O Brasil e as empregadas domésticas

    Figura crucial para a manutenção das estruturas sociais brasileiras, a empregada doméstica habita ao mesmo tempo as margens socioeconômicas do país e o centro das relações de classe. Neste episódio do podcast 451 MHz, da revista Quatro Cinco Um, a rapper Preta-Rara e a cineasta Anna Muylaert conversam sobre a presença dessas trabalhadoras na história e nas manifestações artísticas do Brasil. O papo, mediado por Paulo Werneck, se baseia na experiência das duas com o tema em suas produções: Preta-Rara reuniu seus próprios relatos e os de outras mulheres no livro “Eu, Empregada Doméstica” (Letramento, 2019); já Muylaert acaba de lançar a coletânea de contos “Quando o Sangue Sobe à Cabeça” (Lote 42, 2020) — com histórias em que as patroas e empregadas voltam a aparecer depois de seu filme “Que Horas Ela Volta?” (2015).

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    Um exame da democracia

    Líderes autoritários, desigualdade social, violência racial e uma pandemia nos mostraram que o futuro da democracia é incerto. Em tempos onde a crença no sistema de governo é cada vez menor, a New Yorker produziu um especial que analisa o passado, o presente e o futuro da democracia americana. O papel da imprensa, dos políticos e da liberdade de expressão são debatidos em textos que serão lançados até novembro, mês da eleição americana. Com uma gama diversa de escritores, o especial tem como objetivo refletir os erros e acertos do modelo americano, fortalecendo a democracia no processo.

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    ‘Eu sou capaz de me apaixonar’

    É o que diz uma das personagens da nova série documental da Netflix, “Amor no Espectro”, que acompanha o dia a dia de sete jovens adultos australianos (e autistas) que estão em busca de sua metade da laranja. Encontrar o amor pode ser difícil, e para pessoas no espectro, é uma tarefa ainda mais complicada. Apesar dos desafios de se comunicar e socializar, parte da rotina diária dos personagens, a produção tenta desmistificar o falso estereótipo de que pessoas no espectro seriam incapazes de se relacionar. E a verdade é que, dentro ou fora dele, todo mundo já enfrentou um primeiro encontro embaraçoso, ou não soube lidar direito com mundo imprevisível dos relacionamentos.

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    Um pão de queijo desses, bicho

    Léo Paixão já esteve por aqui. E volta agora com uma receita melhor ainda. Talvez a melhor de pão de queijo que circula. Primeiro porque é facílima, leva apenas três ingredientes (queijo meia cura, polvilho azedo, e creme de leite -- esse último é o pulo do gato). Segundo porque o preparo é tão simples quanto o de enrolar brigadeiro. Segundo porque o resultado é um mix de textura e saber perfeito: ele é crocante, untuoso e linguentinho ao mesmo tempo, e o sabor delicado e gordinho na medida certa. Perfeito para o café da manhã ou da tarde do fim de semana.

    20 de Agosto de 2020
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    Uma metade tristeza, uma metade alegria

    Um copo de vinho vazio sobre a mesa inspirou a reflexão que deu origem à canção: "é sempre bom lembrar que um copo vazio está cheio de ar". Composta por Gilberto Gil e gravada por Chico Buarque no disco "Sinal Fechado", de 1974, a música "Copo Vazio" retorna às vozes dos dois amigos em uma nova gravação e em um clipe em que cantam lado a lado. Metáfora para a perda da liberdade durante a ditadura militar, a bela letra de Gil ganha novos ecos em um 2020 de governos extremistas e pandemia duradoura — e, de quebra, serve de alento para estes tempos.

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    40 tons de Rihanna

    A carreira musical de Rihanna pode estar – para desespero dos fãs – em um longo hiato, mas isso não significa que a rainha de Barbados esteja parada. A Fenty Beauty, marca de cosméticos criada pela cantora em 2017 e que revolucionou ao oferecer produtos destinados a uma enorme variedade de tons de peles, finalmente chega ao Brasil. Com mais de 40 tons diferentes de base, os cosméticos garantem diversidade para negros e negras – algo incomum na indústria. Quer saber mais sobre as aventuras de Rihanna no mundo da beleza? É só dar uma olhada neste texto da Elle – além de contar tudo sobre a marca, eles ainda bateram um papo com a Priscilla Ono, maquiadora-global da Fenty Beauty.

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    O Axé nos tempos do cólera

    Canto do Povo de um Lugar” foi produzido em 2016, mas só chegou ao Netflix na última semana. O timing é bom, o documentário é um elixir para quem sente falta de aglomeração, carnaval, alegria. Conta a história do que foi a revolução baiana iniciada nos anos 1980 quando nasceu o axé e que se seguiu pela década seguinte com o som da guitarrinha baiana, do rufo de tambores africanos, e as letras ora non-sense, ora cheias de referências vindas da África. Com entrevistas com músicos tão conhecidos como Caetano Veloso, Carlinhos Brown, Daniela Mercury, e outros de bastidores, como produtores e compositores que escreveram a história junto às celebridades, o filme começa a narrar a história do axé desde as primeiras gravações de Luiz Caldas, com maravilhosas imagens de arquivo de programas de TV e de outros carnavais, que permitem apreciar, além da música, uma estética perdida.

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    Os diários de viagem de um escritor

    Embora no recém-lançado livro de poemas "Regresso a Casa" (Dublinense, 2020), produzido durante a quarentena, o português José Luís Peixoto dê protagonismo ao lar, nem todos os seus escritos estão confinados entre quatro paredes. Afinal, o autor — um dos mais relevantes da literatura lusitana contemporânea — alimenta um blog de viagens. Por lá, ele publica suas impressões sobre as cidades e lugares que visitou pelo mundo. E não são poucos: da Coreia do Sul a Porto Rico, passando por Moçambique, Istambul e Curitiba, Peixoto carimba o passaporte em destinos de quase todos os continentes. E, claro, leva junto o leitor que, embalado por detalhes e reflexões, aproveita para matar as saudades de viajar e planejar as férias futuras.

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    Música (e um pouco de Kiko Dinucci) no Youtube

    Toda semana, a jornalista Fabiane Pereira recebe em seu canal Papo de Música um cantor ou cantora para conversar sobre sua obra e inspiração com o despojamento próprio dos vídeos de Youtube. Nesta edição, o convidado é o músico paulista Kiko Dinucci, que rememora o início da carreira, nos anos 1990, em uma banda de punk rock, e a imersão pelas referências de ritmos e artistas da cidade de São Paulo. Dinucci também fala da atualidade, dos novos projetos, como a produção do disco do rapper Rodrigo Ogi, e do cenário político brasileiro. As entrevistas são curtas, mas, para quem tem saudade dos bate-bolas bem-humorados da televisão, há quadros em que os músicos dão suas palhinhas e comentam canções marcantes, que gostariam de ter composto, entre outros temas.

    13 de Agosto de 2020
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    As curvas da história da arte brasileira

    A SP-Arte lança nesta sexta-feira (14) o podcast "Arte em Meio-Tempo", que passeia por episódios marcantes da história recente da arte no país. "Sem querer dar conta de nenhuma versão final", o jornalista e crítico de arte Felipe Molitor e a professora e pesquisadora Mirtes Marins de Oliveira compartilham o microfone para retomar a época da fundação de museus em São Paulo e no Rio de Janeiro, a censura aos artistas durante o regime militar e o desbunde na cultura nas décadas de 1970 e 80, entre outras passagens, conectando artistas e exposições à paisagem social e política de cada momento, até chegar nos anos 2000. O episódio de estreia é dedicado à Semana de Arte Moderna de 22. Seria ela o grande marco do modernismo na arte brasileira?

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    Um tributo remoto ao companheirismo

    O isolamento nos impede de abraçar, mas não de cantar, nem de ouvir boas vozes. Para quem está com saudades de levar os amigos para um passeio, a nova música da cantora baiana Majur, "Andarilho", sua primeira composição no violão, pode ser um bom antídoto. A canção celebra vínculos afetivos de todas as naturezas, mas nasceu como uma homenagem da cantora ao melhor amigo, Rodris, com quem divide dores e alegrias há mais de dez anos. O single novo também ganhou um clipe, gravado remotamente, que já está disponível no Youtube. Para quem quer dançar e homenagear as boas amizades.

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    O palco do Oficina na tela

    Com o terreyro eletrônico – prédio no Bixiga, em São Paulo, projetado por Lina Bo Bardi – de portas fechadas em meio à pandemia, a trupe do Teatro Oficina Uzyna Uzona se reinventa nas telas. Fora de sua icônica sede, o grupo comandado por Zé Celso Martinez Corrêa faz seis apresentações virtuais da peça "O Bailado do Deus Morto", de Flávio de Carvalho, entre 16 de agosto e 2 de setembro. O texto de 1933, censurado naquela época, dá vida às reflexões de um Deus animal sobre a morte, o medo e a fé e foi o último encenado no Oficina antes da quarentena. As apresentações online têm o Zoom como palco e os ingressos estão disponíveis na plataforma Sympla.

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    O retorno de um dos maiores detetives do mundo

    Se Holmes, Poirot e Dupin são tidos como os mais brilhantes detetives da ficção, Perry Mason não fica para trás. O investigador americano volta a ação na nova série da HBO, “Perry Mason”. Criado na década de 1930, o personagem surgiu nas páginas de ficção pulp e fez um sucesso estrondoso na década de 1960 com sua série de TV. Agora, Mason retorna a Nova York da década de 30 em uma nova versão – mais sombria – pronto para resolver o misterioso e brutal assassinato de uma criança. A primeira temporada completa já está pronta para ser maratonada na HBO GO e conta com Tatiana Maslany e Matthew Rhys nos papéis principais.

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    O futuro do sexo é agora

    A realidade do isolamento tornou o toque proibido, mas não foi capaz de apagar o tesão. Talvez tenha sido a abstinência o que fez com que se pensasse ainda mais em sexo. Corpos solitários e excitados passaram a se aventurar na busca pelo prazer em um novo contexto, o da tecnologia. Vibradores, festas virtuais, webnamoros e sexting foram amplamente testados – tudo para conseguir gozar sem furar a quarentena. Estudiosos já previam: é o futuro do sexo. A partir desse tema, o especial do UOL, dividido em quatro partes e ilustrado com quadrinhos intercalados por textos e entrevistas com especialistas da área, versa sobre as novas maneiras de se relacionar e chegar ao prazer.

    06 de Agosto de 2020
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    A arte de dissecar o novo trabalho de Beyoncé

    “Black is King” chegou à plataforma de streaming Disney+ na sexta 31 como um meteoro, dando muito o que falar -- até no Brasil, onde não está (oficialmente) disponível e nem tem previsão de chegar. O “álbum visual” de Beyoncé retoma “The Lion King: The Gift”, álbum musical lançado em 2019 com o filme da Disney “O Rei Leão”. Do que se trata? Como mostra este Expresso do Nexo, a partir da fábula da Disney, Beyoncé cria sua própria narrativa visual sobre a ancestralidade negra, as tradições e riquezas da África -- de onde surgiram as principais críticas. Artistas e pensadores africanos a acusaram de romantizar a África pré-colonial com representações das monarquias africanas e de “estereotipar” a cultura do continente. Debates sobre lugar de fala se seguiram, na esteira de críticas de pessoas não-negras à produção. Tão delicada é a tarefa de analisar tamanha empreitada de uma das maiores artistas dessa geração que o New York Times chamou seis críticos para analisar todos os aspectos da obra -- da moda à música, da dança às questões raciais e representações (e apropriações) da cultura africana.

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    Comemore Beethoven com a Osesp

    Enquanto atividades culturais ficam sem previsão de retorno, a Osesp transmite concertos ao vivo diretamente da Sala São Paulo, sem plateia. Os próximos encontros, nos dias 7 e 8, contarão com duas apresentações dedicadas a obras de Beethoven, em comemoração aos 250 anos do nascimento do compositor alemão. Os concertos ficarão disponíveis no canal do Youtube da Osesp posteriormente. A orquestra mantém ainda sua série de lives Música na Cabeça, às terças-feiras, com relatos de instrumentistas da casa sobre suas trajetórias.

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    Poemas para enfrentar a calamidade

    Uma poesia une o político americano John Lewis, pioneiro do movimento por direitos civis nos EUA, a Nelson Mandela, líder sul-africano que desestruturou o apartheid. "Invictus", do escritor britânico W. E. Henleys foi inspiração para esses dois líderes, mesmo que tenham vivido tempos, lugares e situações tão diferentes das do autor. Henleys passou boa parte da vida sofrendo cronicamente de tuberculose, entre outros problemas de saúde, e morreu em 1903. Seus versos de resistência diante da dor permanecem universais e atemporais; são perfeitos para quem precisa de inspiração para passar pela calamidade e permanecer em pé. Por isso estão entre as obras que este texto da The Atlantic recomenda para o momento em que precisamos recobrar a resiliência, suportar adversidades e nos fortalecer pela provação. Desesperado, mas exausto de redes sociais e videoconferências? A dica da publicação americana é revisitar os ensinamentos de quem já viveu períodos mais atrozes.

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    Billie, Angie e Róisón variam sobre o mesmo tema

    Na última semana, três cantoras de gerações diferentes lançaram singles em que, de uma forma ou de outra, discutem o que estamos vivendo. A começar por Billie Eilish em “My Future”. Com um clima jazzy meio anos 1990, com pianinho elétrico e guitarra sutil, fala do futuro e de como mal pode esperar para conhecer ela mesma, numa ode romântica à autoestima. Já Angie Olsen faz climão dor de cotovelo em “Whole New Mess” e fala sobre tudo voltar ao normal e virar uma grande bagunça de novo ao som de uma guitarra suja tocada à maneira das harpas. Róisín Murphy, mais conhecida pela dupla Moloko, vai de escapismo disco para tempos de más notícias em “Something More”, em que ela incita a dançar e pede, repetidamente, algo a mais. Quem não quer mais hoje em dia?

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    Um ciclo de filmes indígenas

    Um olhar mais diverso e descolonizado sobre o cinema brasileiro autoral é o que promete o novo eixo da série Cinema #EmCasaComSesc. A partir da primeira semana de agosto, uma seleção de filmes realizados por diretores ou coletivos indígenas entrará mensalmente no catálogo (gratuito!) da plataforma de streaming do Sesc Digital. Dois documentários do cineasta guarani Alberto Alvares inauguram a nova iniciativa: "A Origem da Alma - Tekowe Nhepyrun" (2015), com depoimentos dos anciões da aldeia Yhowy, no Paraná; e "O Último Sonho" (2019), uma homenagem ao líder espiritual guarani Wera Mirim - João da Silva, da aldeia Sapukai, no Rio de Janeiro. A documentarista e antropóloga Júnia Torres, organizadora do Festival do Filme Documentário e Etnográfico de Belo Horizonte, foi a curadora convidada pelo Sesc São Paulo e pelo CineSesc para selecionar os títulos dessa pequena mostra mensal.

    30 de Julho de 2020
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    Conversas sinceras com Michelle Obama

    Depois de se tornar uma rockstar das autobiografias com o best-seller “Minha História” (Objetiva, 2018), que chegou a dez milhões de cópias, a ex-primeira-dama dos Estados Unidos lançou nesta semana seu primeiro podcast, disponível no Spotify – e tudo indica que também será muito bem-sucedido. Nesta primeira temporada, ela conversa com pessoas próximas, como a mãe, o irmão, amigos e, claro, o marido, o ex-presidente Barack Obama, com quem compartilha o microfone no episódio de estreia. A proposta da série é discutir os relacionamentos que nos tornam quem somos, das viagens internas de cada um aos desafios que surgem na formação de comunidades – ou na construção de um país: "Às vezes, esse relacionamento pode ser uma fonte de satisfação, significado ou alegria. Outras vezes, pode provocar perguntas para as quais não temos resposta. O que realmente estamos falando é do nosso lugar neste mundo. Como nos sentimos sobre isso e o que podemos fazer com o poder que temos", diz no primeiro episódio.

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    A vida e obra de Hélio Oiticica

    Inovador da linguagem, ícone da contracultura, pioneiro em instalações que dissolvem a fronteira entre obra e espectador – este era Hélio Oiticica. Mas talvez o que melhor defina o artista carioca é a multiplicidade: de experiências, tentativas e sentidos. Reconhecido internacionalmente, ampliou o horizonte da arte brasileira, ao beber da literatura e da filosofia para criar suas obras – um dos poucos brasileiros que faziam isso à época –, e investir em estéticas que excitam múltiplos sentidos sensoriais. Neste ano, aniversário de 40 anos da morte do artista, o Nexo produziu um especial sobre sua trajetória e principais trabalhos.

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    Remédio audiovisual para a carentena

    Normal People é lenta. E clean. Ao mesmo tempo, é agridoce e profundamente sexy. A adaptação do livro de Sally Rooney, em menos de duas semanas desde sua estreia no Brasil, já foi receitada como remédio para os mais solitários (vide a Antologia Profética de Fernando Luna), ao trazer cenas de sexo inspiradas e inspiradoras e oportunidades iguais de nudez. Estrelada por Daisy Edgar-Jones e Paul Mescal, conta as idas e vindas do jovem casal irlandês Marianne e Connel, ela pobre menina rica, ele filho da amorosa faxineira da família dela. Ele, popular na escola; ela, nerd esquisitona; os dois, inteligentíssimos e lindos, pegam fogo juntos. A primeira temporada, de 12 episódios de 30 minutos, está disponível na plataforma Starz.

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    As artimanhas do gênero literário mais brasileiro de todos

    Uma crônica é uma boa conversa que pode rodar o mundo, visitar a política, versar sobre o cotidiano, voltar-se para o íntimo, às vezes tudo isso em um mesmo texto, sem perder o fio da meada. Autor de poemas, contos e crônicas (e dessa investigação sobre o bairro da Liberdade), Fabrício Corsaletti dá o curso Artes e Artimanhas da Crônica, pelo Zoom da Escrevedeira em quatro aulas de 13 de agosto a 3 de setembro. Segundo ele, o programa inclui aulas expositivas, com uma linha do tempo da crônica, desde seu surgimento no século 19 até os contemporâneos, e comentários dos textos produzidos por alunos. No programa, estão autores desde Machado de Assis, passando pelos mestres modernos – especialmente Rubem Braga e Nelson Rodrigues –, até chegar nos contemporâneos, como Tati Bernardi, Antonio Prata e Ricardo Terto. Corsaletti traça ainda paralelos entre o gênero e outros como a poesia, o conto e o ensaio. As inscrições estão abertas e o curso custa R$ 330.

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    O novo (e espontâneo) disco de Seu Jorge e Rogê

    É preciso muito talento para gravar um disco ao vivo (numa tacada só) e sem pós-produção. Essa foi a aposta de Seu Jorge e Rogê com "Night Dreamer Direct-to-Disc", álbum riscado direto no vinil e lançado sem nenhum tratamento posterior de som. Já disponível nas plataformas digitais, foi produzido na Holanda no início do ano em apenas quatro dias. O resultado é singelo, como uma espécie de metáfora para a amizade de mais de 30 anos dos dois compositores, grandes representantes de sua geração na música brasileira – há intimismo e beleza, mas também imperfeições. E não faltam símbolos de uma brasilidade com referências ancestrais comuns aos dois artistas: a canção "Meu Brasil", por exemplo, celebra nomes como João Gilberto, Zumbi dos Palmares, Dona Ivone Lara e Marielle Franco. Outras grandes figuras, entre elas Gilberto Gil, Caetano Veloso e Marisa Monte, também fazem companhia a Seu Jorge e Rogê no recém-lançado clipe de "Pra você meu amigo", uma das faixas do disco. O vídeo foi produzido com recursos realidade virtual para unir os dois parceiros que estão passando a quarentena em países diferentes.

    23 de Julho de 2020
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    Um curso de mitologia grega no seu headphone

    Os deuses gregos eram parecidos com os humanos, porém cerca de 60 cm mais altos e muito, muito mais belos. Não eram maus, pérfidos, mas ai de quem pisasse em seus calos ou ousasse se comparar com eles. Curiosidades como essas estão no podcast Noites Gregas, do professor gaúcho Cláudio Moreno, que a cada 15 dias reconta, de forma clara e saborosa, histórias da mitologia clássica extraídas de autores como Homero, Ovídio, Heródoto e Plutarco. Vale como exercício intelectual, mas também hedonista, afinal é fácil mergulhar em narrativas tão prazerosas. Também está disponível no Spotify.

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    O que muda quando mais mulheres ocupam a política?

    É o que tenta responder a recém-lançada série "Eleitas", sobre o imaginário de mulheres latino-americanas em cargos eletivos. Os episódios, disponíveis no Youtube, foram desenvolvidos com base em um estudo feito pelo Instituto Update, lançado simultaneamente à série, que mapeia a atuação de mais de 90 mulheres eleitas em seis países da América Latina. Nas entrevistas, elas falam sobre a própria trajetória, os novos desafios que encontram e o futuro horizonte do debate político.

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    Conhecendo melhor seu analista

    Uma das consequências da pandemia, as sessões de terapia e psicanálise virtuais levantaram uma questão: o quanto da vida pessoal do terapeuta deve ser revelado ao paciente? Entre freudianos e analistas comportamentais, há quem acredite que o terapeuta deva se colocar como uma página em branco, e há quem creia que deva ser considerado gente como a gente. Sem que haja um consenso do caminho a ser seguido, uma terapeuta e professora da Universidade de Michigan analisa os perigos e oportunidades da teleterapia, e conta um pouco do que pensa sobre o assunto em artigo publicado pelo Nexo.

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    Food porn latino-americano

    Dos criadores de “Chef’s Table”, “Street Food: América Latina” segue o sucesso da primeira temporada, que foca no continente asiático. O programa explora a comida de rua de seis cidades latinas: Buenos Aires, Salvador, Oaxaca, Lima, Bogotá e La Paz. Em uma época em que viagens internacionais parecem cada vez mais distantes, “Street Food” dá uma chance de se deliciar, mesmo que apenas visualmente, com pratos incríveis e de mergulhar na rica cultura e tradição culinária latino-americana.

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    Veja o cinema nacional do carro

    Com a pandemia ressuscitando os clássicos cinemas drive-in, as produções brasileiras também revivem. Essa é a promessa do Drive-in Paradiso, que leva grandes filmes brasileiros gratuitamente ao estacionamento da Assembleia Legislativa no Ibirapuera, em São Paulo. A escolha da programação, que passa por títulos como "Bacurau" (2019), "Central do Brasil" (1998) e "De Pernas pro Ar 3" (2019), é da atriz e cineasta Marina Person, com cocuradoria de Rayanne Layssa para a faixa #vidasnegrasimportam — dedicada a filmes de diretores negros, como o premiado "Café com Canela" (2017), de Glenda Nicácio e Ary Rosa.

    16 de Julho de 2020
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    29 contos sobre o mundo hoje

    Um grupo de pessoas se junta para, em meio a uma pandemia, contar histórias e fugir dos horrores de uma nova praga. A premissa de “Decamerão”, clássico italiano de Giovanni Boccaccio, serviu como ponto de partida para o novo projeto do New York Times, “Decameron Project”. Inspirados no livro do século XIV, o jornal americano produziu uma coletânea de contos baseados na situação atual do planeta. Ao todo, são 29 textos escritos por grandes nomes da literatura como Margaret Atwood, David Mitchell, Tommy Orange e Mia Couto, além de novos ficcionistas como Julián Fuks. Abordando temas como medo, perda, gentileza e humor, o projeto busca explorar experiências capazes de nos unir em tempos tão difíceis.

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    Registros fotográficos de um médico

    Junto à responsabilidade de ser um dos profissionais de saúde em ação no combate ao novo coronavírus no Rio de Janeiro, o cirurgião Ary Bassous carrega também um talento artístico: fotógrafo premiado nacional e internacionalmente, ele aproveita as lacunas de sua escala para registrar a rotina pandêmica dos dois hospitais onde trabalha. Além das fotos emocionantes que revelam o dia a dia de quem está na linha de frente contra a Covid-19, esta reportagem da National Geographic Brasil conta a história de Bassous e de outros profissionais de saúde que foram infectados pelo vírus.

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    Studio 54 em 2020

    Sabe festa boa, que dá vontade de ficar até a última nota musical ser emitida pela caixa de som ou até o primeiro raio de sol sair? O novo álbum da inglesa Jessie Ware, “What’s Your Pleasure” é capaz de levar a essa pista perfeita, ainda que neste momento ela não exista. Com um clima superdisco, faz viajar no tempo: ao ouvir a faixa que dá nome ao disco, teletransporta-se à 1979 de “Born to be Alive”, de Patrick Hernandez, mas com mais classe. A seguinte, “Ooh La La”, mistura o baixo disco com o sintetizador do início dos anos 1980. Incríveis vocais, ecos de Madonna aqui, de dance italiano ali, e um monte de citações de outros marcos da história do pop estão ali – é um prato cheíssimo e delicioso para caçadores de referências. A crítica pirou, é possível que aconteça o mesmo com você.

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    Catástrofe suave para maratonar

    Não se trata de um lançamento, mas de um bálsamo para quem não aguenta mais pensar nas questões de saúde pública e mental em que estamos submersos. “Sem Compromisso” (2015-2019) parte de uma premissa banal, lida e assistida à exaustão – mulher engravida de quase desconhecido – com pequenos detalhes que alteram o curso da história: eles têm mais de 40 anos, decidem ter o bebê e, mais que isso, casar-se. A história se passa em Londres e Sharon Horgan e Rob Delaney interpretam os protagonistas e dividem os créditos de criação da série. Vale a pena pelas risadas mas também pelas pequenas reflexões sobre parentalidade real que a série discretamente apresenta ao longo de seus 24 episódios. Está disponível na Globoplay.

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    Dê umas voltas de carro pelo mundo

    E mais, ouça as rádios locais. Tá, essas voltas de carro não são exatamente literais, mas no site Drive and Listen você consegue simular um passeio por cidades como Amsterdã, Berlin, Budapeste, Seul, São Petersburgo e Tóquio. A lista inclui mais de 50 metrópoles ao redor do globo e há a possibilidade de dobrar a velocidade do carro e de baixar o vidro para ouvir o som das ruas. Para quem está quarentenado em casa há meses não deixa de ser uma maneira (estranha, porém divertida) de ver o mundo.

    09 de Julho de 2020
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    Ensaios para um país pandêmico

    Uma edição especial de quarentena da revista serrote, publicação do Instituto Moreira Salles, traz reflexões sobre o momento de exceção que se vive no Brasil em meio à pandemia de Covid-19 — são seis textos inéditos sobre os impactos políticos e sociais desse momento, além de três ensaios visuais. A edição conta, ainda, com a tradução de “O vínculo da vergonha”, clássico do historiador italiano Carlo Ginzburg que fala diretamente ao Brasil de hoje. É possível fazer o download gratuito da publicação, e o canal do Youtube do IMS transmite uma conversa com autores da revista no dia 15 de julho às 17h.

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    A surpreendente carreira musical de Dalai Lama

    Ansioso? Cansado da conjuntura política? Vontade de jogar tudo pro ar? O Dalai Lama pode te ajudar a desestressar. Em comemoração ao seu aniversário de 85 anos, o líder espiritual do Tibete lançou um álbum de mantras chamado “Inner World”. Com 11 faixas, o disco conta com orações, mantras em uma pegada new age que promete acalmar até a mais ansiosa das almas. Disponível em plataformas de streaming musical e no YouTube, “Inner World” marca a estreia surpreendente de Dalai Lama no mundo da música. 

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    Filosofia com Marcia Tiburi

    Para entreter os curiosos de plantão ou os grandes amantes de filosofia, a escritora, artista e professora Marcia Tiburi transformou seu perfil no Instagram em sala de aula remota. No dia 3 de julho, em um encontro virtual de meia hora de duração, Tiburi estreou seu pequeno curso de filosofia online e apresentou pontos iniciais sobre o tema. Nas próximas microaulas, que vão acontecer todas as sextas-feiras, a filósofa retoma a exposição de conceitos e teorias de pensadores a partir das dúvidas, angústias e sugestões de seus seguidores.

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    O melhor cookie do mundo

    Esqueça a saudade dos cookies que você pedia no seu café preferido antes da pandemia. Esta receita do premiado site americano Food52 é imbatível: fácil, barata, gostosa e pode ser feita no conforto e na segurança de casa. Os biscoitos ficam gordinhos e crocantes ao mesmo tempo, e dá para variar o sabor das gotas de chocolate — ao leite, amargo, branco… vai do gosto do cozinheiro. Só é preciso prestar bastante atenção aos detalhes do passo a passo que fazem a receita dar certo, como a temperatura da manteiga (tem que ser gelada!) e o tamanho das bolinhas que vão para o forno.

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    Um filme sobre o preço da fama

    Uma estrela mirim que tinha tudo para ser um grande sucesso, mas se afasta dos palcos por motivos misteriosos. Essa é a premissa de “Ninguém sabe que eu estou aqui”, novo filme da Netflix e já disponível na plataforma. Isolado em uma fazenda no Chile, o agora adulto Memo, interpretado por Jorge García — o Hurley, de “Lost” —, tem dificuldades de se comunicar com outras pessoas e opta pela solidão. Com um toque de surrealismo, o diretor Gaspar Antillo conduz o espectador pelo labirinto que é a vida do ex-cantor, revivendo os traumas da juventude e os motivos pelos quais Memo não deu sequência a sua carreira musical. 

    02 de Julho de 2020
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    Hilda Hilst para iniciantes

    Para quem quer se aventurar pela extensa produção de uma das maiores escritoras brasileiras do século 20 mas ainda não sabe por onde começar, a Companhia das Letras disponibiliza um livreto gratuito que introduz ao leitor um pouco do universo pessoal e poético de Hilda Hilst. "Três vezes Hilda" traz uma breve apresentação da vida e da obra da autora por Ana Lima Cecílio, antecipando parte da biografia que deve ser lançada em breve; três cartas lindas do amigo Caio Fernando Abreu enviadas a Hilda no começo dos anos 1970; e três poemas de amor retirados da coletânea "De amor tenho vivido" (2018), da mesma editora.

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    Diversão e arte (e um pouco de política) no seu fone

    Uma das coisas mais prazerosas da vida é ouvir sobre um assunto que se ama. Se sua paixão está no âmbito da cultura, o “Bravo! Podcast” pode ser um exercício de deleite. Produzido pela redação da revista Bravo!, o programa aborda literatura, música, cinema, teatro e outras artes, sempre entrelaçando os temas com política e fazendo recomendações no caminho. Além de informações, há participações especiais de artistas, como no último episódio, em que o ator Guilherme Weber, a escritora Jarid Arraes e a diretora Daniela Thomas falaram sobre produtos culturais a serem consumidos durante a quarentena.

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    Artes visuais e música

    A Pinacoteca de São Paulo, que fechou as portas durante o período de isolamento social, tem usado o perfil do Instagram como plataforma de conexão com o público, onde comenta obras do acervo e promove debates com artistas. A série de posts leva a hashtag #pinadecasa e, nesta semana, ganha versão sonora. O museu passa a compartilhar, todos os dias às 11h, uma playlist que dialoga com uma obra de arte. A seleção é montada e a obra, escolhida por um mesmo convidado. A primeira é a escritora Djamila Ribeiro. As playlists ficarão disponíveis no perfil do Spotify da Pinacoteca. No Instagram, as obras em que foram inspiradas.

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    Uma receita com segredo de chef…

    E ridiculamente fácil para os amadores. Para fazer este bolo de laranja do cozinheiro Leonardo Paixão, basta bater todos os ingredientes no liquidificador, colocar no forno e esperar enquanto a casa é tomada por aquele cheirinho cítrico — mas atenção à dica preciosa do chef mineiro: a fruta, que vai com casca e tudo, tem que ser laranja-baía. Dá para usar outro tipo? Até dá, mas não fica igual. Por ter a casca mais grossa e ser mais aromática, a laranja-baía deixa o bolo mais cremoso e saboroso, cheio de pedacinhos no meio da massa.

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    O processo de um artista

    A criação de um artista é dos assuntos mais enigmáticos que existem no mundo da arte. Há algo de encantador e misterioso no processo que transforma uma simples ideia em obra completa. “Eu Contra Eu”, novo curta metragem do diretor Marco Paoliello “Grilo”, explora a dinâmica de criador e criatura pela história do também diretor Vinícius Henrique “Vila Cesamo”. Acompanhamos as gravações de “Licionéia”, filme produzido por Vila Césamo em 2019 e entre gravações nos sets, passeios de bicicleta e o trabalho de chaveiro, o curta demonstra a inquietude de um criador que, para viver, tem de criar.

    25 de Junho de 2020
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    A boa (e velha ou nova) música brasileira

    Mauricio Valladares é fotógrafo, jornalista, radialista, DJ, e, agora, podcaster. Seu programa de rádio Ronca Ronca existe desde 1982, um dos mais queridos e duradouros da rádio brasileira: passou por diferentes emissoras, mudou de nome, criou playlists para gerações, e nesse ano, conquistou seu lugar no Spotify. Seja pela linguagem descontraída, pela seleção musical eclética e elegante, pelos comentários ou pela presença de convidados como Teresa Cristina e Moreno Veloso, o Ronca Ronca vale cada minuto. No site do programa de rádio, estão disponíveis episódios mais antigos, além de outros conteúdos produzidos por Valladares, como textos e fotografias.

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    Como criar filhos num mundo de telas?

    Num momento em que as crianças estão imersas em telas – dos joguinhos e vídeos no tablet ou celular à educação remota oferecida por escolas públicas e privadas –, é preciso entender os impactos e os riscos, assim como as oportunidades de aprendizado. Por isso, o Instituto Alana começa nesta sexta 26, às 17h, a primeira de seis debates do projeto “Ser Criança no Mundo Digital – série de conversas online”. Para a estreia, o papo traz um panorama sobre as relações entre tecnologia e desenvolvimento infantil com a psicóloga Vera Iaconelli e Rodrigo Nejm, diretor de educação da Safernet. No link sercrianca.alana.org.br, com intérprete de Libras e legenda em tempo real.

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    Registros da vida pandêmica

    Um espaço para extravasar todos os dias pensamentos que nos perseguem entre as quatros paredes do confinamento. Essa é a proposta da Pandemia Crítica, página dentro do site da N-1 Edições que reúne textos dos mais diversos tipos sob um denominador comum: os tempos de crise da Covid-19. Entre contos, poemas, diários, ensaios filosóficos, reflexões sobre arte, política, racismo e medo, já são mais de 90 textos publicados desde o início da quarentena — e, para não perdê-los de vista, a editora posta os links diariamente no Instagram. Vale o mergulho.

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    O álbum perdido de Neil Young

    “Grandes canções sem as quais eu posso viver” ou “aquele que escapou”. É assim que Neil Young define “Homegrown”, álbum gravado entre 1974 e 1975 mas que ficou na gaveta por 45 anos. Composto em uma época conturbada da vida do músico, que tinha acabado de perder amigos importantes e passava por um término de relacionamento, Young optou por não publicar o álbum pois era doloroso e pessoal demais. Meio século depois, foi remasterizado e os fãs de Shakey finalmente podem ouvir o álbum que parecia ter escapado. Foi uma semana rara, em que dois gênios lançaram grandes obras, uma vez que Bob Dylan saiu com o seu novo “Rough and Rowdy Ways”.

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    Se você não vai ao cinema…

    Um pouquinho dele vem de graça até você. Na plataforma #EmCasaComSesc há uma série de filmes em exibição para assistir em streaming, sob curadoria do CineSesc. Toda semana são disponibilizados quatro novos títulos, longas e documentários, para diferentes tipos de público. Entre os destaques, "Eu Sou Ingrid Bergman" (2015), que remonta a trajetória de uma das mais premiadas atrizes da história do cinema, e um clássico dos anos 1950, "A Carruagem de Ouro" (1952), que marca a volta do francês Jean Renoir à Europa depois de anos morando nos Estados Unidos. Só vale ter atenção às datas: os filmes têm permanência temporária.

    18 de Junho de 2020
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    Um guia das paradas LGBTQ+ online

    Pela primeira vez em cinco décadas as comunidades LGBTQ+ do mundo todo não poderão ocupar as ruas em junho — mês em que as paradas celebram o orgulho, a luta e a conquista de direitos —, por causa da Covid-19. Mas isso não significa que a data histórica passará em branco na pandemia: este artigo do New York Times lista alguns dos eventos do orgulho LGBTQ+ que serão realizados online ao longo do mês. A vantagem é que qualquer um pode participar, de qualquer lugar do mundo, basta ter internet.

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    Uma ode à maternidade real

    Todas as quartas, a tríade de podcasters Camila Fremder, Helen Ramos e Tati Bernardi recebe uma convidada para falar de vida real, ralação e inseguranças da maternidade. E também sobre a suspeita de que não há método para ser a mulher perfeita, a profissional do ano e a melhor mãe do mundo. Nesta edição, a consultora de estilo e podcaster Marina Santa Helena participa do papo sobre como é ter filhos e se ver fazendo tudo o que sempre jurou que não faria como mãe. Se às vezes bate aquela sensação de estar sendo uma mãe de merda, esse é o seu podcast.

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    A retomada alternativa do cinema

    Aos poucos ir ao cinema deve deixar de ser uma realidade distante. O Memorial da América Latina, em parceria com o Cine Petra Belas Artes, abre nesta semana como drive-in, com uma programação que inclui 27 títulos transmitidos em 43 sessões de terça a domingo. Entre eles estão os inéditos “Os Melhores Anos de uma Vida”, de Claude Lelouch; a nova versão do clássico de Francis Ford Coppola, “Apocalipse Now – Final Cut”; e o brasileiro “Partida”, dirigido por Caco Ciocler. Os ingressos podem ser comprados no site do Cine Petra Belas Artes, com número limitado de carros.

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    A floresta ganha voz

    Em 1987, surge a Aliança dos Povos da Floresta, uma união de lideranças de povos indígenas e seringueiros do Brasil para reivindicar demarcação de territórios e criação de reservas. Mais de 30 anos depois, em um momento decisivo do debate sobre mudanças climáticas, eles ganham espaço na nova série do Le Monde Diplomatique, que ao longo de seis semanas, trará reflexões sobre o legado da aliança para o meio ambiente. Com 16 entrevistas e um minidocumentário, a série “Vozes da Floresta - A Aliança dos Povos da Floresta de Chico Mendes a nossos dias” conta com a participação de indígenas, seringueiros e pensadores para discutir erros e acertos da militância do grupo dos anos 1980 até hoje.

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    O desabafo de Dave Chapelle

    8:46 foi o horário que o humorista considerado um dos maiores comediantes stand up de todos os tempos nasceu. Foi também o tempo em que George Floyd foi asfixiado por um policial americano e morto. Em seu novo especial de stand up, “8:46”, Chappelle abre mão da comédia que o fez tão famoso para discursar sobre a polícia e o racismo nos Estados Unidos. Cobrindo tópicos como a morte de Kobe Bryant e a pressão pública pelo posicionamento político de famosos, o comediante demonstra que acima de qualquer piada, é uma voz lúcida e um ótimo contador de histórias. “8:46” está disponível no canal do YouTube da Netflix.

    11 de Junho de 2020
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    Sente-se à mesa com esses podcasters

    A ideia é recriar a atmosfera dos jantares entre amigos, uma prática que parece tão distante quanto desejada. Em volta da mesa estão a executiva de marketing Daniela Cachich, o publicitário German Carmona, o jornalista Lúcio Ribeiro, e um convidado. No último episódio do Podcast Freestyle, a diretora-geral do Twitter Brasil, Fiamma Zarife, contou sua trajetória até o posto de comando da rede social, a partir do nascimento da filha de 16 anos, quando chegou à maternidade respondendo e-mails de trabalho. Na próxima terça-feira (15), é a vez do cantor e multi-instrumentista Silva sentar-se à mesa (ainda que à distância) e contar como, ao se desapontar com a religião evangélica, foi de músico de apoio gospel à estrela da nova MPB.

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    Spike Lee está de volta (e na hora certa)

    Nem mesmo o isolamento social foi capaz de conter manifestações do movimento negro que varreram as cidades norte-americanas nos últimos dias. "Vidas negras importam" é também a mensagem transmitida pelo cineasta americano Spike Lee em seu novo filme “Destacamento Blood”. Selecionado para estrear no Festival de Cannes, que foi cancelado pela pandemia, o longa chega às telas de casa pela Netflix nesta sexta-feira (12). A história, de quatro veteranos de guerra que retornam ao Vietnã em busca de uma riqueza escondida, vai além da caça ao tesouro. Exibe também a visão de Lee sobre como a guerra afetou a vida dos homens negros, obrigados a lutar por uma causa que não era a sua. O recorte da década de 1970 faz repensar sobre o que se vive hoje, uma especialidade do cineasta.

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    Uma indagação de Graciliano Ramos sobre a dor

    "Dizem que somos pessimistas e exibimos deformações; contudo as deformações e miséria existem fora da arte e são cultivadas pelos que nos censuram." Se os sofrimentos desaparecessem, o que seria da arte? É o que pergunta o autor de "Vidas Secas" ao pintor Candido Portinari, em correspondência de 1946. Na carta, disponível no Correio IMS, acervo online organizado pelo instituto, Graciliano Ramos reflete sobre a produção de obras que observam a miséria, e que espécie de arte surgiria numa paisagem sem deformações. "Desejamos realmente que elas desapareçam ou seremos também uns exploradores, tão perversos como os outros, quando expomos desgraças?", questiona o escritor, angustiado, a seu amigo.

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    O rapper indígena que preserva a cultura nativa

    O rapper Kunumi MC, nome artístico de Werá Jeguaka Mirim, abre o clipe de “Xondaro Ka'aguy Reguá” com uma frase que soa tão solene quanto uma profecia. “Existe uma lenda Guarani muito antiga, contada pelo nossos ancestrais. Ela diz que das águas nascerá um guerreiro que levará o seu povo a uma nova existência”. O vídeo de “Guerreiro da Floresta”, o nome da música de Kunumi em português, coloca o MC como o herói da profecia que busca a nova realidade. Rimada em Guarani, a música é um protesto de resistência e existência dos indígenas brasileiros, pedindo por demarcação de terra e reconhecimento do povo originário do Brasil. Dirigido pela dupla Angry, formada pelos cineastas Bruninho e Gabe Maruyama, o clipe está disponível no YouTube.

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    O retorno da humorista Hannah Gadsby aos palcos

    “Se você está aqui por causa de 'Nanette'… por quê?” Longe de retórica, a pergunta, disparada por Hannah Gadsby já nos primeiros minutos, dá o tom de seu segundo stand-up na Netflix, “Douglas”. "Nanette", o primeiro, foi um sucesso. O que é curioso -- seu humor tem um “sabor peculiar”, traduzindo de forma às vezes incômoda as agruras de não caber em nenhum modelo de normalidade. “Se eu soubesse que o trauma seria tão popular como comédia eu teria planejado melhor meu orçamento. Eu teria ao menos feito uma trilogia.” “Douglas” é uma radiografia do humor stand-up. É “meta”. O que não impede que a misoginia e o patriarcado alimentem as melhores sacadas de Hannah, que ironiza os haters que a acusam de não ser engraçada. Ela é. Quem perseverar, “verá além do espectro”.

    04 de Junho de 2020
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    O protesto musical de Bruno Capinan

    Certas dores deveriam ser globais. Seja ela advinda de algo que ocorreu em Salvador, onde o músico Bruno Capinan nasceu, em Toronto, onde é radicado, ou em Minneapolis, onde George Floyd morreu. “Oitenta”, primeiro single do novo álbum do artista brasileiro, escancara a violência policial e o descaso brasileiro direcionado à população preta. Em uma atmosfera melancólica, Capinan relembra os 80 tiros disparados pela polícia militar que vitimaram o músico Evaldo dos Santos Rosa. “A polícia tá matando lá no Vidigal, a polícia tá matando em Vigário Geral, a polícia tá matando lá em Salvador, a polícia tá matando no interior do Brasil. Matando preto como nunca se viu”, canta. O single será lançado na sexta-feira (5) e o novo álbum de Capinan está previsto para o segundo semestre.

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    A sobrecarga do #FiqueEmCasa para as mulheres

    De acordo com a ONU Mulheres, o trabalho doméstico não remunerado representa de 10% a 39% do PIB dos países. Some isso a uma pandemia e ao fato de mulheres serem as principais responsáveis por todo o trabalho invisível que envolve a vida doméstica (já leu o quadrinho sobre a carga mental?), e é possível entender o tamanho do problema. Esse é o tema da reportagem da jornalista Noelia Ramírez para o El País. No texto, ela demonstra como, durante a quarentena, mulheres estendem suas jornadas madrugada a dentro para ficar em dia com suas tarefas, chegando a altíssimos níveis de esgotamento físico e mental.

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    Sob medida para a pandemia

    A quarentena tem sido um período fértil para pequenas publicações digitais. Entre as novidades está a Queimada, feita exclusivamente para o Instagram, que de forma simples e elegante e com textos diários que não passam de mil caracteres discute o caos político e social dos dias atuais. São fotos, ilustrações e reflexões de mulheres que serão publicados até o fim do isolamento social. Já o MJOURNAL.ONLINE tem foco nos mercados de beleza, moda e comunicação. Buscando ir além da zona de conforto, os textos da última edição exploram temas como transfobia, direitos trabalhistas no mundo da moda e o termo socialwashing, onde marcas realizam atitudes filantrópicas para esconder falcatruas trabalhistas.

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    Debates sobre racismo na ponta do ouvido

    Racializar debates é uma das melhores estratégias para ser antirracista. Foi pensando nisso que o escritor de ficção científica e fantasia afroamericana Ale Santos criou o “Infiltrados no Cast”, que investiga e discute o racismo no Brasil, das políticas que o fortaleceram aos atos de resistência que o enfrentaram. Uma das séries do programa é “Os Maiores Racistas da História Brasileira”, onde Santos contextualiza a obra dos brasileiros que fundamentaram o racismo científico no país. Nomes como Raimundo Nina Rodrigues, João Batista de Lacerda e Monteiro Lobato são temas de episódios que duram entre 30 e 40 minutos. O podcast está disponível no Spotify e na Deezer.

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    Um show verdadeiramente transformador

    Do jeito que as coisas vão, vamos admitir, é bom ter um descanso de vez em quando. A quinta temporada de “Queer Eye” estreia na Netflix nesta sexta-feira (5) para felicidade de todos. Se a sua praia são histórias surpreendentemente emocionantes, transformações bapho e muito bom humor, fique tranquilo porque os Cinco Fabulosos voltaram. Dessa vez, Antoni, Bobby, Jonathan, Karamo e Tan vão para Filadélfia, nos Estados Unidos, e promovem o makeover de um DJ, de uma tosadora de cães e de outras almas perdidas. Prepare seus lenços e vista seu melhor look.

    28 de Maio de 2020
  • Crédito: Bruno Figueiredo/Área de Serviço
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    Emicida em busca de soluções coletivas

    “Você já parou pra pensar que você é parte de um sistema gigante? Um sistema que envolve todos os seres vivos, todos os elementos do planeta, todas as células do seu corpo.” É com essa frase que Emicida começa sua nova empreitada, “AmarElo Prisma”. Inspirado nas reflexões de seu último disco, “AmarElo” (2019), o rapper paulista produz conteúdos multimídia (vídeos, podcasts e posts em redes sociais) de forma colaborativa e os publica durante quatro semanas. Divididos em movimentos, os assuntos englobam os quatro pilares utilizados para compor o álbum de 2019: paz, clareza, compaixão e coragem. No canal do YouTube do músico, o primeiro vídeo do projeto fala sobre saúde física, alimentação e corpo e conta com os depoimentos do rapper Rael, de Dona Jacira, além da coordenadora nacional do MST, Débora Nunes. No podcast, Emicida e seus amigos compartilham histórias que relacionam paz e corpo.

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    Mate a saudade do “Beijinho Doce” de Flora e Donatela

    “A Favorita”, um dos pontos altos da carreira do roteirista João Emanuel Carneiro (“Avenida Brasil”, 2012), está disponível para assinantes do serviço de streaming Globoplay. Um marco para época, a produção ficou conhecida por subverter a fórmula consagrada da simplicidade das novelas e apresentar personagens complexas, que não caiam no estereótipo de mocinha contra vilã. A trama envolvendo Patrícia Pillar e Claudia Raia é a primeira a chegar a plataforma digital da Rede Globo, que entendeu que nada é mais influente que uma boa novela das nove e passa a disponibilizar um título a cada duas semanas. “Dancing Days”, “Guerra dos Sexos”, “Roque Santeiro”, “Vale Tudo”, “Laços de Família” e o “Clone” estão na lista de próximas adições.

  • Crédito: Reprodução
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    Arte brasileira no IMS digital

    Crônicas de Ana Paula Maia, Cidinha da Silva, Geovani Martins e Itamar Vieira Junior; filmes da atriz e diretora Helena Ignez e do cineasta Takumã Kuikuro; vídeos dos artistas Edgar e Leona Vingativa e do fotógrafo Marcelo Rocha; e uma apresentação musical da Família Ernest Dias estão entre os primeiro trabalhos do programa IMS Convida. O Instituto Moreira Salles concebeu o programa como uma forma de dar apoio à prática artística durante a quarentena. Cerca de 60 artistas e coletivos produziram obras inéditas que levaram em conta a pluralidade e a diversidade do Brasil, que serão publicadas diariamente na plataforma. Na lista estão ainda nomes como os rappers Brô MCs, o cartunista Angeli, o cineasta Karim Aïnouz, o fotógrafo Roger Cipó e o coletivo Slam das Minas.

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    Um teatro de sombras lynchiano

    David Lynch se tornou um YouTuber. Em seu canal, onde posta previsões do tempo diárias, lançou o curta de animação “Fire(Pozar)”, escrito, desenhado e dirigido por Lynch em 2015. O filme de dez minutos de duração é fruto da parceria do diretor com o músico polonês Marek Zebrowski e o animador japonês Noriko Miyakawa. Ainda que tentar explicar uma obra de Lynch em algumas linhas seja perda de tempo, aqui vai: árvores, tempestades e criaturas inomináveis tomam a tela na animação em preto e branco, que lembra um teatro de sombras. O curta pode ser visto no YouTube.

  • Crédito: Reprodução
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    Gaga comme il faut, pop

    Lady Gaga adiou o lançamento de seu novo álbum por conta do coronavírus. Mas agora, mais de dois meses depois de isolamento social, ela lança “Chromatica” quase como um paliativo para quem sente saudades de noite e pista. Colorido e extravagante, o álbum conta com os singles “Stupid Love”, a parceria com Ariana Grande “Rain on Me” e a colaboração com a banda de Kpop BLACKPINK “Sour Candy” . Com 16 faixas, o álbum traz ainda uma participação de Elton John e pode ser encontrado nas plataformas de streaming como Deezer e Spotify.

    21 de Maio de 2020
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    O podcast que estuda os brasileiros

    Áudios de WhatsApp, assim como a gambiarra e o brigadeiro, deveriam ser tombados como patrimônio cultural brasileiro. Essa é a ideia do podcast "This Is Brazil", que promete resgatar o país de si mesmo com humor. Partindo sempre de um áudio originado no aplicativo de conversas, o jornalista Pedro Duarte e o produtor de vídeos Nícolas Queiros discutem assuntos variados, mas sempre com uma pegada tipicamente brasileira. O último episódio, "O Terror das Aulas Online ou Quem Pariu Matheus que Balance", fala sobre o estresse que as aulas EAD vem causando nos pais e mães durante a quarentena. O podcast está disponível nas plataformas de streaming musical.

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    Salada musical com MC Duh Black

    O rapper MC Duh Black, de "Gaiola É o Troco", regrava "Saigon", de Emílio Santiago. A canção, cuja letra ressoa como muitos lares em tempos de quarentena ("nosso apartamento um pedaço de Saigon"), é parte do projeto global "Deezer Home Sessions", que convidou artistas pop a misturar estilos e gravar covers de músicas icônicas. As versões podem ser escutadas no Deezer.

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    Um festival de não-ficção

    Yuval Noah Harari, Lilia Moritz Schwarcz, Djamila Ribeiro, Ailton Krenak e Sidarta Ribeiro estarão juntos, a partir desta quinta (21) até o próximo domingo, no festival virtual "Na Janela". Nesta edição, o tema é "literatura de não-ficção". No total, 13 autores publicados pela editora serão entrevistados em seu canal do YouTube. A programação completa está disponível no site da editora. A Amazon também participa do festival com uma página dedicada ao "Na Janela", onde há descontos em mais de cem títulos de não-ficção.

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    Um quadrinho para esquecer, um quadrinho para relembrar

    Amadurecer não é tarefa fácil. E revisitar o processo de amadurecimento tempos depois pode ser tão doloroso quanto enriquecedor. "If Found…" é uma visual novel, uma espécie de quadrinho interativo, com essa premissa. Você é Kasio, uma mulher trans que cresceu em uma pequena vila rural na Irlanda e agora, já adulta, retorna para visitar sua família. O jogo se passa no diário da garota e para que a narrativa continue, é necessário apagar as páginas para relembrar memórias mais antigas. Todo desenhando à mão, o quadrinho apresenta uma história LGBTQI+ madura, tocante e delicada mesmo nos momentos mais pesados. Com legendas em português, "If Found…" está disponível para computadores na Steam e para iOS. O jogo custa R$ 26,89.

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    Uma comunidade hippie inclusiva

    Como um acampamento de férias hippie se transformou em um movimento pelos direitos de pessoas com deficiência? O documentário "Crip Camp: Revolução pela Inclusão" (2020) tem a resposta. Produzido pela família Obama, o filme conta a história do "Camp Jened", um camping americano para pessoas com deficiência. O ambiente liberal e inclusivo do local deu origem a uma geração de jovens politizados que, inspirados na luta por direitos civis americanos, formaram um movimento próprio e conseguiram mudar leis. O filme é uma lembrança que mudanças na sociedade só são conquistadas com muito esforço. Dirigido por Nicole Newnham e Jim Lebrecht, que frequentou a habitação, o documentário está disponível na Netflix.

    14 de Maio de 2020
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    O canto falado do rap cearense

    Esse pode ser o primeiro álbum de estúdio de Rapadura, nome de palco do cearense Francisco Igor Almeida do Santos, mas se engana quem acha que ele é um novato. Com mais de 20 anos de carreira, o músico é um marco do cenário independente e seu novo “Universo do Canto Falado” é a prova de que Xique-Chico, como também é conhecido, é digno de um lugar na primeira fileira do rap nacional. Com rimas rápidas, um flerte entre repente e speedflow, o disco mistura ritmos regionais brasileiros com rock psicodélico e traz o gingado cearense. As 12 canções já podem ser encontradas em plataformas digitais como o Spotify e o Deezer.

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    Uma conversa genial sobre a cultura do nosso tempo

    Brilhantes e improváveis conexões entre produtos culturais e a sociedade são os principais ingredientes do podcast “Still Processing”, produzido pelo New York Times. Apresentado pelos jornalistas da editoria de cultura Jenna Wortham e Wesley Morris, que rapidamente vão parecer seus melhores e mais geniais amigos, o podcast torna-se indispensável já na primeira audição. No último episódio, "Does this Phone Make me Look Human?", eles discutem como a vida (especialmente a cultural) se transferiu para a tela, contam suas experiências com teleconferência e falam sobre a falta que sentem do espaço físico do teatro, do cinema e da casa de show. Revivals de antigas sitcoms e a necessidade de se abrir com outros também estão na pauta. O podcast é em inglês e tem cerca de 30 minutos de duração.

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    Receitas e histórias de uma jornalista de gastronomia

    Se a reclusão trazida pela pandemia o deixou perdido entre panelas, “Comida Cheia de História” (Editora Senac, 2017), da jornalista Patrícia Ferraz pode ajudá-lo. Tudo parece ficar mais gostoso quando há uma história por trás, e é o caso aqui. Patrícia, que foi editora de gastronomia do jornal "O Estado de S. Paulo" por anos reúne, além de receitas, crônicas em que conta como provou cada prato pela primeira vez, o que geralmente envolve casos divertidas de chefs famosos e celebridades em 240 páginas. No que diz respeito às receitas, todas foram testadas e produzidas em sua pequena cozinha, o que traz um incentivo extra ao leitor.

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    Uma peça que você não vai querer que chegue ao Fim

    Uma peça em quatro partes, em que cada uma discute a extinção de algo: das fronteiras, da arte, da nobreza e da história. Baseado em texto do autor argentino Rafael Spregelburd, “Fim” é uma peça brasileira que reflete sobre o papel da arte, do dinheiro e da política. Dirigido por Felipe Hirsch, um dos grandes nomes do novo teatro nacional, o espetáculo está disponível a partir de sexta-feira (15) de maneira digital na plataforma All Arts. O acesso é gratuito e não é necessário nenhum tipo de cadastro.

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    Um festival com duplas improváveis da MPB

    O isolamento social como regra do momento não impede que artistas talentosíssimos se reúnam em shows virtuais. Impossibilitado de trazer a São Paulo um line-up internacional cheio de nomes célebres, o festival Popload promove encontros semanais entre artistas brasileiros a partir desta semana. O “Home Hour Popload Festival” começa nesta quinta-feira, 14, com a cantora Duda Beat e o ator João Vicente de Castro. Já na próxima quinta, 21, cabe a Manu Gavassi e Letrux a missão de alegrar sua quarentena. E para fechar com chave de ouro, dia 28, Emicida e Tulipa Ruiz unem forças. Os shows podem ser assistidos no Facebook e no canal do YouTube do Popload. O festival foi criado como parte de um fundo de apoio para bartenders. Todos os shows acontecem às 19h.

    07 de Maio de 2020
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    O oposto de ‘Black Mirror’

    Charlie Brooker, o criador de “Black Mirror”, disse que daria um tempo na série porque o mundo estava triste e sombrio demais. Isso explica o sucesso da nova ficção científica da Amazon Prime Video “Tales From The Loop”, batizada como a “antiBlack Mirror” pela internet. A antologia opta por explorar a relação entre a humanidade e a tecnologia sob um prisma positivo e esperançoso, talvez o que o mundo mais necessite no presente momento. Cada episódio é baseado em um quadro do pintor sueco Simon Stålenhag. A série já está disponível no serviço de streaming.

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    Um memorial para sair das estatísticas

    A pandemia do novo coronavírus está se tornando cada vez mais crítica no Brasil, com um número de mortes que cresce diariamente. Buscando celebrar a vida das vítimas do COVID-19, o artista Edson Pavoni criou “Inumeráveis”, um memorial às vítimas da pandemia. A coletânea de obituários é feita de maneira colaborativa por escritores e jornalistas integrantes do projeto. As informações e depoimentos sobre as vítimas podem ser mandadas no próprio site, que busca humanizar os números da pandemia. “Estatísticas são necessárias. Mas palavras também”, afirma Pavoni na descrição do projeto.

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    Amasse a massa do pão

    Nenhuma tendência gastronômica é mais forte hoje do que fazer o próprio pão. Presos em casa há mais de um mês, cada lida com o isolamento social de uma maneira. E a panificação oferece muitos elementos aliviadores de estresse: desde requerer concentração, o que tira sua cabeça de outros problemas, até o manuseio da massa, que no caso dos sovados, pode aliviar fisicamente as emoções negativas. Se você ainda não entrou nessa mas está interessado pode tentar uma das receitas mais famosas da estrela da culinária americana Mark Bittman, o “No-Knead Bread”. Outra opção é o site da nutricionista Neide Rigo, onde ela ensina a fazer um pão de levain do zero.

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    Um pouco de magia na pandemia

    Faz quase nove anos que o último filme da saga “Harry Potter” foi lançado, mas o amor dos fãs continua implacável. Pensando nisso, a Wizarding World reuniu (virtualmente, é claro) diversos famosos para ler os capítulos do primeiro romance da série em vídeos e áudios fofíssimos, em inglês. O primeiro capítulo é lido pelo próprio Harry, Daniel Radcliffe. Nomes como Eddie Redmayner, Dakota Fanning e David Beckham vão participar da ação, que pode ser encontrada no site do projeto “Harry Potter at Home” e no Spotify.

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    Um menu aberto de clássicos da era de ouro da TV

    “Não é TV, é HBO”, dizia o anúncio da emissora de TV a cabo mais famosa dos EUA. Pretensiosos? Talvez. Mas se você ficou curioso, é possível tirar a prova na próxima semana. A HBO Brasil disponibilizou o acesso gratuito a algumas de suas minisséries mais premiadas. O épico de guerra “Band Of Brothers”, a série policial “True Detective” e o mistério criminal “The Night Of” estão disponíveis na HBO GO e no site da HBO Brasil até dia 13 de maio. Além das minisséries, também é possível conferir as primeiras temporadas de “Família Soprano”, “Sex and The City” e “Barry”.

    30 de Abril de 2020
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    Os absurdos da quarentena em áudio

    Uma pandemia digna de um livro de Saramago tomou conta do mundo. Ainda é possível falar em absurdos? Para o músico, dramaturgo e escritor Vinicius Calderoni, da banda 5 a Seco, sim. “Que Dia é Hoje?”, novo podcast da Trovão Mídia, estreia na sexta-feira (1), e conta os absurdos e os espantos da quarentena por meio de crônicas ficcionais. Serão dez episódios que contam histórias como a de William Shakespeare cobrando uma quarentena produtiva e uma entrevista coletiva de um personagem central – e inanimado – deste momento. No elenco estão nomes como Gregório Duvivier, Alexandre Nero, Gabriel Leone, Marat Descartes e Caco Ciocler.

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    Um olhar brasileiro sobre a crise dos refugiados

    Um dos grandes problemas do nosso tempo, a crise dos refugiados é discutida por um viés mais humanista. “Aeroporto Central”, novo documentário do cineasta cearense Karim Aïnouz (“Madame Satã” e “A Vida Invisível”), conta a história de pessoas que saíram do Oriente Médio e acabaram habitando um antigo aeroporto nazista, hoje um asilo para milhares de refugiados. O filme ganhou o prêmio da Anistia Internacional da Mostra Panorama, no 68º Festival de Berlim, e está disponível em diversas plataformas digitais.

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    50 filmes franceses premiados em streaming

    Godard, Truffaut ou Rohmer? E qual seu filme francês favorito? Se você não sabe o que responder quando esse papo começa (ou, ainda, se é a pessoa que puxa esse tipo de papo), o “Festival Varilux Em Casa” é feito para você. Após o cancelamento da edição de 2020, o Festival Varilux optou por disponibilizar o acervo de filmes exibidos nas últimas edições de forma gratuita. São 50 títulos que vão da mais boba comédia, como “A Última Loucura de Claire Darling”, a thrillers, como “Branca Como a Neve”. Para assistir aos filmes, é preciso acessar o site e se cadastrar.

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    Beyoncé e Megan Thee Stallion são Selvagens

    Descrever uma mulher como Megan Thee Stallion é uma tarefa difícil. Felizmente, ela já o fez de maneira brilhante. Autoproclamada "Mona Lisa da quebrada", a rapper lançou seu primeiro álbum em 2020 e viralizou no TikTok com seu hit “Savage”. Agora, ela se junta a ninguém mais, ninguém menos que Beyoncé por uma causa nobre. Queen Bey e Megan lançaram um remix da já clássica “Savage”, dessa vez com vocais de Beyoncé, e os lucros serão revertidos para uma organização que combate o coronavírus em Houston, cidade natal das duas cantoras.

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    21 anos depois, Jerry Seinfeld

    A linha de baixo que abre blocos dos episódios de “Seinfeld” mantém ecos da febre que foi a série décadas depois. Mas, antes de “Seinfeld”, sitcom sobre o nada, que tornou-se ícone da cultura americana, havia Jerry. O comediante nova-iorquino de stand-up está de volta, e dessa vez com material inédito para um especial da Netflix. “23 Hours To Kill” é seu retorno aos palcos após 21 anos. De mensagens de texto a restaurantes ruins, tudo vira piada para um dos mais influentes comediantes americanos de todos os tempos. O especial estreia nesta terça-feira (5) na Netflix.

    23 de Abril de 2020
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    Uma reflexão sobre o amanhã

    A pandemia do coronavírus pôs em cheque todas as nossas certezas. É difícil pensar no amanhã quando o hoje parece não findar. Em "O Amanhã Não Está à Venda", Ailton Krenak, uma das mais importantes lideranças indígenas do Brasil, reflete sobre o relacionamento entre a humanidade e a natureza, advocando por uma convivência mais harmônica. Krenak questiona o desejo pela volta a uma suposta normalidade, quando a verdadeira reflexão deveria ser sobre uma nova realidade mais justa e igual. A versão digital está disponível de forma gratuita na Amazon.

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    Amor atemporal no Globoplay

    Algumas histórias são atemporais. Troque telefones fixos por smartphones e pronto, e a narrativa é tão atual quanto um novo aplicativo de celular. “Todas as Mulheres do Mundo”, nova série do Globoplay, é a prova de que algumas obras merecem uma releitura. Baseada no homônimo filme de 1966, de Domingos de Oliveira, a série aposta no humor para falar sobre temas como vida, amor e morte. Acompanhamos Paulo, interpretado por Emilio Dantas, e cada episódio nos mostra um novo caso de amor na vida do arquiteto. Sophie Charlotte, Matheus Nachtergaele e Lilia Cabral completam o elenco da série, que está disponível no aplicativo da Globo.

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    Para Criolo e Milton, existe amor em SP

    Quando o rapper Criolo fez sua própria versão de “Cálice”, de Chico Buarque, ele chamou atenção de grandes nomes da MPB. Um deles foi Milton Nascimento. A amizade já gerou uma turnê e, para combater o COVID-19, os amigos vão se juntar mais uma vez. “Existe Amor” é o nome do novo projeto dos dois, que conta com um álbum com lançamento programado para maio e um fundo solidário para a população vulnerável durante a pandemia. O projeto ganhou sua primeira música e clipe na madrugada de sexta-feira (24), uma nova versão de "Não Existe Amor em SP" disponível no canal do YouTube do Criolo.

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    A Última Dança de Michael Jordan

    Se compararmos o lendário jogador de basquete americano Michael Jordan a passos de dança, ele provavelmente seria uma mistura da coreografia de "O Lago do Cisnes" com o Moonwalk, de Michael Jackson. A classe do jogador e a revolução causada dentro da quadra estão presente no novo documentário da Netflix “The Last Dance”, ou “Arremesso Final” em português. A última temporada do Dream Tream de Chicago (1997-98) é esmiuçada aos detalhes em dez episódios com imagens e entrevistas inéditas. Até os ex-presidentes dos EUA Barack Obama e Bill Clinton dão as caras no documentário já considerado definitivo sobre o maior jogador de basquete de todos os tempos.

    16 de Abril de 2020
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    Um herói brasileiro na Netflix

    De Pablo Escobar a Capitão Nascimento, já era a hora de Wagner Moura assumir um papel de paz. Tido como um projeto pessoal pelo ator, “Sérgio” chega à Netflix nessa sexta-feira, 17. O filme, que conta também com a mais nova bond girl, Ana de Armas, conta a história de Sérgio Vieira de Mello, alto-comissário da ONU morto em um atentado terrorista em Bagdá. A cinebiografia mostra a vida e as lutas do brasileiro que era cotado para assumir a cadeira principal da organização. É também a estreia na ficção do documentarista Greg Barker, responsável pelo documentário “The Final Year”.

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    Ficção científica digna das telonas

    Oscar Isaac, Zendaya, Timothée Chalamet e Jason Momoa. Quando pensamos em ficção científica, esses não são os primeiros nomes que vem à mente. Entretanto, serão eles que darão vida às personagens de “Duna”, a nova versão cinematográfica do clássico livro de Frank Herbert. As primeiras imagens do filme acabaram de ser divulgadas e seguem a história de um jovem nobre responsável pela proteção do recurso natural mais valioso da galáxia. Envolto em mistério, o romance de 1965 é o livro mais vendido de ficção científica da história e já rendeu um filme dirigido por David Lynch.

    09 de Abril de 2020
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    Em tempos estranhos, uma série de TV estranha

    De Monty Python à "The Office", a comédia britânica sempre foi considerada uma das mais influentes do mundo. Suas produções podem não ser as mais populares em termos de audiência, mas pode ter certeza que os showrunners que escrevem as maiores sitcoms americanas amam as séries cult britânicas. É o caso da estranhíssima e hilária Peep Show, que vem se tornando uma das séries mais populares da quarentena dos britânicos. Seguindo a vida de dois amigos esquisitos, a comédia adota uma linguagem particular, com câmeras em ponto de vista e monólogos interiores. O humor negro da série é definido por um dos criadores como "a persistência teimosa do sofrimento humano". São apenas 54 episódios, cada um de 20 minutos, todos disponíveis na Netflix.

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    O espaço no dia em que você nasceu

    “Leve-me até a lua e deixe-me brincar entre as estrelas”, cantou Frank Sinatra. O pedido do Sr. Sinatra é complicado de se realizar, mas hoje a Nasa tenta dar um jeito. Para comemorar os 30 anos do telescópio Hubble, a organização americana lançou o site “O que o Hubble viu no seu aniversário?”. É só colocar sua data de nascimento no site e a imagem do que o Hubble viu no dia do seu nascimento será mostrada na tela. Com 30 anos de material, a Nasa garante que ninguém ficará de mãos vazias.

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    Filarmônica de Berlim a domicílio

    O mundo da música pode estar parado por tempo indeterminado, mas isso não vai impedi-lo de ter acesso aos melhores concertos da Alemanha no conforto de seu sofá. A casa de orquestra Filarmônica de Berlim disponibilizou, de graça, seu acervo de apresentações gravadas no local. Com mais de dez anos de acervo, o serviço de streaming Digital Concert Hall está aberto para todo o público. Gratuito por 30 dias, a plataforma ainda oferece documentários e entrevistas exclusivas com os maiores nomes da casa.

    02 de Abril de 2020
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    Penso, logo existo

    Se a quarentena nos deu tempo para algo, foi para pensar. E com isso em mente o “Os Pensadores”, curso que originou a Casa do Saber, retorna após mais de trinta edições para resumir o que os grandes filósofos disseram e pensaram em mais de dois mil anos de história. De Platão a Freud, passando por Hegel, Descartes e Merleau-Ponty, o curso é uma porta de entrada acessível, mas profunda, sobre o pensamento filosófico. Os encontros são onlines e acontecem toda quinta-feira, das 20h às 22h. As aulas começam no dia 2 de abril.

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    Autor de ‘Sapiens’ defende união contra pandemias

    Yuval Noah Harari, considerado por muitos o “guru do século XXI”, explica como a postura anti-ciência e anti-globalização de alguns governos facilitou o aumento da pandemia do COVID-19 e faz uma defesa sobre como a união dos povos pode ser eficaz no combate a pandemias e outros males. Originalmente um artigo para revista Time, “Na batalha contra o coronavírus, faltam líderes à humanidade” tem apenas 26 páginas, foi traduzido pela Companhia das Letras e está disponível gratuitamente na Amazon.

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    Quem tem Baco vai à rima

    Vinho, saúde mental e muito sexo. Pode parecer a descrição do deus romano Baco, mas são apenas os temas cantados por Baco Exu do Blues. Isso pode já ter virado meme na internet, mas o rapper baiano surfa no ódio das redes sociais e está de volta com seu novo EP “Não Tem Bacanal na Quarentena”. O terceiro álbum de Baco, “Bacanal”, estava previsto para este ano, mas o artista o adiou por conta da pandemia. Ainda com vontade de criar, juntou-se a alguns amigos e em três dias deu vida a nove músicas que formam o EP. Há referências à COVID-19, a panelaços contra Bolsonaro e até a Babu Santana, ator e participante do "Big Brother Brasil".

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    Em festival LGBTQ+, o alfabeto se diverte

    A pandemia do COVID-19 não poupa ninguém, mas minorias são particularmente mais vulneráveis. Foi pensando nisso, e na necessidade de nos distrairmos enquanto confinados, que o coletivo sociocultural MARSHA! está organizando o Festival MARSHA! ENTRA NA SALA, uma celebração da comunidade LGBTQ+. O evento ocorre nos dia 4 e 5 de abril e conta com nomes como Mel Gonçalves, Linn da Quebrada e Liniker em mais de 20 horas de programação no YouTube e no Instagram. A festa é gratuita, mas é possível ajudar com os custos através de um financiamento coletivo cuja renda será redistribuída para as artistas do festival, assim como cestas básicas angariadas, que vão para pessoas LGBT carentes.

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    Para viagem, por favor

    Pedir comida por aplicativos tem sido uma maneira de apoiar restaurantes, um dos setores afetados pelo distanciamento social provocado pelo coronavírus. Mas e quanto aos restaurantes que não estão no iFood ou no Uber Eats? O site Não Deixe Fechar a Conta apresenta uma resposta para a pergunta. Sem fins lucrativos, a plataforma reúne restaurantes pequenos de todo o Brasil, separando-os por cidade. O site busca reconectar clientes com seus restaurantes favoritos, assim como garantir a existência dos estabelecimentos dos que ainda querem visitar no futuro pós-quarentena.

    29 de Março de 2020
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    Contra fake news, cinema verdade

    No momento em que o perigo das fake news pode custar vidas e que se vive o distanciamento social como regra, o Festival É Tudo Verdade resolve não adiar sua realização totalmente (alguns filmes serão projetados em setembro) e disponibiliza 31 documentários em streaming. O diretor e fundador do festival, Almir Labaki, diz inclusive que, no ano em que comemora a 25ª edição, num contexto de desinformação, nunca se fizeram tão necessários documentários de qualidade. Ao todo, são 64 horas de cinema que incluem títulos clássicos premiados em outras edições como ‘A Pessoa É Para o Que Nasce’, de Roberto Berliner; ‘Nós Que Aqui Estamos, Por Vós Esperamos’, de Marcelo Masagão; ‘A Negação do Brasil’, de Joel Zito Araújo; e ‘Rocha que Voa’, de Eryk Rocha. Há ainda uma homenagem a Zé do Caixão e um programa com títulos apenas de diretoras, como Renata Druck, Helena Solberg e Veronique Ballot.

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    Uma rede social de dar inveja a Marina Abramovic

    Um minuto de silêncio. Olho no olho de um completo desconhecido. Sem qualquer tipo de comunicação, apenas uma conexão honesta pelo olhar. A descrição pode até lembrar uma intervenção artística de Marina Abramovic, mas é a proposta do site Human Online. A plataforma é um espaço para se conectar com as pessoas ao redor do mundo e durante um minuto, compartilhar a simplicidade do existir com um estranho. Sem conversas ou pensamentos, apenas o momento.

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    Delivery de Ópera

    Já pensou conseguir assentos incríveis para assistir a Rossini, Verdi e Bizet em montagens da Metropolitan Opera, uma das mais renomadas do ramo? Bem, você já conseguiu. O assento é seu sofá, basta apenas que acesse esse link disponibilizado no site do MET Opera. Na programação do Nightly Met Opera Stream, há um clássico por noite. As obras ficam disponíveis por 23 horas e fazem parte do longo acervo de mais de 14 anos de gravações da companhia. A programação está disponível no site e inclui até peças contemporâneas como 'Nixon in China', composto e regido por John Adams.

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    Um sopro de teatro na sua casa

    Programada para ser encenada em São Paulo na última Mostra Internacional de Teatro (MIT-SP), mas cancelada às vésperas da apresentação pelas orientações de distanciamento social, a peça ‘Sopro’, do premiado dramaturgo português Thiago Rodrigues, está disponível na sala online do teatro lisboeta D. Maria II. O texto revisita clássicos da dramaturgia e versa sobre os bastidores das produções, homenageando a figura oculta do ponto, profissional que sopra falas e marcações no ouvido dos atores. Na peça, essa guardiã do texto contracena com cinco atores e diversos fantasmas.

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    Se depender dela, você não vai passar fome

    Gênia da cozinha prática e criadora do site Panelinha, Rita Lobo preparou um compilado de receitas, listas de compras, orientações para higienizar e congelar alimentos e vídeos para os dias de distanciamento social. Ela tem feito lives direto da cozinha de casa, de onde ensina pratos e bota a família para cozinhar com ela - o marido Ilan Kow aprendeu ao vivo a preparar feijão. Na última semana, até o humorista Fábio Porchat, que não frita um ovo, dividiu a tela com Rita e se aventurou a preparar uma omelete com a esposa Nataly. Há ainda um vídeo didático de como fazer pão chato com fermento biológico (de bolo) em poucos minutos.