Isabela Figueiredo Responde - Questionário Proust — Gama Revista
Questionário Proust

Isabela Figueiredo

Escritora

24 de Agosto de 2020

Nascida em Moçambique em 1963, ela também é jornalista, professora e autora dos celebrados “A Gorda” (Todavia, 2018) e “Caderno de Memórias Coloniais” (Todavia, 2018)

  • 1

    Qual é sua ideia de felicidade perfeita?

    Viver num lugar onde me sinta livre, não vigiada e com saúde.

  • 2

    Qual é o seu maior medo?

    O envelhecimento e a consequente perda de capacidades físicas e mentais.

  • 3

    Que característica mais detesta em você?

    A mania de querer controlar tudo.

  • 4

    Que característica mais detesta nos outros?

    O comportamento de rebanho.

  • 5

    Que pessoa viva você mais admira?

    Admiro muitas pessoas, mas tenho um fraco pelo ex-presidente do Uruguai, José Mujica.

  • 6

    Qual é a sua maior extravagância?

    Viver de acordo com o meu pensamento.

  • 7

    Qual é o seu estado mental atual?

    Ansiedade.

  • 8

    Que virtude considera superestimada?

    Obediência.

  • 9

    Em que ocasião você mente?

    Quando a minha segurança pode estar em risco.

  • 10

    O que menos gosta sobre sua aparência?

    Adoro o meu corpo todo, porque sem ele eu não estaria viva, mas ainda estou aprendendo a gostar da minha aparência não normativa.

  • 11

    Que pessoa viva você mais despreza?

    Neste momento, seria demasiado insensato responder a esta questão. Voltem a perguntar dentro de 20 anos.

  • 12

    Que qualidade mais admira em um homem?

    Ser capaz de vestir a pele do outro.

  • 13

    Que qualidade mais admira em uma mulher?

    Exatamente as mesmas que admiro nos homens.

  • 14

    De que palavras ou frases você abusa?

    Digo muitas vezes "iá" em lugar de "sim".

  • 15

    O que ou quem é o maior amor da sua vida?

    As minhas cadelas Ninah e Serrinha.

  • 16

    Quando e onde você foi mais feliz na vida?

    Sou feliz aos pedacinhos. Ontem estava muito calor e tomei um banho de mar, na água gelada do litoral português. O choque térmico, primeiro, e secar-me ao sol, depois, foi um momento de felicidade.

  • 17

    Que talento você mais gostaria de ter?

    Cantar muito bem.

  • 18

    Se você pudesse mudar uma coisa sobre você, o que seria?

    Se pudesse procrastinar menos seria maravilhoso.

  • 19

    O que considera sua maior conquista?

    Não depender financeiramente de ninguém. Ter conquistado o que tenho pelo meu mérito, sem influências externas.

  • 20

    Se você morresse e voltasse como uma coisa ou uma pessoa, o que você gostaria de ser?

    Viver é demasiado violento. Gostaria de voltar protegida dessa violência.

  • 21

    Onde você mais gostaria de morar?

    Numa casa com um enorme jardim e árvores, sem vizinhos a espreitar a minha vida.

  • 22

    Qual é o seu pertence mais estimado?

    A tesoura e o rosário da minha mãe. As fotos, cartas e documentos onde ficou registada a caligrafia do meu pai.

  • 23

    O que você considera o nível mais baixo da desgraça?

    Ser delator.

  • 24

    Qual sua ocupação favorita?

    Gosto de ler, ver filmes, fazer tricô e dormir.

  • 25

    Qual sua característica mais marcante?

    Sinto-me sempre incompleta e insatisfeita.

  • 26

    O que você mais valoriza em seus amigos?

    O apoio.

  • 27

    Quais os seus escritores favoritos?

    São muitos, muitos. Cito duas poetas brasileira e portuguesa: Angélica Freitas e Adília Lopes.

  • 28

    Quem é seu herói na ficção?

    Eu não gosto de heróis. Gosto de personagens como Sherlock Holmes ou a criatura criada por Frankenstein.

  • 29

    Com qual figura histórica você mais se identifica?

    Identifico-me bastante com a escritora francesa Marguerite Duras.

  • 30

    Quem são seus heróis na vida real?

    As pessoas que conseguem viver com o rendimento mínimo e abaixo do limiar da pobreza.

  • 31

    Quais são seus nomes favoritos?

    Ana e José.

  • 32

    O que você mais detesta?

    Detesto fascismo, autoritarismo e limitação de liberdades.

  • 33

    Qual seu grande arrependimento?

    Arrependo-me de não ter tido filhos.

  • 34

    Como gostaria de morrer?

    Dignamente e sem dor.

  • 35

    Qual é o seu lema?

    Mais vale fazer algo e sair errado do que passar a vida inteira a lamentar não ter experimentado.

Nascida em Moçambique em 1963, ela também é jornalista, professora e autora dos celebrados “A Gorda” (Todavia, 2018) e “Caderno de Memórias Coloniais” (Todavia, 2018)

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