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A poesia na voz de um tímido-espalhafatoso

Quando o surrealismo invade a vida, a poesia pode oferecer uma oportunidade de respiro. A estratégia de sobrevivência acabou virando um podcast: o escritor, editor e colunista da Gama Leandro Sarmatz lê dois poemas por semana na série Sou Tímido Espalhafatoso, batizada a partir de um verso de “Vaca Profana”, de Caetano Veloso. “Tento equilibrar entre poetas consagrados, gente nova e talentosa, homens e mulheres, poetas e cancionistas”. (Isabelle Moreira Lima)
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Os poemas da vencedora do Nobel

Se para as casas de aposta especializadas o anúncio da vencedora do Nobel de Literatura já foi uma surpresa, muitos leitores brasileiros devem ter ouvido o nome de Louise Glück pela primeira vez por causa do prêmio sueco. Embora a poeta americana seja reconhecida nos EUA, colecionando outros troféus celebrados -- como o Pulitzer e o National Book Award --, ela ainda não teve livros publicados no Brasil. É possível, no entanto, ler seus poemas online, em traduções feitas pelos também escritores Pedro Gonzaga, André Caramuru Aubert e Camila Assad nas revistas literárias Estado da Arte e Rascunho e no portal G1. Para quem se aventura na leitura em inglês, o site da Academy of American Poets também reúne alguns dos versos de Glück. Nascida nos EUA em 1943 e descendente de judeus húngaros, a poeta começou a escrever ainda criança e tem 18 livros publicados. Ao abordar temas como a morte, as rejeições e os traumas, Glück levou o Nobel por “sua voz poética inconfundível que, com beleza austera, torna universal a existência individual”. Para saber mais sobre ela e sua obra, vale ler as críticas do New York Times e da The Atlantic e este texto da Revista Cult, em que o crítico Tarso de Melo a apresenta ao lado de outros bons poetas norte-americanos pouco conhecidos por aqui.
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Reflexões sobre a língua entre Brasil e Portugal

Organismo vivo, uma língua carrega sempre ambiguidades, múltiplas manifestações e possibilidades de sentido — sobretudo em contextos pós-coloniais. É sobre essa ideia de fragmentação e polifonia da língua portuguesa que se constrói a exposição “Farsa. Língua, Fratura, Ficção: Brasil-Portugal”, em cartaz no Sesc Pompeia, em São Paulo. Com trabalhos de mais de 50 artistas dos dois países e de diferentes gerações — entre eles Ana Hatherly, Ana Maria Maiolino, Grada Kilomba, Lygia Pape e Carla Filipe —, a mostra explora os usos inventivos, artísticos, poéticos e políticos da língua e da linguagem. A entrada é gratuita, mas a visita deve ser agendada pelo site do Sesc e segue os protocolos de segurança da pandemia. Quem não puder ir pode conferir a galeria virtual da exposição, com obras comentadas, depoimentos e entrevistas com artistas. (Mariana Payno)