Bloco de notas da Semana "Como viver junto" — Gama Revista
Como viver junto?

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Bloco de notas

Bloco de notas

A equipe de Gama reuniu uma série de referências — filmes, livros, músicas, pesquisas — que têm tudo a ver com o tema da Semana: como podemos viver juntos e melhor?

29 de Março de 2020
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    A pintura acima parece até alegre numa primeira olhada. Mas, se você observar bem, verá brigas, mortes, crise. Retratar conflitos norte-americanos e a violência pela qual passaram os povos originais dos Estados Unidos é o trabalho de Jim Denomie, como nessa obra, intitulada “Off the Reservation (or Minnesota Nice)”, de 2012. O artista participou da 21ª BIENAL SESC VIDEOBRASIL, que acaba de dar origem ao LIVRO DE LEITURAS: COMUNIDADES IMAGINADAS.

  • Não é de hoje que “Como viver junto?” está entre as grandes questões da humanidade. Em 2006, a 27ª Bienal de São Paulo teve como tema a pergunta que não quer calar: “Como viver junto”. Inspirado em uma série de seminários de Roland Barthes, que posteriormente viraram um livro, a mostra trouxe obras de artistas como Thomas Hirschhorn, Dan Graham e León Ferrar, além das brasileiras Marilá Dardot e Laura Lima pensando justamente nesse tema. Outra bienal que decidiu falar sobre o assunto foi a de arquitetura de Veneza, que em sua 17ª edição será pautada pela a pergunta “How will we live together?”. Por conta do COVID-19, o evento italiano foi adiado para o mês de agosto.

  • “É legítimo tentar mudar a mente e os sentimentos de pessoas à minha volta. Sem forçar ninguém, sem pressão física ou emocional e sem chantagem”

    Amos Óz, em evento na Casa do Povo, em São Paulo. O escritor israelense é conhecido internacionalmente pelo seu ATIVISMO POLÍTICO PACIFISTA.

  • Uma área com eventos, crianças e movimento propicia uma vizinhança melhor. O BETTER BLOCK FOUNDATION assessora moradores a mapear áreas de um bairro, buscar recursos para reformar bens coletivos e incentivar o comércio a vir para a região.

    Em São Paulo, o CIDADES.CO oferece caminhos para engajar a comunidade e revitalizar ruas, praças e parques.


  • “Por que nós não vivemos juntos em vez de ficarmos separados?”, pergunta o Bee Gees em uma canção de 1979.

  • “Casei com uma brasileira. Ela é evangélica, eu muçulmano. Não dá problema nenhum”

    O senegalês Mour Seck, em reportagem especial da Folha de S.Paulo que reúne PESSOAS DE MÚLTIPLAS NACIONALIDADES que desembarcaram no mesmo destino: São Paulo.

  • Morar debaixo do mesmo teto com um ex pode ser o pior pesadelo para alguns, mas essa tem sido a única alternativa para casais recém-divorciados. Separados no papel, precisam estar fisicamente juntos. Todos. Os. Dias. Impossível? Esta REPORTAGEM mostra que não. (E se você quiser uma luz de como viver melhor sob o mesmo teto, segue aqui UMA LISTA COM DICAS.)

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    A socióloga Sharon Zukin mostra em seu NAKED CITY: THE DEATH AND LIFE OF AUTHENTIC URBAN PLACES como a busca por autenticidade dos comércios em Nova York alimenta uma vida urbana pulsante, mas também expulsa moradores antigos e imigrantes – justamente quem dá a aura de “autenticidade” a essas áreas.

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    A melhor lição para viver junto talvez tenha sido dada pelos hippies e suas comunas, nos anos 1970 – mesmo em uma intensa (e quase claustrofóbica) proximidade gerada pela vida compartilhada. O filme “TOGETHER” ilustra os conflitos da convivência, as tentativas desajeitadas de se conectar e o enorme – mas muito valioso – desafio que é viver junto.

  • Publicado antes de o COVID-19 ganhar contornos graves na Itália, ENSAIO DE GIORGIO AGAMBEN põe em xeque as ações governamentais para conter a pandemia, que define como estado de exceção. Até que ponto o estado tem o direito de interferir na forma que vivemos, pergunta-se o filósofo italiano?

    Tema da vez desde que o coronavírus incitou governos a isolar cidades, regiões e países inteiros, o DISTANCIAMENTO SOCIAL é bem analisado em texto da The Cut. Mesmo isoladas, porém, elas seguem socializando, fazendo festas, indo a aulas… como mostra esse texto sobre o Zoom.

  • “Entre elas reinam desassossego e exaltada curiosidade, reinam a histeria provocada pela necessidade – jamais satisfeita e artificialmente reprimida – de contato e intercâmbio e sobretudo uma espécie de constrangido respeito.” 

    Em “Morte em Veneza” (trecho acima), de Thomas Mann, um escritor “preso” na cidade durante a epidemia de peste conta como relações inimagináveis surgem quando pessoas que não se conhecem são forçadas a um convívio inesperado. Quando o isolamento se impõe, a arte traduz o viver junto.

    O medo parece aumentar o interesse por ficções comoA PESTE”, do escritor Albert Camus. Artigo do Nexo analisa o papel da LITERATURA EM TEMPOS DE PANDEMIA. E o mesmo se dá com o cinema, o que explica o boom no interesse pelo filme , CONTAGION, de Steven Soderbergh. O tema: o que ocorre quando um vírus mortal se espalha pelo mundo deixa as pessoas em desespero.