Brasileiro cria logo oficial da ONU de combate à pandemia — Gama Revista

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Brasileiro cria logo oficial da ONU de combate à pandemia

“Ele representa todas as pessoas do mundo tentando ajudar a proteger o nosso planeta do coronavírus”, diz Eric Benitez, que criou o logo da ONU e da OMS em resposta à Covid-19

Luara Calvi Anic 13 de Maio de 2020

Foi no quarto dos filhos, “o lugar mais tranquilo da casa para trabalhar durante a quarentena”, que o diretor de criação paulistano Eric Benitez criou o logo da campanha global da ONU (Organização das Nações Unidas) e da OMS (Organização Mundial da Saúde) em resposta ao Covid-19.

O brasileiro, que vive na Austrália com a esposa e dois filhos há três anos, trabalha na agência TBWA/Melbourne. O projeto começou com um open brief, uma chamada internacional da ONU, em parceria com a agência, para que criativos do mundo todo mandassem ideias para comunicar e divulgar os seis passos de combate ao Corona, entre eles higiene pessoal e distanciamento físico.

Um time global da agência reuniu as ideias, criou seis selos a partir disso. Além do logo assinado por Eric. “Foi um trabalho com pessoas do mundo todo. Eu tinha reuniões em horários supermalucos por causa dos diferentes fusos”, diz a Gama. “O mais legal desse projeto é que qualquer um pode ter acesso. Essa material é realmente para ser usado e espalhado pelo mundo inteiro como resposta ao Covid-19.” No site da ONU, os selos estão disponíveis para download em 16 idiomas.

Os selos que trazem estratégias de combate ao Coronavírus estão disponívels para download no site da ONU e foram desenvolvidos por um time mundial de criativos

“O logo é a imagem do Coronavirus na parte de fora e, na parte de dentro, os sete continentes, cada um representado por uma pessoa. Elas estão de mãos dadas, como todas as pessoas do mundo tentando ajudar a proteger o nosso planeta”, diz Eric Benitez, da TBWA/Melbourne

O escritório que Eric lidera já havia trabalhado com a ONU na Conferência do Clima (COP-25) de 2019, quando criaram uma homenagem à Greta Thumberg. Ao chegar em Nova York de barco, depois de passar duas semanas em alto mar desde o Reino Unido, ela avistou 17 veleiros, cada um representando um dos objetivos do Desenvolvimento Sustentável Global. Diretamente de seu barco, a ativista sueca de 16 anos agradeceu à ONU em seu Twitter.

Depois de sete semanas de quarentena, Eric conta que a Austrália começa a afrouxar as regras, permitindo encontros com poucas pessoas e com a volta às aulas marcada para as próximas semanas. “A gente teve sorte de estar aqui porque, sendo um país sem fronteiras terrestres, fica mais fácil de controlar uma pandemia como essa”, diz. “O que deixa a gente mais preocupado agora é a situação do Brasil, com os pais e os amigos. Mas daqui a pouco acho que tudo melhora.”

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