Bloco de Notas da Semana "Pode viajar?" — Gama Revista
Pode viajar?

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Bloco de notas

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O futuro do turismo pós-pandemia, a crise do Airbnb, o primeiro brasileiro a atravessar as Américas a cavalo. Eis uma lista de referências sobre viajar

01 de Novembro de 2020
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    Vik Muniz

    O fotógrafo e artista brasileiro Vik Muniz cria colagens de pontos turísticos icônicos por meio de recortes de cartões postais que coleta há quatro décadas. As obras estão reunidas na série “POSTCARDS FROM NOWHERE”, de 2013. Sobre o trabalho, o artista disse ao New York Times que “espera que as pessoas se conectem com as imagens, e que possam sentir como se estivessem, mais uma vez, em um lugar onde já estiveram”.⁣

  • Há pouco mais um ano, o jornalista Tato Coutinho fez uma VIAGEM AO URUGUAI. De carro e em família. “As grandes viagens podem nascer de premissas muito erradas e a sutileza aqui residia em fazer com que a nossa desse certo”, disse ele. A aventura foi tamanha que rendeu quatro textos imperdíveis sobre a arte de viajar (em família) para a seção Uma Investigação, da Gama.

  • O que parece ser um inofensivo livro de turismo, logo se mostra uma série de relatos de viagens alucinantes, alucinógenas e nada convencionais. No livro “IOGA PARA QUEM NÃO ESTÁ NEM AÍ” (Companhia das Letras, 2007), do inglês Geoff Dyer, cada capítulo se passa em um local diferente — Nova Orleans, Camboja, Bali, Tailândia, Líbia, Amsterdam, Roma, Paris.

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    Divulgação

    Em 1975, Joni Mitchell se lançou na estrada. Começou com uma turnê circense ao lado de Bob Dylan, mas que logo abandonou. Dali, iniciou a turnê própria, de seu álbum The Hissing of Summer Lawns, que também largou na metade. Foi então que iniciou a viagem de autoconhecimento que resultou no lançamento do álbum HEJIRA (1976), palavra árabe que significa “ruptura”, com referência a migração de Maomé de Mecca para Medina. Na estrada, começou o trajeto por Maine, e dirigiu de volta pra Califórnia passando pela Flórida e Golfo do México. Como já era famosa, se camuflava com perucas e estadias em motéis baratos. Sobre o álbum, Mitchell afirmou: “há uma sensação de inquietação… A doce solidão da viagem solitária”.

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    Acervo Pessoal

    Jessica Nabongo foi a primeira mulher negra que se conhece a visitar todos os países do mundo. Com passaporte ugandês e americano, ela começou sua jornada aos quatro com a família e não parou mais. O gosto pelo turismo resultou no blog THE CATCH ME IF YOU CAN, que traz dicas de destinos, hotéis e passeios. Jessica é fundadora da marca The Catch, de acessórios inspirados em suas viagens, e do projeto Jet Black, de planejamento de viagens.

  • Amyr Klink já falou sobre liberdade na Gama. E suas filhas parecem seguir o mesmo caminho do pai: as gêmeas Tamara e Laura e a caçula Marina Helena têm um site que funciona como DIÁRIO DE BORDO, onde registram suas aventuras mundo afora. Tamara, de 23 anos, já se arrisca um pouco mais. Além do canal no Youtube, em que compartilha rotas e reflexões em alto mar, recentemente ela decidiu se jogar em uma viagem solitária no Mar do Norte, e ir da Noruega à França em um veleiro.

  • Uma das indústrias mais afetadas pela pandemia foi a de turismo. Os números assustam: 100 milhões de empregos no setor foram ou serão eliminados, e as taxas de ocupação de hotéis pairam em cerca de 25%. Mesmo assim, o desejo de viajar não dá sinais de trégua. Para entender qual O FUTURO DO SETOR DE VIAGENS, especialistas respondem as questões mais recorrentes do tema hoje.

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    Acervo Pessoal

    Felipe Masetti ficou conhecido como “O CAVALEIRO DAS AMÉRICAS” depois de ter sido o mais jovem do mundo a cruzar as Américas a cavalo e o primeiro brasileiro a concluir o trajeto, aos 33 anos. Foram 27 mil quilômetros percorridos em oito anos, ao lado de três cavalos que se revezavam para terem dias de descanso sem levar cargas ou montaria. Masseti escreveu um livro sobre a viagem no qual relata os aprendizados e as histórias que viveu durante o caminho.

  • Antes da pandemia, o AIRBNB tinha um valor estimado de 38 bilhões de dólares, que caiu para 18 bilhões com a chegada do coronavírus. Em entrevista ao New York Times, o chefe executivo Brian Chesky relata as dificuldades internas que a equipe enfrentou, e como foi, para uma plataforma que se posicionava como “família de seus empregados”, demitir 1900 funcionários de uma vez. “Há muitas pessoas que se sentiram traídas, mas espero profundamente que o Airbnb continue a ser aquilo em que eu acreditava”, disse Chesky.

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    E se você pudesse viajar sem sair de casa? É o que o site colaborativo WINDOWSWAP, lançado em julho, oferece. A plataforma reúne vídeos de vistas de janelas pelo mundo, do Reino Unido à Austrália, e compartilha paisagens com quem está há meses isolado (e cansado de olhar para a mesma janela todos os dias).