Achamos que vale — Gama Revista

Achamos que vale

O que há de bom por aí, nas artes e na vida
    21 de Maio de 2020
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    O podcast que estuda os brasileiros

    Áudios de WhatsApp, assim como a gambiarra e o brigadeiro, deveriam ser tombados como patrimônio cultural brasileiro. Essa é a ideia do podcast "This Is Brazil", que promete resgatar o país de si mesmo com humor. Partindo sempre de um áudio originado no aplicativo de conversas, o jornalista Pedro Duarte e o produtor de vídeos Nícolas Queiros discutem assuntos variados, mas sempre com uma pegada tipicamente brasileira. O último episódio, "O Terror das Aulas Online ou Quem Pariu Matheus que Balance", fala sobre o estresse que as aulas EAD vem causando nos pais e mães durante a quarentena. O podcast está disponível nas plataformas de streaming musical.

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    Salada musical com MC Duh Black

    O rapper MC Duh Black, de "Gaiola É o Troco", regrava "Saigon", de Emílio Santiago. A canção, cuja letra ressoa como muitos lares em tempos de quarentena ("nosso apartamento um pedaço de Saigon"), é parte do projeto global "Deezer Home Sessions", que convidou artistas pop a misturar estilos e gravar covers de músicas icônicas. As versões podem ser escutadas no Deezer.

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    Um festival de não-ficção

    Yuval Noah Harari, Lilia Moritz Schwarcz, Djamila Ribeiro, Ailton Krenak e Sidarta Ribeiro estarão juntos, a partir desta quinta (21) até o próximo domingo, no festival virtual "Na Janela". Nesta edição, o tema é "literatura de não-ficção". No total, 13 autores publicados pela editora serão entrevistados em seu canal do YouTube. A programação completa está disponível no site da editora. A Amazon também participa do festival com uma página dedicada ao "Na Janela", onde há descontos em mais de cem títulos de não-ficção.

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    Um quadrinho para esquecer, um quadrinho para relembrar

    Amadurecer não é tarefa fácil. E revisitar o processo de amadurecimento tempos depois pode ser tão doloroso quanto enriquecedor. "If Found…" é uma visual novel, uma espécie de quadrinho interativo, com essa premissa. Você é Kasio, uma mulher trans que cresceu em uma pequena vila rural na Irlanda e agora, já adulta, retorna para visitar sua família. O jogo se passa no diário da garota e para que a narrativa continue, é necessário apagar as páginas para relembrar memórias mais antigas. Todo desenhando à mão, o quadrinho apresenta uma história LGBTQI+ madura, tocante e delicada mesmo nos momentos mais pesados. Com legendas em português, "If Found…" está disponível para computadores na Steam e para iOS. O jogo custa R$ 26,89.

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    Uma comunidade hippie inclusiva

    Como um acampamento de férias hippie se transformou em um movimento pelos direitos de pessoas com deficiência? O documentário "Crip Camp: Revolução pela Inclusão" (2020) tem a resposta. Produzido pela família Obama, o filme conta a história do "Camp Jened", um camping americano para pessoas com deficiência. O ambiente liberal e inclusivo do local deu origem a uma geração de jovens politizados que, inspirados na luta por direitos civis americanos, formaram um movimento próprio e conseguiram mudar leis. O filme é uma lembrança que mudanças na sociedade só são conquistadas com muito esforço. Dirigido por Nicole Newnham e Jim Lebrecht, que frequentou a habitação, o documentário está disponível na Netflix.

    14 de Maio de 2020
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    O canto falado do rap cearense

    Esse pode ser o primeiro álbum de estúdio de Rapadura, nome de palco do cearense Francisco Igor Almeida do Santos, mas se engana quem acha que ele é um novato. Com mais de 20 anos de carreira, o músico é um marco do cenário independente e seu novo “Universo do Canto Falado” é a prova de que Xique-Chico, como também é conhecido, é digno de um lugar na primeira fileira do rap nacional. Com rimas rápidas, um flerte entre repente e speedflow, o disco mistura ritmos regionais brasileiros com rock psicodélico e traz o gingado cearense. As 12 canções já podem ser encontradas em plataformas digitais como o Spotify e o Deezer.

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    Uma conversa genial sobre a cultura do nosso tempo

    Brilhantes e improváveis conexões entre produtos culturais e a sociedade são os principais ingredientes do podcast “Still Processing”, produzido pelo New York Times. Apresentado pelos jornalistas da editoria de cultura Jenna Wortham e Wesley Morris, que rapidamente vão parecer seus melhores e mais geniais amigos, o podcast torna-se indispensável já na primeira audição. No último episódio, "Does this Phone Make me Look Human?", eles discutem como a vida (especialmente a cultural) se transferiu para a tela, contam suas experiências com teleconferência e falam sobre a falta que sentem do espaço físico do teatro, do cinema e da casa de show. Revivals de antigas sitcoms e a necessidade de se abrir com outros também estão na pauta. O podcast é em inglês e tem cerca de 30 minutos de duração.

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    Receitas e histórias de uma jornalista de gastronomia

    Se a reclusão trazida pela pandemia o deixou perdido entre panelas, “Comida Cheia de História” (Editora Senac, 2017), da jornalista Patrícia Ferraz pode ajudá-lo. Tudo parece ficar mais gostoso quando há uma história por trás, e é o caso aqui. Patrícia, que foi editora de gastronomia do jornal "O Estado de S. Paulo" por anos reúne, além de receitas, crônicas em que conta como provou cada prato pela primeira vez, o que geralmente envolve casos divertidas de chefs famosos e celebridades em 240 páginas. No que diz respeito às receitas, todas foram testadas e produzidas em sua pequena cozinha, o que traz um incentivo extra ao leitor.

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    Uma peça que você não vai querer que chegue ao Fim

    Uma peça em quatro partes, em que cada uma discute a extinção de algo: das fronteiras, da arte, da nobreza e da história. Baseado em texto do autor argentino Rafael Spregelburd, “Fim” é uma peça brasileira que reflete sobre o papel da arte, do dinheiro e da política. Dirigido por Felipe Hirsch, um dos grandes nomes do novo teatro nacional, o espetáculo está disponível a partir de sexta-feira (15) de maneira digital na plataforma All Arts. O acesso é gratuito e não é necessário nenhum tipo de cadastro.

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    Um festival com duplas improváveis da MPB

    O isolamento social como regra do momento não impede que artistas talentosíssimos se reúnam em shows virtuais. Impossibilitado de trazer a São Paulo um line-up internacional cheio de nomes célebres, o festival Popload promove encontros semanais entre artistas brasileiros a partir desta semana. O “Home Hour Popload Festival” começa nesta quinta-feira, 14, com a cantora Duda Beat e o ator João Vicente de Castro. Já na próxima quinta, 21, cabe a Manu Gavassi e Letrux a missão de alegrar sua quarentena. E para fechar com chave de ouro, dia 28, Emicida e Tulipa Ruiz unem forças. Os shows podem ser assistidos no Facebook e no canal do YouTube do Popload. O festival foi criado como parte de um fundo de apoio para bartenders. Todos os shows acontecem às 19h.