Bloco de Notas da Semana "Velho, eu?" — Gama Revista
Velho, eu?

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Bloco de notas

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Caetano Veloso e a felicidade dos (quase) 80 anos, Demi Moore e a propaganda de lingerie, uma novo filme que trata de despedida. Confira os nossos achados sobre envelhecimento

18 de Outubro de 2020
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    Carmen Herrera, Private Collection, New York

    Nunca é tarde para ser prestigiada com uma exposição em um grande museu. Foi aos 101 ANOS que a artista cubana Carmen Herrera inaugurou “LINES OF SIGHT”, no Whitney Museum, uma retrospectiva da vida e obra de uma das protagonistas da história da arte do pós-guerra. Hoje, aos 105, ela segue produzindo e até ganha um mural em sua homenagem no Harlem, em Nova York.

  • O Brasil envelhece rápido. Atualmente, já são mais de 30 milhões de idosos no país, muitos ainda com vontade e necessidade de trabalhar. Nesse sentido, uma aceleradora e consultora brasileira, a ATIVEN, focou no universo 60+, desenvolvendo ideias e negócios para esse público.

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    Divulgação / Acervo Pessoal

    Caetano Veloso já diria: O HOMEM VELHO “já tem coragem de saber que é imortal”. Alguns anos depois de escrever a letra da música de 1984, o artista confessou que, na época, ainda não sentia os efeitos do envelhecimento. Hoje, vive a velhice com curiosidade, com contou ao jornal colombiano El Tiempo, e reconhece a alegria da juventude, mas diz que é possível “ser muito infeliz aos 25 e muito mais feliz aos 80”.

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    Haruka Sakaguchi / The New York Times

    Na MATÉRIA EMOCIONANTE do New York Times, uma lista de ativistas americanos que honram o legado centenário de seus ancestrais, os sufragistas, e refletem sobre os efeitos do movimento para todos os gêneros, raças e religiões. Para eles, “liberdade é uma exigência fundamental do espírito humano”.

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    Divulgação / Savage X | Fenty

    Para Demi Moore, 57 anos é a idade perfeita para um CLOSE DE LINGERIE. Convidada por Rihanna para participar do desfile Savage X Fenty (disponível na Amazon Prime), a atriz levantou o debate sobre SENSUALIDADE DE MULHERES MAIS VELHAS ao postar uma foto com peças da marca e receber comentários negativos. Se fosse Brad Pitt ou George Clooney de cueca, será que aconteceria a mesma coisa?

  • Existe uma explicação científica para a figura do velho sábio. De acordo com o neuropsicólogo russo-americano Elkhonon Goldberg, a sabedoria é um tipo de processamento mental muito avançado, QUE CHEGA AO SEU ÁPICE NA VELHICE. Goldberg afirma que o idoso, além do conjunto de experiências acumuladas que carrega (e que permite melhor resolução de problemas por ser capaz de enxergar padrões), é analítico. Pode ser que ele esqueça informações básicas como a capital de um país, mas a capacidade analítica é imune à passagem do tempo.


  • No recém-lançado trailer do novo longa britânico SUPERNOVA, Stanley Tucci e Colin Firth dão vida a um casal que está junto há mais de 20 anos e que decide viajar pela Inglaterra. Um deles, com diagnóstico precoce de demência, perde um pouco da lucidez a cada semana. O que seria uma viagem de férias passa a se tornar uma viagem de despedida do casal, que precisa lidar com a perda e o envelhecimento.

  • “A partir de uma certa idade, a gente pensa constantemente na morte. É inevitável que os mortos, principalmente os amigos, no caso do José Onofre, que era bem mais moço do que eu, só agravem essa preocupação”

    O trecho, presente na conversa entre Luis Fernando Verissimo e Zuenir Ventura, está presente no livro-diálogo Sobre o Tempo, lançado em 2010 e relançado dez anos depois, já que seus temas universais — família, amizade, paixões, política, literatura, morte — não envelhecem nunca.

  • Uma irmã egocêntrica e um irmão não realizado profissionalmente, ambos acima dos 60, se vêem obrigados a conviver depois da morte da mãe. No filme “DOIS IRMÃOS”, o diretor argentino Daniel Burman, reconhecido por suas sagas juvenis, lança-se à história de Marcos e Susana, dois irmãos velhos — e que não se dão bem.

  • Se aposentar no Brasil É UM DESAFIO. Com o aumento da expectativa de vida, é possível que o país atinja o patamar de 40% DA POPULAÇÃO FORA DO MERCADO DE TRABALHO em 2050, o que dificulta o equilíbrio entre contribuintes e beneficiários na previdência. Depois da reforma mais recente, alguns privilégios e aposentadorias especiais caíram por terra, mas ainda assim, de acordo com o professor da FGV Jorge Boucinhas, “o programa não foi adequado às necessidades brasileiras”.