Achamos que vale — Gama Revista

Achamos que vale

O que há de bom por aí, nas artes e na vida
    30 de Julho de 2020
  • Ouvir |
    Conversas sinceras com Michelle Obama

    Depois de se tornar uma rockstar das autobiografias com o best-seller “Minha História” (Objetiva, 2018), que chegou a dez milhões de cópias, a ex-primeira-dama dos Estados Unidos lançou nesta semana seu primeiro podcast, disponível no Spotify – e tudo indica que também será muito bem-sucedido. Nesta primeira temporada, ela conversa com pessoas próximas, como a mãe, o irmão, amigos e, claro, o marido, o ex-presidente Barack Obama, com quem compartilha o microfone no episódio de estreia. A proposta da série é discutir os relacionamentos que nos tornam quem somos, das viagens internas de cada um aos desafios que surgem na formação de comunidades – ou na construção de um país: "Às vezes, esse relacionamento pode ser uma fonte de satisfação, significado ou alegria. Outras vezes, pode provocar perguntas para as quais não temos resposta. O que realmente estamos falando é do nosso lugar neste mundo. Como nos sentimos sobre isso e o que podemos fazer com o poder que temos", diz no primeiro episódio.

  • Ler |
    A vida e obra de Hélio Oiticica

    Inovador da linguagem, ícone da contracultura, pioneiro em instalações que dissolvem a fronteira entre obra e espectador – este era Hélio Oiticica. Mas talvez o que melhor defina o artista carioca é a multiplicidade: de experiências, tentativas e sentidos. Reconhecido internacionalmente, ampliou o horizonte da arte brasileira, ao beber da literatura e da filosofia para criar suas obras – um dos poucos brasileiros que faziam isso à época –, e investir em estéticas que excitam múltiplos sentidos sensoriais. Neste ano, aniversário de 40 anos da morte do artista, o Nexo produziu um especial sobre sua trajetória e principais trabalhos.

  • Assistir |
    Remédio audiovisual para a carentena

    Normal People é lenta. E clean. Ao mesmo tempo, é agridoce e profundamente sexy. A adaptação do livro de Sally Rooney, em menos de duas semanas desde sua estreia no Brasil, já foi receitada como remédio para os mais solitários (vide a Antologia Profética de Fernando Luna), ao trazer cenas de sexo inspiradas e inspiradoras e oportunidades iguais de nudez. Estrelada por Daisy Edgar-Jones e Paul Mescal, conta as idas e vindas do jovem casal irlandês Marianne e Connel, ela pobre menina rica, ele filho da amorosa faxineira da família dela. Ele, popular na escola; ela, nerd esquisitona; os dois, inteligentíssimos e lindos, pegam fogo juntos. A primeira temporada, de 12 episódios de 30 minutos, está disponível na plataforma Starz.

  • Assistir |
    As artimanhas do gênero literário mais brasileiro de todos

    Uma crônica é uma boa conversa que pode rodar o mundo, visitar a política, versar sobre o cotidiano, voltar-se para o íntimo, às vezes tudo isso em um mesmo texto, sem perder o fio da meada. Autor de poemas, contos e crônicas (e dessa investigação sobre o bairro da Liberdade), Fabrício Corsaletti dá o curso Artes e Artimanhas da Crônica, pelo Zoom da Escrevedeira em quatro aulas de 13 de agosto a 3 de setembro. Segundo ele, o programa inclui aulas expositivas, com uma linha do tempo da crônica, desde seu surgimento no século 19 até os contemporâneos, e comentários dos textos produzidos por alunos. No programa, estão autores desde Machado de Assis, passando pelos mestres modernos – especialmente Rubem Braga e Nelson Rodrigues –, até chegar nos contemporâneos, como Tati Bernardi, Antonio Prata e Ricardo Terto. Corsaletti traça ainda paralelos entre o gênero e outros como a poesia, o conto e o ensaio. As inscrições estão abertas e o curso custa R$ 330.

  • Ouvir |
    O novo (e espontâneo) disco de Seu Jorge e Rogê

    É preciso muito talento para gravar um disco ao vivo (numa tacada só) e sem pós-produção. Essa foi a aposta de Seu Jorge e Rogê com "Night Dreamer Direct-to-Disc", álbum riscado direto no vinil e lançado sem nenhum tratamento posterior de som. Já disponível nas plataformas digitais, foi produzido na Holanda no início do ano em apenas quatro dias. O resultado é singelo, como uma espécie de metáfora para a amizade de mais de 30 anos dos dois compositores, grandes representantes de sua geração na música brasileira – há intimismo e beleza, mas também imperfeições. E não faltam símbolos de uma brasilidade com referências ancestrais comuns aos dois artistas: a canção "Meu Brasil", por exemplo, celebra nomes como João Gilberto, Zumbi dos Palmares, Dona Ivone Lara e Marielle Franco. Outras grandes figuras, entre elas Gilberto Gil, Caetano Veloso e Marisa Monte, também fazem companhia a Seu Jorge e Rogê no recém-lançado clipe de "Pra você meu amigo", uma das faixas do disco. O vídeo foi produzido com recursos realidade virtual para unir os dois parceiros que estão passando a quarentena em países diferentes.

    23 de Julho de 2020
  • Ouvir |
    Um curso de mitologia grega no seu headphone

    Os deuses gregos eram parecidos com os humanos, porém cerca de 60 cm mais altos e muito, muito mais belos. Não eram maus, pérfidos, mas ai de quem pisasse em seus calos ou ousasse se comparar com eles. Curiosidades como essas estão no podcast Noites Gregas, do professor gaúcho Cláudio Moreno, que a cada 15 dias reconta, de forma clara e saborosa, histórias da mitologia clássica extraídas de autores como Homero, Ovídio, Heródoto e Plutarco. Vale como exercício intelectual, mas também hedonista, afinal é fácil mergulhar em narrativas tão prazerosas. Também está disponível no Spotify.

  • Assistir |
    O que muda quando mais mulheres ocupam a política?

    É o que tenta responder a recém-lançada série "Eleitas", sobre o imaginário de mulheres latino-americanas em cargos eletivos. Os episódios, disponíveis no Youtube, foram desenvolvidos com base em um estudo feito pelo Instituto Update, lançado simultaneamente à série, que mapeia a atuação de mais de 90 mulheres eleitas em seis países da América Latina. Nas entrevistas, elas falam sobre a própria trajetória, os novos desafios que encontram e o futuro horizonte do debate político.

  • Ler |
    Conhecendo melhor seu analista

    Uma das consequências da pandemia, as sessões de terapia e psicanálise virtuais levantaram uma questão: o quanto da vida pessoal do terapeuta deve ser revelado ao paciente? Entre freudianos e analistas comportamentais, há quem acredite que o terapeuta deva se colocar como uma página em branco, e há quem creia que deva ser considerado gente como a gente. Sem que haja um consenso do caminho a ser seguido, uma terapeuta e professora da Universidade de Michigan analisa os perigos e oportunidades da teleterapia, e conta um pouco do que pensa sobre o assunto em artigo publicado pelo Nexo.

  • Assistir |
    Food porn latino-americano

    Dos criadores de “Chef’s Table”, “Street Food: América Latina” segue o sucesso da primeira temporada, que foca no continente asiático. O programa explora a comida de rua de seis cidades latinas: Buenos Aires, Salvador, Oaxaca, Lima, Bogotá e La Paz. Em uma época em que viagens internacionais parecem cada vez mais distantes, “Street Food” dá uma chance de se deliciar, mesmo que apenas visualmente, com pratos incríveis e de mergulhar na rica cultura e tradição culinária latino-americana.

  • Ir |
    Veja o cinema nacional do carro

    Com a pandemia ressuscitando os clássicos cinemas drive-in, as produções brasileiras também revivem. Essa é a promessa do Drive-in Paradiso, que leva grandes filmes brasileiros gratuitamente ao estacionamento da Assembleia Legislativa no Ibirapuera, em São Paulo. A escolha da programação, que passa por títulos como "Bacurau" (2019), "Central do Brasil" (1998) e "De Pernas pro Ar 3" (2019), é da atriz e cineasta Marina Person, com cocuradoria de Rayanne Layssa para a faixa #vidasnegrasimportam — dedicada a filmes de diretores negros, como o premiado "Café com Canela" (2017), de Glenda Nicácio e Ary Rosa.

    16 de Julho de 2020
  • Ler |
    29 contos sobre o mundo hoje

    Um grupo de pessoas se junta para, em meio a uma pandemia, contar histórias e fugir dos horrores de uma nova praga. A premissa de “Decamerão”, clássico italiano de Giovanni Boccaccio, serviu como ponto de partida para o novo projeto do New York Times, “Decameron Project”. Inspirados no livro do século XIV, o jornal americano produziu uma coletânea de contos baseados na situação atual do planeta. Ao todo, são 29 textos escritos por grandes nomes da literatura como Margaret Atwood, David Mitchell, Tommy Orange e Mia Couto, além de novos ficcionistas como Julián Fuks. Abordando temas como medo, perda, gentileza e humor, o projeto busca explorar experiências capazes de nos unir em tempos tão difíceis.

  • Ler |
    Registros fotográficos de um médico

    Junto à responsabilidade de ser um dos profissionais de saúde em ação no combate ao novo coronavírus no Rio de Janeiro, o cirurgião Ary Bassous carrega também um talento artístico: fotógrafo premiado nacional e internacionalmente, ele aproveita as lacunas de sua escala para registrar a rotina pandêmica dos dois hospitais onde trabalha. Além das fotos emocionantes que revelam o dia a dia de quem está na linha de frente contra a Covid-19, esta reportagem da National Geographic Brasil conta a história de Bassous e de outros profissionais de saúde que foram infectados pelo vírus.

  • Ouvir |
    Studio 54 em 2020

    Sabe festa boa, que dá vontade de ficar até a última nota musical ser emitida pela caixa de som ou até o primeiro raio de sol sair? O novo álbum da inglesa Jessie Ware, “What’s Your Pleasure” é capaz de levar a essa pista perfeita, ainda que neste momento ela não exista. Com um clima superdisco, faz viajar no tempo: ao ouvir a faixa que dá nome ao disco, teletransporta-se à 1979 de “Born to be Alive”, de Patrick Hernandez, mas com mais classe. A seguinte, “Ooh La La”, mistura o baixo disco com o sintetizador do início dos anos 1980. Incríveis vocais, ecos de Madonna aqui, de dance italiano ali, e um monte de citações de outros marcos da história do pop estão ali – é um prato cheíssimo e delicioso para caçadores de referências. A crítica pirou, é possível que aconteça o mesmo com você.

  • Assistir |
    Catástrofe suave para maratonar

    Não se trata de um lançamento, mas de um bálsamo para quem não aguenta mais pensar nas questões de saúde pública e mental em que estamos submersos. “Sem Compromisso” (2015-2019) parte de uma premissa banal, lida e assistida à exaustão – mulher engravida de quase desconhecido – com pequenos detalhes que alteram o curso da história: eles têm mais de 40 anos, decidem ter o bebê e, mais que isso, casar-se. A história se passa em Londres e Sharon Horgan e Rob Delaney interpretam os protagonistas e dividem os créditos de criação da série. Vale a pena pelas risadas mas também pelas pequenas reflexões sobre parentalidade real que a série discretamente apresenta ao longo de seus 24 episódios. Está disponível na Globoplay.

  • Ir |
    Dê umas voltas de carro pelo mundo

    E mais, ouça as rádios locais. Tá, essas voltas de carro não são exatamente literais, mas no site Drive and Listen você consegue simular um passeio por cidades como Amsterdã, Berlin, Budapeste, Seul, São Petersburgo e Tóquio. A lista inclui mais de 50 metrópoles ao redor do globo e há a possibilidade de dobrar a velocidade do carro e de baixar o vidro para ouvir o som das ruas. Para quem está quarentenado em casa há meses não deixa de ser uma maneira (estranha, porém divertida) de ver o mundo.

    09 de Julho de 2020
  • Ler |
    Ensaios para um país pandêmico

    Uma edição especial de quarentena da revista serrote, publicação do Instituto Moreira Salles, traz reflexões sobre o momento de exceção que se vive no Brasil em meio à pandemia de Covid-19 — são seis textos inéditos sobre os impactos políticos e sociais desse momento, além de três ensaios visuais. A edição conta, ainda, com a tradução de “O vínculo da vergonha”, clássico do historiador italiano Carlo Ginzburg que fala diretamente ao Brasil de hoje. É possível fazer o download gratuito da publicação, e o canal do Youtube do IMS transmite uma conversa com autores da revista no dia 15 de julho às 17h.

  • Ouvir |
    A surpreendente carreira musical de Dalai Lama

    Ansioso? Cansado da conjuntura política? Vontade de jogar tudo pro ar? O Dalai Lama pode te ajudar a desestressar. Em comemoração ao seu aniversário de 85 anos, o líder espiritual do Tibete lançou um álbum de mantras chamado “Inner World”. Com 11 faixas, o disco conta com orações, mantras em uma pegada new age que promete acalmar até a mais ansiosa das almas. Disponível em plataformas de streaming musical e no YouTube, “Inner World” marca a estreia surpreendente de Dalai Lama no mundo da música. 

  • Assistir |
    Filosofia com Marcia Tiburi

    Para entreter os curiosos de plantão ou os grandes amantes de filosofia, a escritora, artista e professora Marcia Tiburi transformou seu perfil no Instagram em sala de aula remota. No dia 3 de julho, em um encontro virtual de meia hora de duração, Tiburi estreou seu pequeno curso de filosofia online e apresentou pontos iniciais sobre o tema. Nas próximas microaulas, que vão acontecer todas as sextas-feiras, a filósofa retoma a exposição de conceitos e teorias de pensadores a partir das dúvidas, angústias e sugestões de seus seguidores.

  • Ler |
    O melhor cookie do mundo

    Esqueça a saudade dos cookies que você pedia no seu café preferido antes da pandemia. Esta receita do premiado site americano Food52 é imbatível: fácil, barata, gostosa e pode ser feita no conforto e na segurança de casa. Os biscoitos ficam gordinhos e crocantes ao mesmo tempo, e dá para variar o sabor das gotas de chocolate — ao leite, amargo, branco… vai do gosto do cozinheiro. Só é preciso prestar bastante atenção aos detalhes do passo a passo que fazem a receita dar certo, como a temperatura da manteiga (tem que ser gelada!) e o tamanho das bolinhas que vão para o forno.

  • Assistir |
    Um filme sobre o preço da fama

    Uma estrela mirim que tinha tudo para ser um grande sucesso, mas se afasta dos palcos por motivos misteriosos. Essa é a premissa de “Ninguém sabe que eu estou aqui”, novo filme da Netflix e já disponível na plataforma. Isolado em uma fazenda no Chile, o agora adulto Memo, interpretado por Jorge García — o Hurley, de “Lost” —, tem dificuldades de se comunicar com outras pessoas e opta pela solidão. Com um toque de surrealismo, o diretor Gaspar Antillo conduz o espectador pelo labirinto que é a vida do ex-cantor, revivendo os traumas da juventude e os motivos pelos quais Memo não deu sequência a sua carreira musical. 

    02 de Julho de 2020
  • Ler |
    Hilda Hilst para iniciantes

    Para quem quer se aventurar pela extensa produção de uma das maiores escritoras brasileiras do século 20 mas ainda não sabe por onde começar, a Companhia das Letras disponibiliza um livreto gratuito que introduz ao leitor um pouco do universo pessoal e poético de Hilda Hilst. "Três vezes Hilda" traz uma breve apresentação da vida e da obra da autora por Ana Lima Cecílio, antecipando parte da biografia que deve ser lançada em breve; três cartas lindas do amigo Caio Fernando Abreu enviadas a Hilda no começo dos anos 1970; e três poemas de amor retirados da coletânea "De amor tenho vivido" (2018), da mesma editora.

  • Ouvir |
    Diversão e arte (e um pouco de política) no seu fone

    Uma das coisas mais prazerosas da vida é ouvir sobre um assunto que se ama. Se sua paixão está no âmbito da cultura, o “Bravo! Podcast” pode ser um exercício de deleite. Produzido pela redação da revista Bravo!, o programa aborda literatura, música, cinema, teatro e outras artes, sempre entrelaçando os temas com política e fazendo recomendações no caminho. Além de informações, há participações especiais de artistas, como no último episódio, em que o ator Guilherme Weber, a escritora Jarid Arraes e a diretora Daniela Thomas falaram sobre produtos culturais a serem consumidos durante a quarentena.

  • Ouvir |
    Artes visuais e música

    A Pinacoteca de São Paulo, que fechou as portas durante o período de isolamento social, tem usado o perfil do Instagram como plataforma de conexão com o público, onde comenta obras do acervo e promove debates com artistas. A série de posts leva a hashtag #pinadecasa e, nesta semana, ganha versão sonora. O museu passa a compartilhar, todos os dias às 11h, uma playlist que dialoga com uma obra de arte. A seleção é montada e a obra, escolhida por um mesmo convidado. A primeira é a escritora Djamila Ribeiro. As playlists ficarão disponíveis no perfil do Spotify da Pinacoteca. No Instagram, as obras em que foram inspiradas.

  • Assistir |
    Uma receita com segredo de chef…

    E ridiculamente fácil para os amadores. Para fazer este bolo de laranja do cozinheiro Leonardo Paixão, basta bater todos os ingredientes no liquidificador, colocar no forno e esperar enquanto a casa é tomada por aquele cheirinho cítrico — mas atenção à dica preciosa do chef mineiro: a fruta, que vai com casca e tudo, tem que ser laranja-baía. Dá para usar outro tipo? Até dá, mas não fica igual. Por ter a casca mais grossa e ser mais aromática, a laranja-baía deixa o bolo mais cremoso e saboroso, cheio de pedacinhos no meio da massa.

  • Assistir |
    O processo de um artista

    A criação de um artista é dos assuntos mais enigmáticos que existem no mundo da arte. Há algo de encantador e misterioso no processo que transforma uma simples ideia em obra completa. “Eu Contra Eu”, novo curta metragem do diretor Marco Paoliello “Grilo”, explora a dinâmica de criador e criatura pela história do também diretor Vinícius Henrique “Vila Cesamo”. Acompanhamos as gravações de “Licionéia”, filme produzido por Vila Césamo em 2019 e entre gravações nos sets, passeios de bicicleta e o trabalho de chaveiro, o curta demonstra a inquietude de um criador que, para viver, tem de criar.

    25 de Junho de 2020
  • Ouvir |
    A boa (e velha ou nova) música brasileira

    Mauricio Valladares é fotógrafo, jornalista, radialista, DJ, e, agora, podcaster. Seu programa de rádio Ronca Ronca existe desde 1982, um dos mais queridos e duradouros da rádio brasileira: passou por diferentes emissoras, mudou de nome, criou playlists para gerações, e nesse ano, conquistou seu lugar no Spotify. Seja pela linguagem descontraída, pela seleção musical eclética e elegante, pelos comentários ou pela presença de convidados como Teresa Cristina e Moreno Veloso, o Ronca Ronca vale cada minuto. No site do programa de rádio, estão disponíveis episódios mais antigos, além de outros conteúdos produzidos por Valladares, como textos e fotografias.

  • Assistir |
    Como criar filhos num mundo de telas?

    Num momento em que as crianças estão imersas em telas – dos joguinhos e vídeos no tablet ou celular à educação remota oferecida por escolas públicas e privadas –, é preciso entender os impactos e os riscos, assim como as oportunidades de aprendizado. Por isso, o Instituto Alana começa nesta sexta 26, às 17h, a primeira de seis debates do projeto “Ser Criança no Mundo Digital – série de conversas online”. Para a estreia, o papo traz um panorama sobre as relações entre tecnologia e desenvolvimento infantil com a psicóloga Vera Iaconelli e Rodrigo Nejm, diretor de educação da Safernet. No link sercrianca.alana.org.br, com intérprete de Libras e legenda em tempo real.

  • Ler |
    Registros da vida pandêmica

    Um espaço para extravasar todos os dias pensamentos que nos perseguem entre as quatros paredes do confinamento. Essa é a proposta da Pandemia Crítica, página dentro do site da N-1 Edições que reúne textos dos mais diversos tipos sob um denominador comum: os tempos de crise da Covid-19. Entre contos, poemas, diários, ensaios filosóficos, reflexões sobre arte, política, racismo e medo, já são mais de 90 textos publicados desde o início da quarentena — e, para não perdê-los de vista, a editora posta os links diariamente no Instagram. Vale o mergulho.

  • Ouvir |
    O álbum perdido de Neil Young

    “Grandes canções sem as quais eu posso viver” ou “aquele que escapou”. É assim que Neil Young define “Homegrown”, álbum gravado entre 1974 e 1975 mas que ficou na gaveta por 45 anos. Composto em uma época conturbada da vida do músico, que tinha acabado de perder amigos importantes e passava por um término de relacionamento, Young optou por não publicar o álbum pois era doloroso e pessoal demais. Meio século depois, foi remasterizado e os fãs de Shakey finalmente podem ouvir o álbum que parecia ter escapado. Foi uma semana rara, em que dois gênios lançaram grandes obras, uma vez que Bob Dylan saiu com o seu novo “Rough and Rowdy Ways”.

  • Assistir |
    Se você não vai ao cinema…

    Um pouquinho dele vem de graça até você. Na plataforma #EmCasaComSesc há uma série de filmes em exibição para assistir em streaming, sob curadoria do CineSesc. Toda semana são disponibilizados quatro novos títulos, longas e documentários, para diferentes tipos de público. Entre os destaques, "Eu Sou Ingrid Bergman" (2015), que remonta a trajetória de uma das mais premiadas atrizes da história do cinema, e um clássico dos anos 1950, "A Carruagem de Ouro" (1952), que marca a volta do francês Jean Renoir à Europa depois de anos morando nos Estados Unidos. Só vale ter atenção às datas: os filmes têm permanência temporária.

    18 de Junho de 2020
  • Ler |
    Um guia das paradas LGBTQ+ online

    Pela primeira vez em cinco décadas as comunidades LGBTQ+ do mundo todo não poderão ocupar as ruas em junho — mês em que as paradas celebram o orgulho, a luta e a conquista de direitos —, por causa da Covid-19. Mas isso não significa que a data histórica passará em branco na pandemia: este artigo do New York Times lista alguns dos eventos do orgulho LGBTQ+ que serão realizados online ao longo do mês. A vantagem é que qualquer um pode participar, de qualquer lugar do mundo, basta ter internet.

  • Ouvir |
    Uma ode à maternidade real

    Todas as quartas, a tríade de podcasters Camila Fremder, Helen Ramos e Tati Bernardi recebe uma convidada para falar de vida real, ralação e inseguranças da maternidade. E também sobre a suspeita de que não há método para ser a mulher perfeita, a profissional do ano e a melhor mãe do mundo. Nesta edição, a consultora de estilo e podcaster Marina Santa Helena participa do papo sobre como é ter filhos e se ver fazendo tudo o que sempre jurou que não faria como mãe. Se às vezes bate aquela sensação de estar sendo uma mãe de merda, esse é o seu podcast.

  • Ir |
    A retomada alternativa do cinema

    Aos poucos ir ao cinema deve deixar de ser uma realidade distante. O Memorial da América Latina, em parceria com o Cine Petra Belas Artes, abre nesta semana como drive-in, com uma programação que inclui 27 títulos transmitidos em 43 sessões de terça a domingo. Entre eles estão os inéditos “Os Melhores Anos de uma Vida”, de Claude Lelouch; a nova versão do clássico de Francis Ford Coppola, “Apocalipse Now – Final Cut”; e o brasileiro “Partida”, dirigido por Caco Ciocler. Os ingressos podem ser comprados no site do Cine Petra Belas Artes, com número limitado de carros.

  • Assistir |
    A floresta ganha voz

    Em 1987, surge a Aliança dos Povos da Floresta, uma união de lideranças de povos indígenas e seringueiros do Brasil para reivindicar demarcação de territórios e criação de reservas. Mais de 30 anos depois, em um momento decisivo do debate sobre mudanças climáticas, eles ganham espaço na nova série do Le Monde Diplomatique, que ao longo de seis semanas, trará reflexões sobre o legado da aliança para o meio ambiente. Com 16 entrevistas e um minidocumentário, a série “Vozes da Floresta - A Aliança dos Povos da Floresta de Chico Mendes a nossos dias” conta com a participação de indígenas, seringueiros e pensadores para discutir erros e acertos da militância do grupo dos anos 1980 até hoje.

  • Assistir |
    O desabafo de Dave Chapelle

    8:46 foi o horário que o humorista considerado um dos maiores comediantes stand up de todos os tempos nasceu. Foi também o tempo em que George Floyd foi asfixiado por um policial americano e morto. Em seu novo especial de stand up, “8:46”, Chappelle abre mão da comédia que o fez tão famoso para discursar sobre a polícia e o racismo nos Estados Unidos. Cobrindo tópicos como a morte de Kobe Bryant e a pressão pública pelo posicionamento político de famosos, o comediante demonstra que acima de qualquer piada, é uma voz lúcida e um ótimo contador de histórias. “8:46” está disponível no canal do YouTube da Netflix.

    11 de Junho de 2020
  • Ouvir |
    Sente-se à mesa com esses podcasters

    A ideia é recriar a atmosfera dos jantares entre amigos, uma prática que parece tão distante quanto desejada. Em volta da mesa estão a executiva de marketing Daniela Cachich, o publicitário German Carmona, o jornalista Lúcio Ribeiro, e um convidado. No último episódio do Podcast Freestyle, a diretora-geral do Twitter Brasil, Fiamma Zarife, contou sua trajetória até o posto de comando da rede social, a partir do nascimento da filha de 16 anos, quando chegou à maternidade respondendo e-mails de trabalho. Na próxima terça-feira (15), é a vez do cantor e multi-instrumentista Silva sentar-se à mesa (ainda que à distância) e contar como, ao se desapontar com a religião evangélica, foi de músico de apoio gospel à estrela da nova MPB.

  • Assistir |
    Spike Lee está de volta (e na hora certa)

    Nem mesmo o isolamento social foi capaz de conter manifestações do movimento negro que varreram as cidades norte-americanas nos últimos dias. "Vidas negras importam" é também a mensagem transmitida pelo cineasta americano Spike Lee em seu novo filme “Destacamento Blood”. Selecionado para estrear no Festival de Cannes, que foi cancelado pela pandemia, o longa chega às telas de casa pela Netflix nesta sexta-feira (12). A história, de quatro veteranos de guerra que retornam ao Vietnã em busca de uma riqueza escondida, vai além da caça ao tesouro. Exibe também a visão de Lee sobre como a guerra afetou a vida dos homens negros, obrigados a lutar por uma causa que não era a sua. O recorte da década de 1970 faz repensar sobre o que se vive hoje, uma especialidade do cineasta.

  • Ler |
    Uma indagação de Graciliano Ramos sobre a dor

    "Dizem que somos pessimistas e exibimos deformações; contudo as deformações e miséria existem fora da arte e são cultivadas pelos que nos censuram." Se os sofrimentos desaparecessem, o que seria da arte? É o que pergunta o autor de "Vidas Secas" ao pintor Candido Portinari, em correspondência de 1946. Na carta, disponível no Correio IMS, acervo online organizado pelo instituto, Graciliano Ramos reflete sobre a produção de obras que observam a miséria, e que espécie de arte surgiria numa paisagem sem deformações. "Desejamos realmente que elas desapareçam ou seremos também uns exploradores, tão perversos como os outros, quando expomos desgraças?", questiona o escritor, angustiado, a seu amigo.

  • Assistir |
    O rapper indígena que preserva a cultura nativa

    O rapper Kunumi MC, nome artístico de Werá Jeguaka Mirim, abre o clipe de “Xondaro Ka'aguy Reguá” com uma frase que soa tão solene quanto uma profecia. “Existe uma lenda Guarani muito antiga, contada pelo nossos ancestrais. Ela diz que das águas nascerá um guerreiro que levará o seu povo a uma nova existência”. O vídeo de “Guerreiro da Floresta”, o nome da música de Kunumi em português, coloca o MC como o herói da profecia que busca a nova realidade. Rimada em Guarani, a música é um protesto de resistência e existência dos indígenas brasileiros, pedindo por demarcação de terra e reconhecimento do povo originário do Brasil. Dirigido pela dupla Angry, formada pelos cineastas Bruninho e Gabe Maruyama, o clipe está disponível no YouTube.

  • Assistir |
    O retorno da humorista Hannah Gadsby aos palcos

    “Se você está aqui por causa de 'Nanette'… por quê?” Longe de retórica, a pergunta, disparada por Hannah Gadsby já nos primeiros minutos, dá o tom de seu segundo stand-up na Netflix, “Douglas”. "Nanette", o primeiro, foi um sucesso. O que é curioso -- seu humor tem um “sabor peculiar”, traduzindo de forma às vezes incômoda as agruras de não caber em nenhum modelo de normalidade. “Se eu soubesse que o trauma seria tão popular como comédia eu teria planejado melhor meu orçamento. Eu teria ao menos feito uma trilogia.” “Douglas” é uma radiografia do humor stand-up. É “meta”. O que não impede que a misoginia e o patriarcado alimentem as melhores sacadas de Hannah, que ironiza os haters que a acusam de não ser engraçada. Ela é. Quem perseverar, “verá além do espectro”.

    04 de Junho de 2020
  • Ouvir |
    O protesto musical de Bruno Capinan

    Certas dores deveriam ser globais. Seja ela advinda de algo que ocorreu em Salvador, onde o músico Bruno Capinan nasceu, em Toronto, onde é radicado, ou em Minneapolis, onde George Floyd morreu. “Oitenta”, primeiro single do novo álbum do artista brasileiro, escancara a violência policial e o descaso brasileiro direcionado à população preta. Em uma atmosfera melancólica, Capinan relembra os 80 tiros disparados pela polícia militar que vitimaram o músico Evaldo dos Santos Rosa. “A polícia tá matando lá no Vidigal, a polícia tá matando em Vigário Geral, a polícia tá matando lá em Salvador, a polícia tá matando no interior do Brasil. Matando preto como nunca se viu”, canta. O single será lançado na sexta-feira (5) e o novo álbum de Capinan está previsto para o segundo semestre.

  • Ler |
    A sobrecarga do #FiqueEmCasa para as mulheres

    De acordo com a ONU Mulheres, o trabalho doméstico não remunerado representa de 10% a 39% do PIB dos países. Some isso a uma pandemia e ao fato de mulheres serem as principais responsáveis por todo o trabalho invisível que envolve a vida doméstica (já leu o quadrinho sobre a carga mental?), e é possível entender o tamanho do problema. Esse é o tema da reportagem da jornalista Noelia Ramírez para o El País. No texto, ela demonstra como, durante a quarentena, mulheres estendem suas jornadas madrugada a dentro para ficar em dia com suas tarefas, chegando a altíssimos níveis de esgotamento físico e mental.

  • Ler |
    Sob medida para a pandemia

    A quarentena tem sido um período fértil para pequenas publicações digitais. Entre as novidades está a Queimada, feita exclusivamente para o Instagram, que de forma simples e elegante e com textos diários que não passam de mil caracteres discute o caos político e social dos dias atuais. São fotos, ilustrações e reflexões de mulheres que serão publicados até o fim do isolamento social. Já o MJOURNAL.ONLINE tem foco nos mercados de beleza, moda e comunicação. Buscando ir além da zona de conforto, os textos da última edição exploram temas como transfobia, direitos trabalhistas no mundo da moda e o termo socialwashing, onde marcas realizam atitudes filantrópicas para esconder falcatruas trabalhistas.

  • Ouvir |
    Debates sobre racismo na ponta do ouvido

    Racializar debates é uma das melhores estratégias para ser antirracista. Foi pensando nisso que o escritor de ficção científica e fantasia afroamericana Ale Santos criou o “Infiltrados no Cast”, que investiga e discute o racismo no Brasil, das políticas que o fortaleceram aos atos de resistência que o enfrentaram. Uma das séries do programa é “Os Maiores Racistas da História Brasileira”, onde Santos contextualiza a obra dos brasileiros que fundamentaram o racismo científico no país. Nomes como Raimundo Nina Rodrigues, João Batista de Lacerda e Monteiro Lobato são temas de episódios que duram entre 30 e 40 minutos. O podcast está disponível no Spotify e na Deezer.

  • Assistir |
    Um show verdadeiramente transformador

    Do jeito que as coisas vão, vamos admitir, é bom ter um descanso de vez em quando. A quinta temporada de “Queer Eye” estreia na Netflix nesta sexta-feira (5) para felicidade de todos. Se a sua praia são histórias surpreendentemente emocionantes, transformações bapho e muito bom humor, fique tranquilo porque os Cinco Fabulosos voltaram. Dessa vez, Antoni, Bobby, Jonathan, Karamo e Tan vão para Filadélfia, nos Estados Unidos, e promovem o makeover de um DJ, de uma tosadora de cães e de outras almas perdidas. Prepare seus lenços e vista seu melhor look.

    28 de Maio de 2020
  • Crédito: Bruno Figueiredo/Área de Serviço
    Ouvir |
    Emicida em busca de soluções coletivas

    “Você já parou pra pensar que você é parte de um sistema gigante? Um sistema que envolve todos os seres vivos, todos os elementos do planeta, todas as células do seu corpo.” É com essa frase que Emicida começa sua nova empreitada, “AmarElo Prisma”. Inspirado nas reflexões de seu último disco, “AmarElo” (2019), o rapper paulista produz conteúdos multimídia (vídeos, podcasts e posts em redes sociais) de forma colaborativa e os publica durante quatro semanas. Divididos em movimentos, os assuntos englobam os quatro pilares utilizados para compor o álbum de 2019: paz, clareza, compaixão e coragem. No canal do YouTube do músico, o primeiro vídeo do projeto fala sobre saúde física, alimentação e corpo e conta com os depoimentos do rapper Rael, de Dona Jacira, além da coordenadora nacional do MST, Débora Nunes. No podcast, Emicida e seus amigos compartilham histórias que relacionam paz e corpo.

  • Crédito: Reprodução
    Assistir |
    Mate a saudade do “Beijinho Doce” de Flora e Donatela

    “A Favorita”, um dos pontos altos da carreira do roteirista João Emanuel Carneiro (“Avenida Brasil”, 2012), está disponível para assinantes do serviço de streaming Globoplay. Um marco para época, a produção ficou conhecida por subverter a fórmula consagrada da simplicidade das novelas e apresentar personagens complexas, que não caiam no estereótipo de mocinha contra vilã. A trama envolvendo Patrícia Pillar e Claudia Raia é a primeira a chegar a plataforma digital da Rede Globo, que entendeu que nada é mais influente que uma boa novela das nove e passa a disponibilizar um título a cada duas semanas. “Dancing Days”, “Guerra dos Sexos”, “Roque Santeiro”, “Vale Tudo”, “Laços de Família” e o “Clone” estão na lista de próximas adições.

  • Crédito: Reprodução
    Ler |
    Arte brasileira no IMS digital

    Crônicas de Ana Paula Maia, Cidinha da Silva, Geovani Martins e Itamar Vieira Junior; filmes da atriz e diretora Helena Ignez e do cineasta Takumã Kuikuro; vídeos dos artistas Edgar e Leona Vingativa e do fotógrafo Marcelo Rocha; e uma apresentação musical da Família Ernest Dias estão entre os primeiro trabalhos do programa IMS Convida. O Instituto Moreira Salles concebeu o programa como uma forma de dar apoio à prática artística durante a quarentena. Cerca de 60 artistas e coletivos produziram obras inéditas que levaram em conta a pluralidade e a diversidade do Brasil, que serão publicadas diariamente na plataforma. Na lista estão ainda nomes como os rappers Brô MCs, o cartunista Angeli, o cineasta Karim Aïnouz, o fotógrafo Roger Cipó e o coletivo Slam das Minas.

  • Crédito: Reprodução
    Assistir |
    Um teatro de sombras lynchiano

    David Lynch se tornou um YouTuber. Em seu canal, onde posta previsões do tempo diárias, lançou o curta de animação “Fire(Pozar)”, escrito, desenhado e dirigido por Lynch em 2015. O filme de dez minutos de duração é fruto da parceria do diretor com o músico polonês Marek Zebrowski e o animador japonês Noriko Miyakawa. Ainda que tentar explicar uma obra de Lynch em algumas linhas seja perda de tempo, aqui vai: árvores, tempestades e criaturas inomináveis tomam a tela na animação em preto e branco, que lembra um teatro de sombras. O curta pode ser visto no YouTube.

  • Crédito: Reprodução
    Ouvir |
    Gaga comme il faut, pop

    Lady Gaga adiou o lançamento de seu novo álbum por conta do coronavírus. Mas agora, mais de dois meses depois de isolamento social, ela lança “Chromatica” quase como um paliativo para quem sente saudades de noite e pista. Colorido e extravagante, o álbum conta com os singles “Stupid Love”, a parceria com Ariana Grande “Rain on Me” e a colaboração com a banda de Kpop BLACKPINK “Sour Candy” . Com 16 faixas, o álbum traz ainda uma participação de Elton John e pode ser encontrado nas plataformas de streaming como Deezer e Spotify.