Bloco de Notas da Semana "Tem espaço?" — Gama Revista
Tem espaço?

5

Bloco de notas

Bloco de notas

Arquitetura queer, construções de baixo orçamento no Equador e um manifesto de arquitetas que se sentem invisíveis como profissionais — uma seleção de conteúdos da equipe Gama 

Manuela Stelzer 11 de Outubro de 2020
  • Imagem da listagem de bloco de notas
    MAAT / Divulgação

    Será que você sabe o significado de ARQUITETURA QUEER? “Não é simplesmente um lugar para pessoas não heterossexuais, mas uma estratégia performativa que desafia os comportamentos, regras, expectativas de um ambiente construído”, de acordo a revista Azure. Nesse sentido, entram aí projetos de arte que questionam ambientes heteronormativos, como CRUISING PAVILION, da Bienal de Arquitetura de Veneza, e outras ocupações artísticas que propõem o entendimento político de ambientes da convivência gay para transformá-los em espaços seguros e livres de violência e homofobia. No Brasil, o @arquiteturabicha também levanta essa discussão.

  • Recentemente, Paulo Mendes da Rocha escolheu doar seu acervo pessoal para a Casa da Arquitectura, em Portugal. Ao jornal Folha de S.Paulo, o diretor executivo da instituição portuguesa se mostrou honrado com a escolha, e falou sobre a importância da PRESERVAÇÃO DA OBRA do arquiteto brasileiro. Na Gama, o colunista e curador Marcello Dantas levantou o debate sobre o descaso do país em NÃO CUIDAR DA PRÓPRIA MEMÓRIA. Já o professor titular da FAU-USP, José Lira, questionou A DECISÃO DO ARQUITETO.

  • Imagem da listagem de bloco de notas
    Nexo Jornal

    Neste ano, o projeto arquitetônico de Brasília, patrimônio da humanidade desde 1987, comemora 60 anos. Em especial do Nexo Jornal, a capital federal tem sua HISTÓRIA E SIMBOLISMO DESTRINCHADOS, além de receber uma análise sobre as perspectivas do futuro e os problemas que o projeto trouxe para a atualidade.

  • Ao lado do crítico de arquitetura Michael Kimmelman, a matéria do New York Times convida o leitor para um passeio por Harlem, um dos bairros com mais história de Nova York. Nas palavras de Kimmelman, a região é uma CAPITAL CULTURAL “moldada por ondas de imigração, um recente tsunami de gentrificação e as lutas contínuas por justiça racial”.

  • Imagem da listagem de bloco de notas
    Carla Juaçaba / Divulgação

    Carla Juaçaba é uma arquiteta indicada ao Prêmio Pritzker 2019. Além desse feito, a carioca é reconhecida também por, em suas produções, VALORIZAR O ENTORNO: uso de luz natural, de materiais locais, etc. Na foto acima, está sua releitura da CAPELA FEITA ORIGINALMENTE POR LE CORBUSIER, ideia proposta pela curadoria da Bienal de Arquitetura de Veneza, em 2018, para dez arquitetos do mundo — entre eles Juaçaba.

  • Imagem da listagem de bloco de notas
    NACCO

    “Fazer com pouco” é o lema do escritório equatoriano AL BORDE, responsável por projetos de arquitetura de baixíssimo orçamento, que contam com apoio e envolvimento da comunidade em todas as fases de planejamento e construção. Criado em 2007, o grupo começou a se envolver com projetos em contexto de emergência depois que um terremoto sacudiu a costa do Equador, em 2016. 

  • Na Netflix, é possível conhecer AS CASAS MAIS EXTRAORDINÁRIAS DO MUNDO ao lado do arquiteto premiado Piers Taylor e da atriz apaixonada pelo tema Caroline Quentin. A dupla roda o mundo e visita lares nada convencionais — entre eles uma mansão de dez andares, um castelo de areia e casas flutuantes.

  • Na arquitetura moderna, as mulheres são comparadas à fantasmas: estão em todos os lugares, mas são estranhamente invisíveis. Por isso, o projeto ARQUITETAS INVISÍVEIS, criado em 2014 por estudantes da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília, surgiu: uma ação para dar espaço à essas representantes. Na mesma linha, o coletivo ARQUITETAS NEGRAS, idealizado pela arquiteta urbanista Gabriela de Matos, dá visibilidade para mulheres negras na área, por meio de lives, cursos, conversas e eventos.

  • Imagem da listagem de bloco de notas
    Kere Architecture / Divulgação

    DIÉBÉDO FRANCIS KERÉ é um arquiteto de Burkina Faso, na África, conhecido por assinar obras de sustentabilidade, que usam material de baixo custo e mão de obra da comunidade local. Formado pela Universidade Técnica de Berlim, usou o conhecimento adquirido no exterior para voltar à terra natal e revolucionar projetos de escolas, vilas, bibliotecas e centros culturais. 

  • Imagem da listagem de bloco de notas
    PIN-UP / Divulgação

    Arquitetura também é entretenimento para a revista semestral PIN-UP, de Nova York. Criada em 2006 pelo arquiteto e escritor Felix Burrichter, a publicação tem uma edição de imagem cuidadosa e traz conteúdos “tão interessantes para os arquitetos quanto para os que estão fora da profissão”, diz o fundador.