Arthur Nestroviski responde - Questionário Proust -Gama Revista
Questionário Proust

Arthur Nestrovski

Músico, crítico e escritor

15 de Junho de 2020

Ao longo de sua carreira, o diretor artístico da Osesp sempre uniu música à literatura. Autor de quase dez livros, também é ensaísta e editor. Sua última publicação saiu pela editora Todavia em 2019, “Tudo Tem a Ver”

  • 1

    Qual é sua ideia de felicidade perfeita?

    A entrada do Ré bemol maior, quando chega o grande tema lírico, no último movimento de "La Mer", de Debussy.

  • 2

    Qual é o seu maior medo?

    A reeleição.

  • 3

    Que característica mais detesta em você?

    Meu alemão.

  • 4

    Que característica mais detesta nos outros?

    A grosseria. Em todas as formas: pessoal, intelectual, gramatical.

  • 5

    Que pessoa viva você mais admira?

    Guillaume Debailly e Saul Berenson.

  • 6

    Qual é a sua maior extravagância?

    A gastronomia.

  • 7

    Qual é o seu estado mental atual?

    A espera.

  • 8

    Que virtude considera superestimada?

    Ouvido absoluto.

  • 9

    Em que ocasião você mente?

    Por delicadeza.

  • 10

    O que menos gosta sobre sua aparência?

    Os braços finos.

  • 11

    Que pessoa viva você mais despreza?

    Todos que impõem sua música em espaços públicos.

  • 12

    Que qualidade mais admira em um homem?

    A medula.

  • 13

    Que qualidade mais admira em uma mulher?

    A inteligência.

  • 14

    De que palavras ou frases você abusa?

    “Recém.” Advérbio irregular gaúcho (“recém chegou”, “recém tinha dito isso”).

  • 15

    O que ou quem é o maior amor da sua vida?

    Minhas filhas dizem que é a arvorezinha da sala.

  • 16

    Quando e onde você foi mais feliz na vida?

    Fui feliz muitas vezes. Uma das primeiras foi no gol de cabeça do Claudiomiro – Inter 1x0 Benfica –, dia 06/04/1969, na inauguração do Beira-Rio. (O jogo terminou 2x1 pra nós.)

  • 17

    Que talento você mais gostaria de ter?

    Musical. Maior e mais natural do que o que tenho, como só os verdadeiros grandes músicos têm.

  • 18

    Se você pudesse mudar uma coisa sobre você, o que seria?

    Meu alemão.

  • 19

    O que considera sua maior conquista?

    Tocar violão. Que tem de ser conquistado a cada vez.

  • 20

    Se você morresse e voltasse como uma coisa ou uma pessoa, o que você gostaria de ser?

    Pode ser eu mesmo – para ter uma segunda chance. Ou, se for contra as regras, uma árvore na Serra da Mantiqueira.

  • 21

    Onde você mais gostaria de morar?

    No apartamento reformado, quando as obras forem retomadas, depois da quarentena.

  • 22

    Qual é o seu pertence mais estimado?

    Um volume das "Obras Completas de Fernando Pessoa" autografado, que ganhei de presente pelo meu avô.

  • 23

    O que você considera o nível mais baixo da desgraça?

    A ignorância regrar o conhecimento.

  • 24

    Qual sua ocupação favorita?

    A fotografia.

  • 25

    Qual sua característica mais marcante?

    O entusiasmo.

  • 26

    O que você mais valoriza em seus amigos?

    O companheirismo e o humor.

  • 27

    Quais os seus escritores favoritos?

    De todos os tempos: Shakespeare, Proust, Wordsworth. Dos últimos tempos: Günter Grass, Chico Buarque, Ingeborg Bachmann. E Claudia Cavalcanti.

  • 28

    Quem é seu herói na ficção?

    O menino protagonista de “O Balão Vermelho”.

  • 29

    Com qual figura histórica você mais se identifica?

    Araújo Porto-Alegre.

  • 30

    Quem são seus heróis na vida real?

    Meu avô, Mauricio Rosenblatt, que veio sozinho da Argentina para o Brasil, em 1919, aos 13 anos de idade, passou por dificuldades e tragédias; e viveu uma vida exemplar, rodeado da família e dos amigos.

  • 31

    Quais são seus nomes favoritos?

    Claudia, Lívia, Sofia, Nina e Dora.

  • 32

    O que você mais detesta?

    Fundamentalismos.

  • 33

    Qual seu grande arrependimento?

    Não tocar piano.

  • 34

    Como gostaria de morrer?

    Em paz.

  • 35

    Qual é o seu lema?

    Mais vida à vida.

Ao longo de sua carreira, o diretor artístico da Osesp sempre uniu música à literatura. Autor de quase dez livros, também é ensaísta e editor. Sua última publicação saiu pela editora Todavia em 2019, “Tudo Tem a Ver”

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