15 obras natalinas para você ver no Natal— Gama Revista

Ler, ouvir, ver

15 obras natalinas para ler, ver e ouvir de novo (e de novo)

Lee Mendelson Films

De Bob Dylan a Charlie Brown, passando por Simone e ‘Mean Girls’, uma seleção de 15 filmes, álbuns e livros para celebrar o Natal 

Daniel Vila Nova 23 de Dezembro de 2020

Enfeites ao redor da casa, luzes que piscam, presentes embrulhados, um pinheiro enfeitado (ainda que seja um país tropical) e uma ceia farta são algumas das tradições que ajudam a criar um clima natalino nas casas ao redor do mundo. Mas nem só de comida e decoração se faz o Natal. Músicas, filmes e programas de TV com temática natalinas também fazem parte das comemorações do aniversário de Jesus.

Goste você de Simone ou de Mariah Carey; de “A Felicidade Não Se Compra” (1946) ou de “Garotas Malvadas” (2004) ; de “A Charlie Brown Christmas” (1965) ou de “O Estranho Mundo de Jack” (2003), algo você há de encontrar na lista preparada por Gama. São 15 obras de arte para reunir a família ao redor da lareira — mesmo que ninguém no Brasil tenha lareira — e celebrar o Natal.

Divulgação/Martin Claret

“Um Cântico de Natal” (1843)

de Charles Dickens

Poucas obras capturaram o espírito de Natal como o conto “Um Cântico de Natal” de Dickens. Um clássico que atravessa o tempo, a história do avarento Ebenezer Scrooge e dos três espíritos que o visitam na véspera de Natal sobrevive até hoje como referenciada e até como objeto de paródia. A personagem, que inspirou a criação do Tio Patinhas, também já recebeu versões dos Muppets, dos Flintstones, de Bill Murray e de Jim Carrey. Maior clássico não há.

Divulgação/RKO Pictures

“A Felicidade Não Se Compra” (1946)

de Frank Capra

Se George Bailey, personagem interpretado por Jimmy Stewart em “A Felicidade Não Se Compra“, é essencial para Bedford Falls, a cidade em que vive, o filme dirigido por Frank Capra é igualmente essencial para o cinema natalino como um todo. No filme, Stewart é um homem que, não vendo mais valor em sua vida, pretende se matar na véspera de Natal. Após uma visita do seu anjo da guarda, George percebe o impacto que suas ações tiveram na comunidade ao seu redor e como sua existência é valiosa. Doce, o filme em preto e branco se tornou pedida certa na época do Natal e até hoje é referência no cinema natalino.

Divulgação/Frank Sinatra

“A Jolly Christmas from Frank Sinatra” (1957)

de Frank Sinatra

Músicas tradicionais de Natal como “Jingle Bells”, “Have Yourself a Merry Little Christmas” e “Silent Night” soam ainda mais clássicas quando entoadas pela voz de Frank Sinatra. O álbum “A Jolly Christmas from Frank Sinatra” reúne 14 faixas natalinas cantadas por um dos maiores intérpretes de todos os tempos. A voz poderosa de Sinatra é a companhia perfeita para o peru e as velas da ceia de Natal. O disco foi relançado diversas vezes ao longo dos anos e a família de Sinatra luta para manter o legado natalino do seu pai vivo. A filha, Nancy, afirma à Variety que o seu pai “é a verdadeira voz do Natal”.

Divulgação/Lee Mendelson Pictures

“A Charlie Brown Christmas” (1965)

de Bill Meléndez e Charles M. Schulz

Seja pelo jazz de Vince Guaraldi, a animação simples de Bill Meléndez ou o roteiro de Charles M. Schulz, “A Charlie Brown Christmas” marcou não só o começo de “Peanuts” no mundo animado como também se tornou um marco da TV americana. A primeira animação da turma de Charlie Brown tem de tudo: uma história bela e comovente, o humor típico de Schulz adaptado à perfeição, e uma trilha sonora fantástica, que transforma tradicionais músicas natalinas em jazz à la “Peanuts”.

Divulgação/Globo

“Especial de Natal do Roberto Carlos” (1974 – )

de Roberto Carlos e Rede Globo

No Brasil, poucas tradições são tão importantes quanto os especiais de Natal do rei. Desde 1974, Roberto Carlos é convidado de honra do Natal da família brasileira. Por conta da pandemia, a edição de 2020 foi cancelada. Essa é somente a segunda vez em que um especial inédito do cantor não será exibido em 43 anos, a primeira foi em 1999 quando a esposa do cantor, Maria Rita, faleceu um mês antes do programa. Em 2020, a Globo reprisará o especial de 2011, mas caso você queira voltar um pouquinho mais no tempo nossa sugestão é que você confira a primeira edição de 1974, a edição de 1981 que comemora os 40 anos do rei e a versão de 1995 que celebra os 30 anos da Jovem Guarda.

Divulgação/Columbia Records

“Last Christmas” (1985)

de Wham!

O cabelo loiro espalhafatoso de George Michael no clipe de “Last Christmas” já é motivo para essa canção se tornar um clássico, mas a música da dupla Wham! — formada por Michael e Andrew Ridgeley — conquistou o mundo com a sua batida contagiante e a história de um amor desperdiçado no último Natal. Regravada por artistas como Taylor Swift, Gwen Stefani, Carly Rae Jepsen e Ariana Grande, “Last Christmas” é a canção natalina perfeita para quem quer um clima um pouco mais dançante durante a ceia de Natal.

Divulgação/20th Century Fox

“Duro de Matar” (1988)

de John McTiernan

O atormentado policial John McClane, interpretado por um Bruce Willis ainda com alguns fios de cabelo, pode não ser a melhor encarnação do espírito natalino, mas “Duro de Matar” definitivamente é um filme de Natal. A noite de Natal do detetive McClane vira de ponta cabeça quando terroristas alemães atacam uma festa de confraternização do trabalho da esposa do policial. O detetive consegue escapar de ser feito refém, mas cabe a ele derrotar os terroristas e salvar o natal de todos presentes naquele prédio. Troque a chaminé por dutos de ventilação, pisca-piscas por tiroteio e o papai Noel por um inspirado Alan Rickman (o tal vilão alemão), e “Duro de Matar” se torna um dos filmes de Natal mais alternativos — e também divertidos — que você pode sonhar em assistir no fim de ano.

Divulgação/Buena Vista Pictures

“O Estranho Mundo de Jack” (1993)

de Henry Selick e Tim Burton

E se o Natal e o Halloween se encontrassem? Foi com essa pergunta em mente que o diretor Henry Selick se juntou à Tim Burton para produzir “O Estranho Mundo de Jack”. A animação em stop-motion conta a história de Jack Skellington, o Rei das Abóboras, e da sua tentativa de trazer o Natal para a cidade do Halloween. O clima trevoso e as músicas soturnas de Danny Elfman dão um toque único ao filme.

Daniela Federici

“Merry Christmas” (1994)

de Mariah Carey

Competir com clássicos de Natal gravados desde o começo do século é uma batalha árdua mas, se houve alguém que conseguiu introduzir uma nova música no cânone natalino, essa pessoa foi Mariah Carey. “All I Want For Christmas Is You” é o maior sucesso da cantora, mas o álbum “Merry Christmas” não se resume só ao single. O CD é o álbum mais bem sucedido da cantora e a música sempre retorna ao número um das paradas nesta época do ano — em 2020, ele, como era de se esperar, voltou a ser festejado e a estampar timelines de redes sociais como o Instagram e o Facebook.

Divulgação

“25 de Dezembro” (1995)

de Simone

Se os EUA têm Mariah Carey, o Brasil tem Simone. Presente em toda e qualquer confraternização natalina brasileira, “Então É Natal”, versão da cantora para a canção “Happy Xmas (War is Over)”, gravada em 1971 por John Lennon, se tornou o hino oficial da data no Brasil. O disco reviveu o gênero “álbum natalino” no Brasil e mostrou que havia mercado para esse tipo de produção em solo nacional com uma roupagem atual. Além de marcar toda uma geração, Simone também é responsável por inúmeras crises de ansiedades ao perguntar anualmente “e o que você fez?” para brasileiros e brasileiras que só queriam aproveitar a ceia.

Divulgação/Universal Pictures

“O Grinch” (2000)

de Ron Howard

Jim Carrey já interpretou até o célebre rabugento Ebenezer Scrooge, personagem principal de “Um Conto de Natal”, de Charles Dickens, em “Os Fantasmas de Scrooge” (2009), mas foi o seu papel como o terrível Grinch que o colocou no panteão de clássicos natalinos. Uma das mais icônicas adaptações da obra de Dr. Seuss, “O Grinch” de 2009 é o segundo filme de Natal mais visto de todos os tempos, atrás apenas de “Esqueceram de Mim” (1990). Apesar da conturbada produção, Carrey é a versão definitiva do demônio verde.

Divulgação/Universal Pictures

“Simplesmente Amor” (2003)

de Richard Curtis

Se é açúcar que você procura nas festas de final de ano, o filme de Richard Curtis é feito sob medida para você. Contando não uma ou duas, mas dez histórias românticas, “Simplesmente Amor” tem um elenco estelar e uma boa dose de drama e comédia. Hugh Grant, Colin Firth, Emma Thompson, Liam Neeson, Alan Rickman, Keira Knightley, Rowan Atkinson, Bill Nighy, Martin Freeman, Laura Linney, Chiwetel Ejiofor e o brasileiro Rodrigo Santoro são alguns dos nomes que transformaram o filme em um clássico moderno.

Divulgação/Paramount Pictures

“Garotas Malvadas” (2004)

de Mark Waters e Tina Fey

Meninas Malvadas” pode não ser necessariamente sobre Natal, mas a cena em que Lindsay Lohan, Rachel McAdams Lacey Chabert e Amanda Seyfried dançam ao som de “Jingle Bell Rock” é tão icônica que não poderia faltar em uma lista natalina. Mais de 15 anos depois, a dança continua sendo reproduzida no TikTok e pode até voltar na sequência de “Meninas Malvadas” (ainda sem data de lançamento), dessa vez ao som de Mariah Carey.

Divulgação/Columbia Records

“Christmas in the Heart” (2009)

de Bob Dylan

Bob Dylan se converteu ao cristianismo na década de 70, mas sua identidade e origem judaica sempre foram parte essencial do músico. Durante sua infância em Minnesota, mesmo dentro da tradição de uma família judia, Dylan sempre admirou e se sentiu incluído no Natal. Muitos anos depois, o amor do bardo pela data festiva se materializou em forma de “Christmas in the Heart”, um especial com 15 músicas na voz de Dylan. No espírito natalino, todos os lucros da venda do disco foram destinados a organizações sem fins lucrativos que combatem a fome ao redor do mundo.

Divulgação/Netflix

“Especial de Natal do Porta dos Fundos” (2013 – )

de Porta dos Fundos

“Com religião não se brinca”, dizem alguns. O grupo de humor Porta dos Fundos, por outro lado, não só acredita que a religião pode ser motivo de piada como passou a se dedicar anualmente a satirizar o tema. O especial, que começou no YouTube, passou a ser exibido na Netflix e chegou a ser proibido de ser exibido no país. A decisão foi revertida e parece ter motivado a trupe do humor a transformar o especial em uma tradição duradoura. Jesus gay, paródia com “Democracia em Vertigem” (2019) e piadas com o Antigo e o Novo Testamento são alguns dos temas abordados nos especiais de humor.

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