Bloco de notas da Semana "Ansioso? Quem não?" — Gama Revista
Tá ansioso, né?

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Bem-estar

Bloco de notas

Seleção da equipe Gama para pensar e refletir sobre ansiedade

26 de Abril de 2020
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    Um mês sem tocar ninguém? Essa é a realidade para muita gente em tempos de Covid-19. Para os entusiastas do ASMR (sigla para Resposta Sensorial Autônoma do Meridiano), o abraço é possível. O fenômeno cultural nasceu no Youtube e ganhou espaço também NO BRASIL. E é explicado por outro fenômeno, esse biológico: o cérebro reage a estímulos como sussurros, unhas arranhando, o tilintar metálico… produzindo sensações de satisfação e prazer. Há quem fale em “cócegas no cérebro” ou “orgasmo cerebral”. Exageros à parte, esse talvez seja O GRANDE MOMENTO DO ASMR. Há até sites e apps como o FLUID SIMULATION, que permite criações pelo toque dos dedos na tela. A experiência promete acalmar e aliviar a tensão. Sinta-se tocado.

  • “A ansiedade é o preço que pagamos pela habilidade de imaginar o futuro”

    É o que afirmou, diante de uma plateia de escritores no NEW YORK STATE WRITERS INSTITUTE, o neurologista Joseph LeDoux, autor de “The Author of Anxious: Using the Brain to Understand and Treat Fear and Anxiety” (2015). Arte e ansiedade andam de mãos dadas, sobretudo quando se é artista independente (e freelancer). Tanto que a plataforma digital The Creative Independent, da Kickstarter, publicou o zine ON DEALING WITH CREATIVE ANXIETY, com dicas de artistas diversos sobre como lidar com a ansiedade e transformá-la em arte. “Como canalizar a ansiedade para a obra” é um dos temas. 

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    ©Reprodução

    Poucos quadros comunicam de forma tão imediata a potência da angústia humana como “O Grito” (1893), de Edvard Munch. Grande crítico da ANSIEDADE DO MUNDO MODERNO PELA PINTURA, o norueguês de sequência à obra com “Ansiedade”, realizada um ano depois (e com a mesma paisagem, o mesmo ângulo, as mesmas cores). Se “O Grito” lida com o horror do isolamento, “Ansiedade” retrata o DESESPERO COLETIVO. Ambos os temas são mais do que atuais. Munch buscou terapia, mas escreveu EM SEU DIÁRIO: “Meu medo da vida me é necessário, assim como minha doença. Eles são indistinguíveis de mim e sua destruição destruiria minha arte.”

  • Entre as dicas para ENFRENTAR A ANSIEDADE DURANTE A PANDEMIA, o New York Times sugere investir no autocuidado. E não só tratar bem a pele e a alimentação, fazer ioga e meditar. TER UM DIÁRIO é o conselho certeiro para aliviar o estresse organizando os pensamentos, colocando os  PROBLEMAS E MEDOS EM PERSPECTIVA. Não há regras: basta pegar um caderno qualquer e escrever, todo dia um pouco. Desenhar ou COLORIR talvez ajude. Sair do celular, também.


  • Qual o custo emocional provocado pelas medidas de isolamento?  E quais os riscos de agravamento ou de surgimento de novos casos de transtornos mentais como depressão e ansiedade, já que, além da saúde pública e da economia, a saúde mental será uma das grandes afetadas pela pandemia? É o que debatem grandes nomes como Contardo Calligaris e Vera Iaconelli no canal de debates da UOL. 

  • Para quem luta com ansiedade generalizada ou outros distúrbios psíquicos, a nova realidade do trabalho remoto mudou tudo. De um lado, a solidão do home office pode trazer um respiro; de outro, a incerteza financeira desencadeia outras tensões para o autônomo. É o que mostram os episódios da segunda temporada do podcast THE ANXIOUS ACHIEVER. 


  • “Era para eu subir aqui e dizer ‘siga seus sonhos’, como se isso fosse uma meritocracia? Porque não é”. A fala é de Bo Burnham, comediante americano que surgiu no Youtube, mas hoje já tem filme na Netflix, MAKE HAPPY, no qual admite para o público sobre seus recorrentes ataques de ansiedade, ocorridos até durante apresentações. Sua assinatura é uma mistura de comédia e apresentações de música, com standups musicados e que falam sobre saúde mental, problemas de insegurança e como ser uma persona no palco.

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    Ter que lidar com emoções pode ser tarefa difícil, e recorrente, até mesmo para uma criança. A animação DIVERTIDAMENTE, lançada em 2015, se passa dentro da cabeça de uma menina de onze anos que muda de cidade, deixando escola e amigos para trás. O conflito da mudança é ilustrado pela explosão de sentimentos, personalizados por pequenos seres como a Alegria, a Tristeza e o Medo. Além dos infantis, o cinema também preparou versões para o público adulto: O LADO BOM DA VIDA conta a história de um professor que retorna de uma internação psiquiátrica, acompanhado por muitos surtos ansiosos e um pouco de romance.

  • Mas afinal, o que é exatamente ansiedade? Estamos todos falando da mesma coisa? Não: o termo se refere a ideias e sensações distintos. PREOCUPAÇÃO, ESTRESSE E ANSIEDADE, por exemplo, não são a mesma coisa. A preocupação tem a ver com o pensamento negativo; o estresse é a resposta fisiológica; e a ansiedade seria a culminação de ambos. O psicanalista CHRISTIAN DUNKER explica a diferença entre uma miríade de termos relacionados à ansiedade. 

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    Um meme que define a pandemia.